As obras de restauração e ampliação do Museu Nacional do Mar, espaço administrado pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC) em São Francisco do Sul, seguem avançando, respeitando as etapas técnicas necessárias para garantir qualidade das obras. O contrato, no valor inicial de R$ 10.055.000,00, possui montante executado de R$ 1.379.940,26.
As principais frentes de trabalho são o bloco de administração e biblioteca; restaurante e banheiros adjacentes; Sala dos Botes; Salas da Bahia, do Rio São Francisco, da Pescada Industrial e da Navegação de lazer; e o anexo das canoas. Nesses ambientes estão ocorrendo as etapas preparatórias e estruturantes. Com a conclusão dessas etapas, a próxima serão revestimentos, recomposição de argamassas e instalações, como hidrossanitárias, elétricas e para-raios.
Nos locais necessários, estão sendo executadas valas de aeração para alívio de umidade, mitigando os efeitos da água nas bases das alvenarias. No anexo das canoas, já foram concluídas intervenções importantes, incluindo escavações, serviços de fundação e execução de contrapiso.
As próximas etapas serão a galvanização das estruturas, devido à agressividade ambiental, e sua posterior montagem, viabilizando os demais serviços de esquadrias, brises e cobertura com telhas termoacústicas.
Ao longo da execução, por se tratar de um imóvel com características históricas, foram identificados desafios técnicos importantes. No que se refere ao sistema de coberturas, uma das partes mais sensíveis e estratégicas da edificação, foram desenvolvidas diversas frentes de trabalho, com destaque para o mapeamento das estruturas de madeira da cobertura. Muitas dessas estruturas apresentam condições variadas de deterioração. Assim, a substituição e o reforço desses elementos estão sendo realizados, além da imunização contra agentes biológicos, garantindo a segurança estrutural da edificação e durabilidade.
No dia 2 de abril, às 20h, a Sala Multimídia do Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS/SC), no Centro Integrado de Cultura (CIC), recebe a apresentação do espetáculo "Pérolas do Jazz - Homenagem a Cole Porter", com o quarteto Time Travelers. A entrada é gratuita e por ordem de chegada.
No palco, os músicos Hasse Berggren (sax e voz), Horácio Quiroga (baixo), Thierry Risse (teclado) e Marvio Pereira (bateria) apresentam repertório que vai de Duke Ellington e Fats Waller até Thelonious Monk e Tom Jobim, músicas de Cole Porter, Kurt Weill, Gerschwin, que tocadas na era do rádio e interpretadas por grandes cantores como Nat King Cole, Billie Holiday, Frank Sinatra, Ella Fitzgerald, constituem um tesouro musical que merece ser ouvido ainda hoje. "Love me or leave me", "Sophisticated Lady", "Honeysuckle Rose", "Night and Day" são algumas das pérolas que interpretam. Fazem, também, uma incursão no blues com temas como "T-Bone Suffle", "Nobody Knows You", "If you Live" e em clássicos da MPB, como "Corcovado", "Inútil Paisagem", "Carioca", "Samba do Avião", entre outros.
No dia 3 de abril (sexta-feira), às 19h, a Sala Multimídia do Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS/SC), no Centro Integrado de Cultura (CIC), recebe a apresentação “Ecos do Passado: da Pré-História ao Casarão da Dona Lóquinha”, ministrada pelo historiador Amílcar D’Avila de Mello. A atividade é gratuita e aberta ao público.
A proposta percorre diferentes camadas temporais do território da Ilha de Santa Catarina, articulando vestígios da pré-história, processos de ocupação humana e a formação de paisagens culturais que chegam até os dias atuais. A partir dessa perspectiva ampliada, a apresentação estabelece conexões com a história da Costa da Lagoa e com o Casarão da Dona Lóquinha, construção do século XVIII que se tornou referência de memória e
mobilização comunitária.
O encontro integra as ações do projeto Viva o Sobrado!, que atua na preservação, restauro e ativação cultural do Casarão, hoje reconhecido como Ponto de Memória (Ibram) e Ponto de Cultura (MinC). Ao aproximar arqueologia, história e patrimônio, a atividade propõe uma leitura sensível do território, destacando a importância da preservação das múltiplas temporalidades que constituem a paisagem cultural.
No dia 16 de abril, às 10h, a Casa da Literatura Catarinense recebe a palestra e bate-papo "A Cultura na Ilha e as histórias em quadrinhos". Na ocasião, o professor D'Imitre Camargo Martins, junto com escritores e desenhistas convidados, conversa sobre a influência da cultura na Ilha de Santa Catarina para a criação de trabalhos ilustrados, envolvendo histórias e inspirações que contribuem para as artes e roteiros de revistas e livros. Participação gratuita.
Confira o programa Miscuta desta segunda, 23 de março, com mais informações sobre agenda da semana nos espaços administrados pela FCC e trilha sonora de Roberto Carlos.