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No dia 27 de fevereiro, às 19h, a Sala de Cinema Gilberto Gerlach, no Centro Integrado de Cultura (CIC), recebe a pré-estreia gratuita do documentário “Caminhos do Desejo”. Dirigido pelo cineasta Andrey Santiago, o longa-metragem de 85 minutos mergulha na memória e nos arquivos do primeiro filme produzido em solo catarinense: "O Preço da Ilusão", de 1957. 

O primeiro longa-metragem catarinense contou com a direção de Nilton Nascimento, roteiro de Eglê Malheiros, Salim Miguel e EM Santos e se tornou uma lenda em Santa Catarina. O documentário de Andrey Santiago investiga a história em torno da produção pioneira, realizada pelo Grupo Sul em Florianópolis. Ele entrevista cineastas catarinenses contemporâneos como Zeca Pires, Adriane Canan, Kátia Klock, Maria Emília de Azevedo e Marco Stroisch, pesquisadores como Cândido Gazzoni, do Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina, e um dos participantes de "O Preço da Ilusão", o músico Detto.

Embora tenha marcado o início da história cinematográfica do estado, a estreia de "O Preço da Ilusão" foi considerada um desastre e, com o tempo, a própria obra física acabou se perdendo, salvando-se apenas seus 7 minutos finais. “Caminhos do Desejo” propõe narrar essa trajetória de desaparecimento, celebrando o que a roteirista Eglê Malheiros definiu como "o fracasso mais criativo e multiplicador de Santa Catarina".

O filme utiliza uma estética que mescla depoimentos contemporâneos, áudios dos roteiristas, imagens de arquivo e reencenações do roteiro original. A produção executiva é assinada por Luana Ferretti, com direção de produção de Guilherme Cruz, direção de fotografia de Letícia Vitória, desenho e mixagem de Som de Giovana de Mello e trilha sonora original de Conny.

A proposta foi executada pelo Governo do Estado de Santa Catarina, por meio da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), com recursos do Governo Federal e da Política Nacional Aldir Blanc e conta com apoio da Cinemateca Brasileira e do Curso de Cinema da UFSC. O evento de pré-estreia é aberto ao público e representa um momento significativo para a preservação da memória cultural de Santa Catarina.

Serviço:

O quê: Pré-estreia do documentário "Caminhos do Desejo"
Quando: 27 de fevereiro (sexta-feira), às 19h.
Onde: Sala de Cinema Gilberto Gerlach – Centro Integrado de Cultura (CIC), Florianópolis.
Entrada gratuita e aberta ao público
Mais informações: @caminhosdodesejo_doc.

Confira o programa Miscuta desta segunda, 9 de fevereiro, com mais informações sobre agenda da semana nos espaços administrados pela FCC e trilha sonora de Silvio Brito.

Se estivesse vivo, Freddie Mercury completaria 80 anos no dia 5 de setembro deste ano. Ícone absoluto do rock e uma das vozes mais marcantes do gênero, o cantor segue inspirando gerações dentro e fora dos palcos. É nesse contexto de celebração que um dos espetáculos mais aclamados da Camerata Florianópolis retorna em 2026. O Tributo ao Queen chega ao palco do Teatro Ademir Rosa (CIC) no dia 21 de fevereiro (sábado), às 20h.

Dona de uma trajetória marcada por inovação, ousadia e uma sonoridade que atravessa gerações, a banda construiu um repertório atemporal, impulsionado pela presença magnética, singular e criativa de Freddie Mercury. No espetáculo, canções que se tornaram clássicos ganham uma nova leitura no encontro entre a expressividade do rock e a sofisticação da música clássica.

Sob a regência do maestro Jeferson Della Rocca, os músicos da orquestra se unem aos vocalistas Carlas Domingues, Dudu Fileti e Rodrigo “Gnomo” Matos, além da banda Brasil Papaya. Os arranjos são assinados por Alberto Heller.

O espetáculo tem direção de produção de Maria Elita Pereira e patrocínio do Fort Atacadista.

SOBRE O TRIBUTO AO QUEEN

Concebido pela mesma equipe responsável pelo programa de maior sucesso da orquestra, o Rock’n Camerata, o espetáculo em homenagem ao Queen começou a ser preparado no final de 2018 e estreou em maio do ano seguinte. Desde então, por onde passou, atraiu grandes públicos, como no Trapiche da Avenida Beira-Mar Norte, e esgotou os ingressos em diversas apresentações realizadas no CIC.

Classificação indicativa: livre

Ingressos à venda no site Blueticket

Carmelo Krieger e seu sorriso leve, gentil, mudaram de morada; para os seus que partiram antes, uma festa, para a filha única Louise Krieger, neto, irmãos, parentes e amigos, uma perda sentida.

Carmelo partiu na madrugada desta segunda-feira, 9 de fevereiro, aos 79 anos, deixando a cultura de Brusque e do estado de Santa Catarina enlutada.

Presidente do Instituto Aldo Krieger (IAK), nono filho de Aldo e Gertrudes Regis Krieger, Carmelo tomou para si a responsabilidade de manter a Casa Aldo Krieger de portas abertas, garantindo vida ao espaço, com muitos encontros e apresentações culturais.
Estive em muitos deles, em diversificadas atrações, quando registramos em fotos estes momentos sagrados e trocamos idéias sobre um ideal comum: o poder da arte e da cultura na vida das pessoas, da comunidade.

Apaixonado pela casa onde nasceu, tinha sempre uma história que eu ainda desconhecia para compartilhar.
O DNA não deixava dúvida ser filho de um compositor e músico. Falar de música era um deleite, seus olhos brilhavam de paixão. A preservação da história de Brusque era outro assunto que rendeu alguns cafés com cuca.

Carmelo dedicou-se à Fundação que leva o nome do pai, Aldo Krieger. Com esmero e uma vida dedicada à arte, à música, Carmelo deixa para o município de Brusque, e para nós catarinense, um modelo de vida, onde o pão e o trabalho não são suficientes para fazer os humanos felizes. Somos seres que precisamos mais do que sobreviver, precisamos da alegria que toca a alma e faz o sorriso desabrochar. E este alimento sutil vem das mais variadas formas da arte.

Mais que um admirador, Carmelo deixa um legado para a música, como pesquisador, recolhendo fotos, fatos, composições e tudo que tivesse relação com a música.

Que o coro de Serafins, Querubins e Tronos se unam e recebam Carmelo com muita música e alegria, essa é a recepção que combina com ele, um ser humano como poucos.

Siga o rastro de luz, meu querido amigo; seu espírito já repousa no mundo Divino!

Maria Teresinha Debatin - Presidente da Fundação Catarinense de Cultura

 

O velório de Carmelo será realizado a partir das 15h desta segunda-feira (9), na Capela Mortuária do Centro de Brusque. A cremação ocorrerá às 10h desta terça-feira (10/2), no Crematório Vaticano, em Balneário Camboriú.

Nos dias 27 e 28 de fevereiro e 1º de março, o ator Gregório Duvivier leva ao palco do Teatro Ademir Rosa, no Centro Integrado de Cultura (CIC), o espetáculo "O Céu da Língua". Serão apresentadas seis sessões: às 19h e 21h30 na sexta-feira; às 18h30 e 21h no sábado; e às 17h e 19h30 no domingo. Ingressos à venda no site Disk Ingressos.

Quem tem medo de poesia? Gregório Duvivier não faz parte deste grupo e, como um apaixonado, faz de tudo para persuadir os outros das qualidades do seu objeto de encanto – até mesmo criar um espetáculo sobre o assunto. No monólogo cômico “O Céu da Língua”, o artista usa o seu discurso sedutor para convencer o público de que tropeçamos diariamente na poesia e o assunto é prazeroso e divertido.

O espetáculo estreou em Portugal em 2024, chegou do Brasil em fevereiro de 2025, ano em que cumpriu uma extensa turnê que já acumula mais de 140 mil espectadores e diversas sessões extras na última temporada.

“A poesia é uma fonte de humor involuntário, motivo de chacota”, reconhece o ator, que cursou a faculdade de Letras na PUC do Rio de Janeiro e publicou três livros sobre o gênero literário. “Escrevi uma peça que pode ajudar alguém a enxergar melhor o que os poetas querem dizer e, para isso, a gente precisa trocar os óculos de leitura”.

A direção é da atriz Luciana Paes, parceira de Gregório nos improvisos do espetáculo Portátil. No palco, com cenografia de Dina Salem Levy, o instrumentista Pedro Aune cria ambientação musical com o seu contrabaixo, e a designer Theodora Duvivier, irmã do comediante, manipula as projeções exibidas ao fundo da cena. O resto é só o comediante e sua lábia desafiadora: “Acredito que o Gregório tem ideias para jogar no mundo e, com essa crença, a coisa me move independentemente de qualquer rótulo”, diz Luciana, uma das fundadoras da celebrada Cia. Hiato, que estreia na função de diretora teatral.

“O Céu da Língua” não é um recital e tampouco o artista declamará Castro Alves, Fernando Pessoa ou Carlos Drummond de Andrade. Por outro lado, garante Luciana, a dramaturgia de Gregório não deixa de ser poética neste “stand-up comedy pegadinha”, como ela bem define. “O Gregório simpático e engraçado está no palco ao lado do Gregório intelectual com seu fluxo de pensamento ininterrupto e imagino que, por isso, a plateia deve embarcar na proposta”, aposta a diretora. “Ele, graças aos seus recursos de ator, pega o público distraído e ninguém resiste quando é surpreendido por alguém apaixonado.”

Toda linguagem é um acordo e, se você entende, tudo bem. Gregório, desde a infância, carrega uma obsessão pela palavra, pela comunicação verbal, pela língua portuguesa. Assim o protagonista, por exemplo, brinca com códigos, como aqueles que, em sua maioria, só são decifrados por pais e filhos ou casais enamorados.

As reformas ortográficas que tiram letras de circulação e derrubam acentos capazes de alterar o sentido das palavras inspiram o artista em tiradas bem-humoradas. O mesmo acontece quando ele comenta a ressurreição de palavras esquecidas, como “irado”, “sinistro” e “brutal”, que voltaram ressignificadas ao vocabulário dos jovens. E aquelas que só de ouvi-las geram sensações estranhas, a exemplo de afta, íngua, seborreia, ou outras, inventadas, repetidas à exaustão, como “atravessamento”, “namorido” ou “almojanta”? Até destas Gregório extrai humor.

Para o artista, a língua é algo que nos une, nos move, mas raramente damos atenção a ela. É só pensar nas metáforas usadas no cotidiano – “batata da perna”, “céu da boca”, “pisando em ovos”. Nesta hora, usamos a poesia e nem percebemos. Para provar que a poesia é popular, Gregório chama atenção para os grandes letristas da música brasileira, como Orestes Barbosa e Caetano Veloso, citados em “O Céu da Língua” através das canções “Chão de Estrelas” (1937) e “Livros” (1997). “Os nossos compositores conseguiram realizar o sonho de Oswald de Andrade de levar poesia para as massas”, festeja o ator.

Nesta cumplicidade com a plateia, Gregório mostra gradativamente que a poesia não tem nada de hermética e, claro, homenageia Portugal, o país que emprestou ao Brasil a sua língua para que todos se comunicassem. Além de Fernando Pessoa, o ator evoca o poeta Eugênio de Andrade e lembra de que a origem de “O Céu da Língua” está relacionada ao espetáculo “Um Português e Um Brasileiro Entram no Bar”. O divertido intercâmbio linguístico colocou no mesmo palco Gregório e o humorista luso Ricardo Araújo Pereira em improvisações sobre o idioma que os une.

O CÉU DA LÍNGUA
Texto: Gregorio Duvivier e Luciana Paes
Interpretação: Gregorio Duvivier
Direção: Luciana Paes
Direção musical e execução da trilha: Pedro Aune
Assistente de direção e projeções: Theodora Duvivier

Iluminação: Ana Luzia de Simoni
Cenografia: Dina Salem Levy
Assistente de cenografia: Alice Cruz
Figurinos: Elisa Faulhaber e Brunella Provvidente
Visagismo: Vanessa Andrea
Designer gráfico publicação: Estúdio M-CAU – Maria Cau Levy e Ana David
Identidade visual divulgação: Laercio Lopo
Comunicação: Raquel Murano
Marketing digital: Renato Passos
Assessoria de Comunicação: Pedro Neves
Fotos: Demian Jacob, Priscila Prade, Joana Calejo Pires e Raquel Pelicano
Diretor técnico: Lelê Siqueira
Diretor de palco: Reynaldo Thomaz
Técnico de som: Dugg Mont

Assistente de palco: Daniela Mattos
Gerente de Projetos: Andréia Porto
Assistente de produção: João Byington de Faria
Produção executiva: Lucas Lentini
Direção de produção: Clarissa Rockenbach e Fernando Padilha
Produção: Pad Rok