O Museu Histórico de Santa Catarina, espaço administrado pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC) no Palácio Cruz e Sousa, em Florianópolis, estará fechado neste sábado, devido ao feriado de 15 de novembro (Proclamação da República). O local volta a abrir normalmente ao público na terça-feira (18), às 10h.
Iniciando a programação que irá marcar a data de nascimento do poeta Cruz e Sousa, que em 24 de novembro estaria completando 164 anos, o Museu Histórico de Santa Catarina, no Palácio que leva o nome do poeta simbolista, será palco de um evento literário e musical no dia 21 de novembro, das 13h30 às 17h30. A ação foi criada por várias casas literárias da Grande Florianópolis, como o Grupo de Poetas da Trindade, de Florianópolis; Academia Alcantarense de Letras, de São Pedro de Alcântara; e a Academia de Letras do Brasil Santa Catarina seccional de Águas Mornas.
O sarau terá declamações de poesias de Cruz e Sousa, apresentações musicais e uma homenagem a ser realizada junto aos restos mortais do poeta abrigados no Museu. A entrada é gratuita.
Programação:
1- Elena Lamego. Florianópolis. Poeta e escritora –da Academia de Letras do Brasil Santa Catarina seccional Águas Mornas (ALBSCAM) – Cristo de bronze
2 – Marli Emmerick. Florianópolis. Poeta e cordelista –Academia Catarinense de Cordel (ACC), Grupo de Poetas da Trindade (GPT) – Clamando
3 – Mara Eneida. Florianópolis. Poeta e cordelista – da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil (AJEB), ACC, GPT – Sorriso interior
4 – Osmarina M de Souza. São José. Escritora e contadora de história –do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina (IHGSC), fundadora de diversas academias, GPT – Contar História de Pedra
5 – Vera Portella. Florianópolis. Poeta e escritora – vice-presidente da Academia Alcantarense de Letras (ACALLE), vice-presidente do Grupo de Poetas da Trindade (GPT) – Crianças negras
6 – Rosane Cordeiro. Florianópolis. Escritora e compositora –da Academia São José de Letras (ASAJOL) – Triunfo supremo
7 – Iratan Curvello. São Francisco do Sul. Poeta, cordelista e ator – Presidente da Academia de Letras do Brasil Santa Catarina seccional São Francisco do Sul (ALBSCSFS) e Salomé Pires. São
Francisco do Sul. Poeta, escritora e cordelista – vice-presidente daAcademia de Letras do Brasil Santa Catarina secional Águas Mornas (ALBSCAM) e presidente da Academia Catarinense de Cordel (ACC) – Peça teatral Cruz e Sousa e Gavita
8 – Neusa Maria de Souza. São José. Poeta, escritora e cordelista – da ALBSCAM, ACC e Grupo de Poetas Livres (GPL) –Visões
9 – Susana Zilli. Florianópolis. Poeta e escritora – vice-presidente do Grupo de Poetas Livres (GPL), secretária da ACALLE e do GPT – Alma solitária
10 – Zeli Dorcina. Florianópolis. Poeta – tesoureira do GPL, do GPT – Escravocratas
11 – Marli Lisboa. Florianópolis. Poeta e escritora –do GPT – Dança do ventre
12 – Márcia Konder. Florianópolis. Poeta, escritora e dançarina –da ALBSCAM, GPT – Dilema
13 – Andréia Rihl. Florianópolis. Atriz e contadora de história –da Academia Brasileira de Contadores de Histórias (ABCH), GPT. Severo Cruz. Florianópolis. Ator e cantor –do GPT. Mauri Silva. Florianópolis. Violonista –GPT – vão apresentar uma peça teatral homenagem Cruz e Sousa
14 – Maria G Fornari. Florianópolis. Escritora e poeta –da Academia de Letras de Florianópolis (ALF) e da ALBSC – Aparição
15 – Elizete Lanzoni Alves. São Pedro de Alcântara. Escritora e poeta – presidente da Academia Catarinense de Letras Jurídicas (ACALEJ), membra da ACALLE – Acrobata da dor
16 – Francisco Artur Capparelli. Palhoça. Escritor e poeta – da ALF, do GPT – Fulgores da noite
17 – Adriana Martins Tijs. Palhoça. Escritora – da Academia de Letras de Palhoça (ALP), AJEB, GPT – Os Cânticos
18 – Milka Plaza. Florianópolis. Escritora – presidente da Academia de Letras de Florianópolis (ALF), presidente da Associação Literária Letras no Jardim (ALLJ) – Deusa serena
19 – José Galão. Florianópolis. Escritor – vice-presidente da ALF, membro da ALLJ – Dilacerações
20 – Conceição B M de Sousa. São José. Poeta –do GPT – Em Sonhos
21 – Ana Esther Balbão. Florianópolis. Poeta, escritora e contadorade histórias – do GPT, Clube de Leitura do Pelicano, Árvores Arteiras – Múmia
22 – Roseli Farias. Figueira da Foz (Portugal) e São José. Artista plástica e escritora –da ALBSCAM – Navios
23 – Helder Roque. Figueira da Foz (Portugal) e São José. Escritor e poeta - Lubricidade
24 – Lea Palmira. Florianópolis. Poeta e contadora de histórias – da Associação dos Contadores de Histórias de Florianópolis (ACONTHIF), GPT – Tulipa real
Sobre Cruz e Sousa
João da Cruz e Sousa nasceu em 24 de novembro de 1861, em Nossa Senhora do Desterro, atual Florianópolis. Filho de Guilherme e Carolina Eva da Conceição, negros libertos. Ficou sob a proteção dos antigos proprietários de seus pais, o Marechal Guilherme Xavier de Sousa e sua esposa Clarinda Fagundes de Sousa, após receberem alforria. O sobrenome Sousa é advindo do ex-patrão de seus pais.
O poeta teve sérios problemas para se estabilizar profissionalmente, conseguindo somente o modesto emprego de arquivista na Estrada de Ferro Central do Brasil, no Rio de Janeiro. Sofreu sérios reveses por ser negro. O mais emblemático foi quando o governador de Santa Catarina, Gama Rosa tentou nomeá-lo, em 1883, promotor público de Laguna, mas não conseguiu, por oposição de políticos, contrários à possibilidade de um promotor negro.
Cruz e Sousa faleceu de tuberculose em 19 de março de 1898, aos 37 anos. Sua esposa morreu três anos depois, da mesma doença que vitimou também os três filhos do casal.
Cruz e Sousa construiu sua magnífica obra poética. Em 1893, publicou “Missal” (poemas em prosa) e “Broquéis” (poesias), considerados o marco inicial do Simbolismo no Brasil. Após sua morte foi publicado o livro “Evocações” (Prosa poética). Em 1900, saiu a coletânea “Faróis” (poesia). Em 1905, foi editado em Paris o livro “Últimos Sonetos” (Poesia).
Em 29 de novembro de 2007, a urna com os restos mortais do poeta João da Cruz e Sousa foi entregue ao Museu Histórico de Santa Catarina, onde está em exposição no Palácio que desde 1979 tem seu nome.
Para os amantes da Itália, no dia 14 de novembro, às 16h, o Museu Histórico de Santa Catarina, no Palácio Cruz e Sousa, receberá o segundo encontro da série intitulada “Sextas Italianas”. Os encontros são abertos e gratuitos o ocorrerão na sala do Núcleo de Arte e Educação do Museu.
O objetivo das Sextas Italianas é aprofundar o conhecimento sobre a rica cultura deste país. De forma descontraída, numa roda de conversa mediada pelo italianista Francisco Degani, os participantes irão falar da Itália. Geralmente, cada encontro será apoiado por fragmentos de textos que iniciarão o bate-papo. A ideia é enriquecer o repertório dos entusiastas da civilização italiana, por meio de paralelos entre a história, aspectos sociais, artes, musica e ofícios.
Para este encontro, o tema escolhido é "A língua de uma Itália unida", com mediação de Francisco Degani. O evento é promovido pelo Círculo Ítalo-Brasileiro de Santa Catarina e o Núcleo de Estudos Contemporâneos de Língua e Literatura Italiana da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
A partir do dia 30 de outubro, às 19h, o Museu Histórico de Santa Catarina, espaço administrado pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC) no Palácio Cruz e Sousa, em Florianópolis, recebe um acervo de porcelanas, cristais, medalhas, ordens honoríficas, documentos raros e outros objetos que pertenceram à realeza e à aristocracia na exposição "O Bicentenário do nascimento de Dom Pedro II e os 180 anos de sua passagem por Santa Catarina". A entrada é gratuita e, na ocasião, será inaugurado o busto de Dom Pedro II doado por Plinio Verani.
A exposição promete uma imersão na história do Império do Brasil, no Palácio Cruz e Sousa, edifício que, há 180 anos, foi convertido em Paço Imperial para recepcionar o Imperador Dom Pedro II, tornando Florianópolis temporariamente a capital do Império do Brasil. A curadoria e o acervo pertencem ao advogado, pesquisador e escritor André Luiz Rigo, também conhecido pelo perfil @barao_de_perdizes no Instagram.
A visitação é gratuita e pode ser feita de terça a sexta-feira, das 10h às 17h30; e aos sábados, das 10h às 13h30. O Museu não abre às segundas e aos domingos.
História
A Independência do Brasil, em 7 de setembro de 1822, e a coroação de Dom Pedro I como primeiro Imperador do Brasil, em 1º de dezembro de 1822, possibilitaram a continuidade das transformações trazidas pelo seu pai, o rei Dom João VI, em 1808. A presença da Família Real Portuguesa e, depois, da Família Imperial Brasileira modificou integralmente o Brasil, tanto pela criação e manutenção de instituições quanto pela revolução dos costumes de mesa.
Antes, a população que aqui vivia fazia refeições em utensílios de barro e metal. Depois, as famílias nobres passaram a encomendar a fina porcelana decorada com monogramas, brasões e coroas.
Por fim, com a instauração da república em 15 de novembro de 1889, muitas peças foram saqueadas, destruídas, algumas passadas por gerações e outras leiloadas e dispersadas mundo afora. Hoje, estas peças enriquecem museus nacionais e estrangeiros, além de coleções particulares que florescem com as suntuosas porcelanas chinesas e europeias, garantindo sua preservação do perdimento futuro e fornecendo uma ampla visão de como eram os costumes de mesa no império, sendo testemunhos “vivos” de acontecimentos históricos e momentos cruciais do Brasil.
Em Santa Catarina não foi diferente. Aqui, nasceram, moraram ou viveram barões e outros membros da aristocracia brasileira não titulada, mas que foram agraciados com ordens honoríficas, em retribuição a serviços prestados à Coroa e ao Império. A importância histórica de Santa Catarina durante o Período Imperial foi tão grande que foi a primeira Província (Estado) do país a receber a visita dos imperadores do Brasil. Em 12 de outubro de 1845, Dom Pedro II e Dona Teresa Cristina, acompanhados de cortesãos, desembarcaram na cidade do Desterro, atual Florianópolis, quando o palácio, que hoje é sede do Museu Histórico de Santa Catarina – o Palácio Cruz e Souza, foi transformado em Paço Imperial.
Infelizmente, não existem registros das porcelanas, cristais e pratarias utilizadas nas recepções, mas o objetivo da exposição é proporcionar conhecimento e mostrar um pouco mais sobre a história do Brasil, especialmente neste ano em que se comemoram os 200 anos do nascimento de Dom Pedro II, nosso segundo e último imperador, bem como os 180 anos de sua passagem por Santa Catarina.
Serviço:
O quê: Exposição "O bicentenário do nascimento de Dom Pedro II e os 180 anos de sua passagem por Santa Catarina"
Onde: Museu Histórico de Santa Catarina - No Palácio Cruz e Sousa
Praça XV de novembro - Centro - Florianópolis (SC)
Abertura: 30/10/2025, às 19h.
Visitação: de terça a sexta-feira, das 10h às 17h30; e aos sábados, das 10h às 13h30. O Museu não abre às segundas e aos domingos.
Entrada gratuita
Neste sábado (11), às 10h, o auditório do Museu Histórico de Santa Catarina recebe o evento "Diálogos sobre a Revolução Federalista", com o tema "Mulheres e Formas de Resistências. O bate-papo contará com participação do professor e pesquisador Edison Ávila e interlocução da diretora de Patrimônio Cultural da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), Lélia Pereira Nunes.
O evento abordará a pesquisa do professor Ávila, que resgatou o nome de 123 mulheres que, de alguma forma, apoiaram a Revolução Federalista. O encontro procura, assim, aprofundar e promover a discussão sobre um episódio muito importante da história catarinense e que é tema da exposição “Federalismo: A Revolução que Abalou Santa Catarina”, em cartaz no Museu.