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Está disponível para download no site do Museu Histórico de Santa Catarina a tese "Vida Material de Desterro no Século XIX: As louças do Palácio do Governo de Santa Catarina, Brasil", escrita pela então doutoranda Fernanda Codevilla Soares e apresentada para obtenção do grau de Doutor em Quaternário, Materiais e Cultura, pela Universidade de Tras-os-Montes e Alto Douro, em 2011. A tese investiga o cotidiano do grupo doméstico que ocupou o Palácio dos Governadores, em Santa Catarina, entre os séculos XVIII e XIX. Para isso, a autora baseia sua análise em diferentes conjuntos de evidências, incluindo as louças recuperadas nas escavações arqueológicas realizadas no quintal do Palácio, os vestígios arquitetônicos revelados no subsolo e fontes documentais, especialmente inventários post mortem.

::  Acesse o documento com a tese completa

A tradição, a fé e a história do litoral catarinense se cruzam na exposição "Festa do Divino Espírito Santo - uma tradição açoriana em Santa Catarina", que será aberta na próxima sexta-feira (22), às 18h30, no Museu Histórico de Santa Catarina, localizado no Palácio Cruz e Sousa, em Florianópolis. A entrada no espaço, administrado pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC), é gratuita.

O público poderá ver de perto elementos que integram a tradição açoriana das Festas do Espírito Santo em Santa Catarina, como conjunto de roupas, alfaias, bandeira do Divino, paineis e obras de arte de Beatriz Hager Silveira, Willy Zumblick e Vera Sabino. A exposição inicia-se no mesmo fim de semana em que é celebrado o Dia de Pentecoste (24 de maio) que, para os cristão, significa a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos de Jesus.

"Por toda Santa Catarina, onde a presença da cultura açoriana é forte, as tradições religiosas do Espírito Santo, nas múltiplas manifestações etnográficas e culturais se realizam com grande expressão de fé. É a mística do louvor ao Espírito Santo que se fortalece na passagem do tempo, identificando o açoriano esteja onde estiver – 'para além da geografia e até das línguas e culturas em que este povo se move'", explica a diretora de Patrimônio Cultural da FCC, Lélia Pereira da Silva Nunes.

A comemoração das Festas do Divino já soma quase três séculos de história em Santa Catarina, iniciada pela vinda dos colonos açorianos do século XVIII ao litoral do estado. As mais antigas referências sobre a existência da Irmandade do Divino (IDES) e a celebração da festa em Florianópolis datam de 1773, ano da instituição da Irmandade do Divino Espírito Santo da Paróquia Nossa Senhora do Desterro. Somente em 1806 aconteceu a primeira festa com a cerimônia de coroação, sendo coroado o açoriano Capitão Manoel Francisco da Costa. A Festa do Divino da IDES, que ocorre na Capela do Espírito Santo, no Centro de Florianópolis, tem o seu Registro no Livro das Celebrações e reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial de Santa Catarina pela FCC.

Serviço:

O quê: Exposição "Festa do Divino Espírito Santo - uma tradição açoriana em Santa Catarina"
Local: Museu Histórico de Santa Catarina - No Palácio Cruz e Sousa (Praça XV de novembro - Centro - Florianópolis)
Abertura: 22/5/2026, às 18h30.
Visitação: de terça a sexta-feira, das 10h às 18h, com última admissão às 17h30; também aos sábados e domingos das 10h às 17h, com última entrada às 16h30. O Museu é fechado às segundas-feiras.
Entrada gratuita

No dia 11 de maio, às 16h, ocorre o terceiro módulo do curso "Pinturas de Cavalete do Acervo do Museu Histórico de Santa Catarina" com o tema "A transição do clássico ao moderno". O curso será ministrado por Marco Baptista, bacharel em pintura, mestre e doutor em História da Arte, que abordará aspectos históricos, técnicos e estilísticos das obras do acervo.

A observação in loco permitirá a compreensão de aspectos materiais e técnicos das pinturas, como camadas, texturas e soluções compositivas, elementos que não podem ser plenamente apreendidos por meio de reproduções. O encontro ocorre no Museu Histórico de Santa Catarina, localizado no Palácio Cruz e Sousa (Praça XV de Novembro - Centro, Florianópolis).

Termina no próximo domingo, 26 de abril, a visitação à exposição "Federalismo - A revolução que abalou Santa Catarina", no Museu Histórico de Santa Catarina. A mostra tem entrada gratuita.

Para a desmontagem da exposição, o Museu ficará fechado na segunda e terça-feira (27 e 28). Na terça-feira (28), somente o Jardim do Palácio estará aberto à visitação do público.

Sobre a exposição

A exposição se utiliza de mapas, documento, fotos, maquetes, quadros a óleo, armas de época, entre outros materiais, para contar a história do fato ocorrido há 130 anos, que transformou Santa Catarina e tornou a então pacata cidade de Desterro capital da provisória República dos Estados Unidos do Brasil. O Palácio Cruz e Sousa, no qual o Museu está situado, fez parte deste momento histórico, quando era ainda Palácio do Governo, servindo de sede do governo provisório durante sete meses (de outubro de 1893 a abril de 1894). A curadoria é da museóloga Lúcia Valente, baseada na pesquisa histórica de Jeff Franco e Marli Cristina Scomazzon. Visitação gratuita, sempre de terça a sexta-feira, das 10h às 17h; e aos sábados e domingos, das 10h às 16h. O Museu não abre às segundas-feiras.

::  Confira o catálogo da exposição  

O rico acervo de obras de arte do Museu Histórico de Santa Catarina servirá de inspiração para os alunos do curso que a instituição, administrada pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC) no Centro de Florianópolis, oferecerá a partir da próxima segunda-feira, 16 de março. As inscrições estão abertas gratuitamente e podem ser feitas no link bit.ly/cavaletemhsc.

O curso "Pinturas de Cavalete do Acervo do Museu Histórico de Santa Catarina" será ministrado por Marco Baptista, bacharel em pintura, mestre e doutor em História da Arte, que abordará aspectos históricos, técnicos e estilísticos das obras do acervo. Os encontros terão formato híbrido, combinando atividades presenciais no Museu com outras complementares a distância.

Os encontros presenciais serão expositivos e dialogados, com foco na análise direta das obras. As atividades remotas, por sua vez, visam aprofundar o conteúdo, estimular a pesquisa individual e a
reflexão, utilizando materiais de apoio e ferramentas digitais para facilitar a interação
e a comprovação do aprendizado.

A iniciativa integra pesquisa acadêmica, difusão do conhecimento e valorização do patrimônio artístico, sendo um desdobramento direto de um projeto de pesquisa iniciado em 2021,
focado no estudo, sistematização e catalogação das pinturas de cavalete do acervo
do MHSC, culminando na tese de doutorado de Marco Baptista “As pinturas de
Cavalete do Museu Histórico de Santa Catarina: Uma visão histórica e estética”
(2025)

O curso oferecerá uma imersão no universo da pintura histórica e artística, a partir da análise
direta das obras do acervo do MHSC. A observação in loco permitirá a compreensão de aspectos materiais e técnicos das pinturas, como camadas, texturas e soluções compositivas, elementos que não podem ser plenamente apreendidos por meio de reproduções.

A abordagem adotará uma perspectiva cronológica, organizada em três momentos históricos, a fim de facilitar a compreensão das diferentes práticas pictóricas presentes no acervo e de suas respectivas correntes estilísticas, evidenciando como o conjunto das obras reflete transformações estéticas ocorridas ao longo de aproximadamente 150 anos.