A Fundação Catarinense de Cultura (FCC), por meio do Sistema Estadual de Museus de Santa Catarina (SEM/SC), lançará no dia 22 de setembro, às 17h, a versão física do novo Guia de Museus de Santa Catarina. O lançamento ocorrerá durante a edição especial do ciclo de discussões Conversando sobre Museu, que marca também a abertura da programação da 19ª Primavera dos Museus no Museu Histórico de Santa Catarina, no Palácio Cruz e Sousa. A participação é gratuita, mediante inscrição prévia no link https://forms.gle/9cLBRSUBKU66P4sY6.
:: Confira a edição digital do Guia de Museus de Santa Catarina
Nessa nova edição do Conversando sobre Museu, será discutido o tema “Museus e Mudanças Climáticas”, em consonância com o tema da Primavera de Museus deste ano. Os museus, vistos como espaços de preservação do passado, significação do presente e projeção do futuro são atores importantes no enfrentamento dessas transformações. Por isso, é fundamental refletir sobre como essas instituições podem documentar, pesquisar, educar e intervir nas práticas relacionadas aos impactos ambientais, evidenciando suas conexões com a memória, a justiça e a criatividade humana.
O encontro será realizado em parceria com o Museu Histórico de Santa Catarina e o Museu Aberto das Tartarugas Marinhas/Projeto Tamar, em formato de palestra, com duração de 1h30min. O evento ocorrerá na sala do Núcleo de Ação Educativa do Museu Histórico de Santa Catarina (NAE/MSHC).
Esta edição terá a participação de Daniel Rogério, biólogo, médico veterinário e Assessor Operacional na Diretoria Nacional de Centros de Visitantes da Fundação Projeto Tamar em Florianópolis. Apaixonado por tartarugas, Daniel começou sua trajetória na Fundação Projeto Tamar em Florianópolis em 2013 como trainee, trabalhando no atendimento direto ao público, e ficou por seis anos como Executor Técnico até assumir a Coordenação do Museu Aberto das Tartarugas Marinhas de Florianópolis, cargo que ocupou por cinco anos. Atualmente, trabalha como Assessor Operacional na Diretoria Nacional de Centros de Visitantes da Fundação Projeto Tamar.
Conversando sobre Museu
O ciclo de discussão “Conversando sobre Museu” é uma ação do SEM/SC, da Diretoria de Patrimônio Cultural da FCC, que consiste na realização de encontros com o intuito de refletir sobre temas diversos de interesse do campo museológico catarinense, assim como discutir novas perspectivas e diferentes concepções de trabalho para o setor. Os encontros, em formato de mesa redonda, são realizados em diferentes regiões de Santa Catarina, de forma gratuita, compreendidos entre palestras e debates entre os participantes.
Os jardins do Palácio Cruz e Sousa, que abriga o Museu Histórico de Santa Catarina (MHSC), serão palco de um concerto em celebração pelos 150 anos da grande imigração italiana em Santa Catarina. No dia 15 de agosto, ao meio-dia, o público poderá assistir gratuitamente à apresentação do Coral Ars Cantus Ensemble, de Varese - Lombardia (Itália), e do Coral do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), regidos pelo maestro italiano Giovanni Tenti.
O evento é promovido pelo Círculo Ítalo Brasileiro junto com o IFSC e com apoio da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), por meio do MHSC. Na mesma ocasião será inaugurada a exposição “Do outro Lado do Oceano: Os 150 anos da imigração italiana em Santa Catarina”, organizada e cedida pelo Museu Casa de Brusque. A exposição relata a saga dos imigrantes que ocuparam a região.
O objetivo é propor uma reflexão sobre o processo de imigração italiana no Brasil, com destaque para a política de imigração que se consolidou a partir da década de 1850. Este contexto histórico visava povoar o interior do Brasil, particularmente a região Sul, e substituir o trabalho escravo pela mão de obra de imigrantes europeus, que viram nas terras brasileiras uma oportunidade de recomeço. A exposição, que tem patrocínio do Centro Universitário da Fundação Educacional de Brusque (Unifebe), também aborda o Contrato Caetano Pinto e a grande imigração italiana no país, a partir de 1874.
Interessados em naufrágios e seus resgates, amantes de histórias de navegações, entusiastas de navios históricos e seus desígnios poderão matar sua curiosidade num encontro a ser realizado no sábado, dia 9 de agosto, no Museu Histórico de Santa Catarina/Palácio Cruz e Sousa.
Abrindo a seqüência de reuniões intitulada “Diálogos Sobre o Federalismo” o Museu Histórico procura assim aprofundar e promover a discussão sobre um episódio muito importante da história catarinense e que é tema da exposição “Federalismo: A Revolução que Abalou Santa Catarina”, em cartaz no Museu. Neste primeiro encontro, o tópico é “Navios Revoltosos e seus Tristes Fins”.
No encontro, o professor Jules Soto (Instituto Cultural Soto) vai discorrer sobre o navio Pallas, da frota dos revoltosos, muito ativo no movimento e que acabou sua história afundado em Itajaí. Já o pesquisador Roberto Michetti Moreira ficou encarregado falar sobre o papel do Aquidabã, estandarte da frota dos federalista, torpedeado em Anhatomirim, na famosa batalha naval que levou o nome daquela ilha, selando o fim do movimento rebelde.Para mediar o encontro foi convidado o presidente do Instituto Histórico e Geográfico de SC, Augusto Cézar Zeferino.
O evento inicia às 10h, no dia 9 de agosto, nas dependências do Museu Histórico de SC (Praça XV de Novembro).
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No dia 18 de julho, às 18h30, o auditório do Museu Histórico de Santa Catarina, no Palácio Cruz e Sousa, recebe o lançamento do livro "Gente nossa — personagens de Floripa", do jornalista Ricardo Medeiros. A obra aborda a trajetória de mulheres e homens que são fonte de inspiração e reflexão.
O 14º livro da carreira do jornalista Ricardo Medeiros narra a história de seis mulheres e quatro homens que marcaram época por suas façanhas, talentos, rebeldia e vanguardismo. Uma obra que, por meio dos homenageados, aborda a cultura local, suas manifestações artísticas e tradições, tanto do “morro” como do “asfalto”. O livro já está disponível pelo site da Dois por Quatro Editora:
https://www.doisporquatro.com/gente-nossa-personagens-de-floripa.
O passista mais antigo de Florianópolis, Lidinho, a cidadã-samba seis vezes campeã no Carnaval de Florianópolis, Nega, Tide, e o poeta que representava como ninguém Cruz e Sousa, JB Costa, são alguns dos personagens retratados na obra. Ricardo Medeiros traz ainda a fundadora de duas escolas de samba e primeira mulher a presidir uma agremiação carnavalesca, Dona Geninha, além do escrivão de polícia que foi costureiro e presidente da Protegidos da Princesa, Mário Norberto da Silva, o Marinho.
Há a Lurdes da Loteria, sempre alinhada, bem maquiada, e com uma rede prendendo o cabelo, que vendia bilhetes de loteria pelas ruas e nas repartições públicas. Outra mulher, de memorável beleza, Marisa Ramos, foi modelo no Rio de Janeiro, apresentadora na antiga TV Cultura e atuou como jornalista.
Estatura baixa, mas com elevada autoestima, Miguel Livramento destacou-se pela polêmica na crônica esportiva da Capital. Era engraçado e fazia sucesso no rádio e na tevê. Um manezinho que imortalizou frases como “Se isso não foi pênalti, minha vó é uma bicicleta” e “Esse Avaí fax côsa”.
Além de seu tempo, uma jovem foi a primeira a desfilar de minissaia na Capital catarinense, Dete Piazza. No Instituto Estadual de Educação, ganhou o apelido de “professora psicodélica”. A décima personalidade, Drica, foi uma mulher que fez da rua o seu lar. A limpeza do seu espaço era admirada pela população.
"Florianópolis é carente de resgate histórico. Se não tivermos livros, documentários sobre essa gente, estaremos sem memória. E sem memória, sem cultura, sem arte, ficamos cada vez mais pobres", aponta o autor.
O Museu Histórico de Santa Catarina receberá no dia 17 de julho, às 19h, um dos concertos gratuitos que o Quarteto Cruz e Sousa apresenta em Florianópolis. Ingressos gratuitos e limitados a 40 lugares, disponíveis no site Sympla e/ou bilhetes impressos entregues por ordem de chegada.
Com um repertório que celebra compositores brasileiros, o grupo realiza quatro apresentações gratuitas ao longo de julho, incluindo um recital no Palácio Cruz e Sousa, considerado um dos pontos altos da programação, uma vez que o prédio também honra o poeta e ícone do simbolismo brasileiro, João da Cruz e Sousa, homem negro que dedicou sua vida à liberdade e à poesia. As apresentações, organizadas pelo Quarteto Cruz e Sousa, buscam democratizar o acesso à música de câmara e serão abertas ao público de todas as idades e recortes sociais.
O Quarteto Cruz e Sousa é composto pelos violinistas Allan Jordam e João Titton, pelo violista Pedro Bernardo e pelo violoncelista Lucas Ropelato, músicos dedicados à valorização desta clássica formação instrumental no cenário catarinense. Através da música, buscam traduzir a profundidade poética que marca a obra do poeta que hoje é patrono da Academia Catarinense de Letras. Inspirado na poesia do “Cisne Negro”, o grupo interpreta sonoridades com ênfase em repertórios brasileiros e obras de compositores negros em diversas regiões da Ilha de Santa Catarina, por meio de concertos gratuitos e inclusivos.
Marcado por musicalidades brasileiras dos séculos XX e XXI, o programa musical dos concertos inclui o Quarteto No 1 de Heitor Villa-Lobos, consagrado compositor modernista brasileiro, e a Suíte “Cantiga, Baião e Frevo" de Hercules Gomes, pianista e compositor nascido em Vitória, no Espírito Santo, e um dos principais expoentes da música contemporânea. Além disso, o grupo também interpretará o Quarteto no 6 do violinista
francês Joseph Bologne, o Chevalier de Saint-George, um dos primeiros compositores negros do período clássico na história da música ocidental a alcançar reconhecimento na Europa.
O projeto tem como missão levar música de câmara a públicos diversos, com apresentações que contarão com interpretação simultânea para Libras. Com o objetivo de garantir a participação dos públicos acolhidos pelo propósito de acessibilidade cultural do projeto, além do recital realizado no Museu Histórico, a série de concertos inclui apresentações didáticas em instituições de referência em educação inclusiva, como a
Associação Catarinense para Integração do Cego (ACIC), em parceria com o Conselho de Moradores do Saco Grande (Comosg), a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) e a Escola Básica Municipal Henrique Veras, na Lagoa da Conceição.
Proposta executada pelo Governo do Estado de Santa Catarina, por meio da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), com recursos do Governo Federal e da Política Nacional Aldir Blanc.
O concerto ocorrerá no auditório lateral, localizado à esquerda do jardim do Palácio Cruz e Sousa. A disponibilidade de bilhetes está sujeita à capacidade do espaço. Retire gratuitamente para participar e cancele caso não possa comparecer. Se você retirar seu ingresso e não puder comparecer, favor cancelar para que possa liberar lugar. Entre em contato para informações e lista de espera: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Programação
Em caso de ter esgotado os 40 ingressos, faremos uma lista de espera com senhas para os presentes que permanecerem interessados, sob o risco de não haver lugar até horário de fechamento do portão.
19h – Acesso ao Auditório [pode haver uma margem de até 15 minutos para entrada do público / ou pode ser aberta 15 minutos antes dependendo da temperatura no dia]
19h15 – Fechamento de portão e início da performance.