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Para os amantes da Itália, no dia 14 de novembro, às 16h, o Museu Histórico de Santa Catarina, no Palácio Cruz e Sousa, receberá o segundo encontro da série intitulada “Sextas Italianas”. Os encontros são abertos e gratuitos o ocorrerão na sala do Núcleo de Arte e Educação do Museu.

O objetivo das Sextas Italianas é aprofundar o conhecimento sobre a rica cultura deste país. De forma descontraída, numa roda de conversa mediada pelo italianista Francisco Degani, os participantes irão falar da Itália. Geralmente, cada encontro será apoiado por fragmentos de textos que iniciarão o bate-papo. A ideia é enriquecer o repertório dos entusiastas da civilização italiana, por meio de paralelos entre a história, aspectos sociais, artes, musica e ofícios.

Para este encontro, o tema escolhido é "A língua de uma Itália unida", com mediação de Francisco Degani. O evento é promovido pelo Círculo Ítalo-Brasileiro de Santa Catarina e o Núcleo de Estudos Contemporâneos de Língua e Literatura Italiana da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

A partir do dia 30 de outubro, às 19h, o Museu Histórico de Santa Catarina, espaço administrado pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC) no Palácio Cruz e Sousa, em Florianópolis, recebe um acervo de porcelanas, cristais, medalhas, ordens honoríficas, documentos raros e outros objetos que pertenceram à realeza e à aristocracia na exposição "O Bicentenário do nascimento de Dom Pedro II e os 180 anos de sua passagem por Santa Catarina". A entrada é gratuita e, na ocasião, será inaugurado o busto de Dom Pedro II doado por Plinio Verani.

A exposição promete uma imersão na história do Império do Brasil, no Palácio Cruz e Sousa, edifício que, há 180 anos, foi convertido em Paço Imperial para recepcionar o Imperador Dom Pedro II, tornando Florianópolis temporariamente a capital do Império do Brasil. A curadoria e o acervo pertencem ao advogado, pesquisador e escritor André Luiz Rigo, também conhecido pelo perfil @barao_de_perdizes no Instagram.

A visitação é gratuita e pode ser feita de terça a sexta-feira, das 10h às 17h30; e aos sábados, das 10h às 13h30. O Museu não abre às segundas e aos domingos.

História

A Independência do Brasil, em 7 de setembro de 1822, e a coroação de Dom Pedro I como primeiro Imperador do Brasil, em 1º de dezembro de 1822, possibilitaram a continuidade das transformações trazidas pelo seu pai, o rei Dom João VI, em 1808. A presença da Família Real Portuguesa e, depois, da Família Imperial Brasileira modificou integralmente o Brasil, tanto pela criação e manutenção de instituições quanto pela revolução dos costumes de mesa.

Antes, a população que aqui vivia fazia refeições em utensílios de barro e metal. Depois, as famílias nobres passaram a encomendar a fina porcelana decorada com monogramas, brasões e coroas.

Por fim, com a instauração da república em 15 de novembro de 1889, muitas peças foram saqueadas, destruídas, algumas passadas por gerações e outras leiloadas e dispersadas mundo afora. Hoje, estas peças enriquecem museus nacionais e estrangeiros, além de coleções particulares que florescem com as suntuosas porcelanas chinesas e europeias, garantindo sua preservação do perdimento futuro e fornecendo uma ampla visão de como eram os costumes de mesa no império, sendo testemunhos “vivos” de acontecimentos históricos e momentos cruciais do Brasil.

Em Santa Catarina não foi diferente. Aqui, nasceram, moraram ou viveram barões e outros membros da aristocracia brasileira não titulada, mas que foram agraciados com ordens honoríficas, em retribuição a serviços prestados à Coroa e ao Império. A importância histórica de Santa Catarina durante o Período Imperial foi tão grande que foi a primeira Província (Estado) do país a receber a visita dos imperadores do Brasil. Em 12 de outubro de 1845, Dom Pedro II e Dona Teresa Cristina, acompanhados de cortesãos, desembarcaram na cidade do Desterro, atual Florianópolis, quando o palácio, que hoje é sede do Museu Histórico de Santa Catarina – o Palácio Cruz e Souza, foi transformado em Paço Imperial.

Infelizmente, não existem registros das porcelanas, cristais e pratarias utilizadas nas recepções, mas o objetivo da exposição é proporcionar conhecimento e mostrar um pouco mais sobre a história do Brasil, especialmente neste ano em que se comemoram os 200 anos do nascimento de Dom Pedro II, nosso segundo e último imperador, bem como os 180 anos de sua passagem por Santa Catarina.

Serviço:

O quê: Exposição "O bicentenário do nascimento de Dom Pedro II e os 180 anos de sua passagem por Santa Catarina"
Onde: Museu Histórico de Santa Catarina - No Palácio Cruz e Sousa
Praça XV de novembro - Centro - Florianópolis (SC)
Abertura: 30/10/2025, às 19h.
Visitação: de terça a sexta-feira, das 10h às 17h30; e aos sábados, das 10h às 13h30. O Museu não abre às segundas e aos domingos.
Entrada gratuita

 

Neste sábado (11), às 10h, o auditório do Museu Histórico de Santa Catarina recebe o evento "Diálogos sobre a Revolução Federalista", com o tema "Mulheres e Formas de Resistências. O bate-papo contará com participação do professor e pesquisador Edison Ávila e interlocução da diretora de Patrimônio Cultural da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), Lélia Pereira Nunes.

O evento abordará a pesquisa do professor Ávila, que resgatou o nome de 123 mulheres que, de alguma forma, apoiaram a Revolução Federalista. O encontro procura, assim, aprofundar e promover a discussão sobre um episódio muito importante da história catarinense e que é tema da exposição “Federalismo: A Revolução que Abalou Santa Catarina”, em cartaz no Museu. 

Para os amantes da Itália, no dia 17 de outubro, às 16h, o Museu Histórico de Santa Catarina, no Palácio Cruz e Sousa, receberá o primeiro encontro da série intitulada “Sextas Italianas”. Os encontros são abertos e gratuitos o ocorrerão na sala do Núcleo de Arte e Educação do Museu.

O objetivo das Sextas Italianas é aprofundar o conhecimento sobre a rica cultura deste país. De forma descontraída, numa roda de conversa mediada pelo italianista Francisco Degani, os participantes irão falar da Itália. Geralmente, cada encontro será apoiado por fragmentos de textos que iniciarão o bate-papo. A ideia é enriquecer o repertório dos entusiastas da civilização italiana, por meio de paralelos entre a história, aspectos sociais, artes, musica e ofícios.

Para o primeiro encontro, o tema escolhido é “A Itália como nação e a formação da língua italiana”. O evento é promovido pelo Círculo Ítalo-Brasileiro de Santa Catarina e o Núcleo de Estudos Contemporâneos de Língua e Literatura Italiana da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

O governador Jorginho Mello participou, neste sábado (4), da cerimônia de inauguração do busto em homenagem ao ex-governador Antônio Carlos Konder Reis, realizada no Museu Histórico de Santa Catarina, espaço administrado pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC), no Palácio Cruz e Sousa, em Florianópolis. A escultura, assinada pelo renomado artista catarinense Plínio Verani, foi oferecida pela família Gomes como um gesto de gratidão pelo legado deixado por uma das figuras mais marcantes da história política, cultural e social do Estado.

Durante o evento, Jorginho Mello destacou a importância de Konder Reis para o desenvolvimento de Santa Catarina. “Hoje prestamos uma justa homenagem a um homem que dedicou toda a sua vida ao bem comum e ao progresso do nosso Estado. Antônio Carlos Konder Reis deixou um legado de obras, ideias e valores que continuam inspirando as novas gerações”, afirmou o governador.

Nascido em Itajaí, em 16 de dezembro de 1924, Konder Reis iniciou sua trajetória pública ainda jovem, após se formar em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ). Ao longo de sua vida, ocupou cargos de destaque como governador, senador, deputado federal e estadual. Também foi advogado, escritor e bacharel em Museologia pelo Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro.

No cenário nacional, teve papel de grande relevância como relator adjunto da Constituição de 1988, contribuindo diretamente para a consolidação da democracia brasileira. Herdeiro de uma tradicional família de políticos catarinenses — entre eles Adolfo Konder, Vítor Konder, Irineu Bornhausen e Marcos Konder —, manteve o compromisso familiar com o serviço público, mas sempre com uma atuação marcada pela seriedade e dedicação às causas de Santa Catarina.

Entre suas principais realizações como governador, destacam-se a criação do BADESC, da ERUSC e da FATMA, além da construção de cerca de dois mil quilômetros de rodovias e de hospitais em Itajaí, Florianópolis, Araranguá e Curitibanos. Konder Reis também foi responsável por importantes avanços na área da educação, como a criação da Univali, do campus da Udesc em Florianópolis, da Fundação Educacional Regional Jaraguaense e da Escola de Engenharia de Joinville.

Na cultura, deixou sua marca com a fundação do Museu Histórico de Santa Catarina e da Casa dos Açores, em Biguaçu — instituições que preservam e valorizam a identidade catarinense.

"Esse estadista que foi governador do Estado de Santa Catarina e que tantas realizações trouxe na sua gestão. Esse busto foi um presente da família Gomes, Valério Gomes e família, a quem a gente agradece grandemente. Essa parceria público-privada é muito importante. E eu tenho a honra de como presidente da Fundação Catarinense de Cultura estar vivendo esse momento ao lado do nosso governador Jorginho Mello, que em seu pronunciamento tão bem falou do então governador Konder Reis", disse a presidente da FCC, Maria Teresinha Debatin;

O busto agora instalado no Museu Histórico de Santa Catarina eterniza a memória de um líder que dedicou sua vida ao desenvolvimento do Estado e ao fortalecimento de suas instituições. “Konder Reis foi um exemplo de compromisso, ética e amor por Santa Catarina. Sua história segue viva e inspirando todos nós”, concluiu o governador Jorginho Mello.