O Museu Histórico de Santa Catarina receberá no dia 17 de julho, às 19h, um dos concertos gratuitos que o Quarteto Cruz e Sousa apresenta em Florianópolis. Ingressos gratuitos e limitados a 40 lugares, disponíveis no site Sympla e/ou bilhetes impressos entregues por ordem de chegada.
Com um repertório que celebra compositores brasileiros, o grupo realiza quatro apresentações gratuitas ao longo de julho, incluindo um recital no Palácio Cruz e Sousa, considerado um dos pontos altos da programação, uma vez que o prédio também honra o poeta e ícone do simbolismo brasileiro, João da Cruz e Sousa, homem negro que dedicou sua vida à liberdade e à poesia. As apresentações, organizadas pelo Quarteto Cruz e Sousa, buscam democratizar o acesso à música de câmara e serão abertas ao público de todas as idades e recortes sociais.
O Quarteto Cruz e Sousa é composto pelos violinistas Allan Jordam e João Titton, pelo violista Pedro Bernardo e pelo violoncelista Lucas Ropelato, músicos dedicados à valorização desta clássica formação instrumental no cenário catarinense. Através da música, buscam traduzir a profundidade poética que marca a obra do poeta que hoje é patrono da Academia Catarinense de Letras. Inspirado na poesia do “Cisne Negro”, o grupo interpreta sonoridades com ênfase em repertórios brasileiros e obras de compositores negros em diversas regiões da Ilha de Santa Catarina, por meio de concertos gratuitos e inclusivos.
Marcado por musicalidades brasileiras dos séculos XX e XXI, o programa musical dos concertos inclui o Quarteto No 1 de Heitor Villa-Lobos, consagrado compositor modernista brasileiro, e a Suíte “Cantiga, Baião e Frevo" de Hercules Gomes, pianista e compositor nascido em Vitória, no Espírito Santo, e um dos principais expoentes da música contemporânea. Além disso, o grupo também interpretará o Quarteto no 6 do violinista
francês Joseph Bologne, o Chevalier de Saint-George, um dos primeiros compositores negros do período clássico na história da música ocidental a alcançar reconhecimento na Europa.
O projeto tem como missão levar música de câmara a públicos diversos, com apresentações que contarão com interpretação simultânea para Libras. Com o objetivo de garantir a participação dos públicos acolhidos pelo propósito de acessibilidade cultural do projeto, além do recital realizado no Museu Histórico, a série de concertos inclui apresentações didáticas em instituições de referência em educação inclusiva, como a
Associação Catarinense para Integração do Cego (ACIC), em parceria com o Conselho de Moradores do Saco Grande (Comosg), a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) e a Escola Básica Municipal Henrique Veras, na Lagoa da Conceição.
Proposta executada pelo Governo do Estado de Santa Catarina, por meio da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), com recursos do Governo Federal e da Política Nacional Aldir Blanc.
O concerto ocorrerá no auditório lateral, localizado à esquerda do jardim do Palácio Cruz e Sousa. A disponibilidade de bilhetes está sujeita à capacidade do espaço. Retire gratuitamente para participar e cancele caso não possa comparecer. Se você retirar seu ingresso e não puder comparecer, favor cancelar para que possa liberar lugar. Entre em contato para informações e lista de espera: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Programação
Em caso de ter esgotado os 40 ingressos, faremos uma lista de espera com senhas para os presentes que permanecerem interessados, sob o risco de não haver lugar até horário de fechamento do portão.
19h – Acesso ao Auditório [pode haver uma margem de até 15 minutos para entrada do público / ou pode ser aberta 15 minutos antes dependendo da temperatura no dia]
19h15 – Fechamento de portão e início da performance.
A força ancestral do benzimento popular volta a pulsar no coração de Florianópolis com a retomada da Roda de Bênção, conduzida por Camila Benzedeira. A temporada 2025 do projeto segue nesta quarta-feira, 25 de junho, às 17h, no Museu Histórico de Santa Catarina, localizado no Palácio Cruz e Sousa, com tradução em Libras, garantindo acessibilidade para o público surdo.
Esta será a penúltima edição de 2025. Quem não puder comparecer, terá o dia 23 de julho, como chance final, também às 17h, no mesmo local. Todos os encontros são gratuitos e voltados à valorização do ofício de benzer – reconhecido como patrimônio imaterial da capital catarinense – em diálogo com práticas contemporâneas de cuidado, arte e espiritualidade.
Camila Gomes, conhecida como Camila Benzedeira, é psicóloga, educadora, artista e comunicadora. Ela define a Roda de Bênção como uma experiência coletiva, intuitiva e ecumênica, que combina os saberes tradicionais colhidos da natureza da Ilha da Magia com o conhecimento científico e sensível adquirido ao longo de suas formações.
Durante cerca de 60 minutos, o público vivencia um ritual de limpeza energética com o uso de ervas, cânticos e partilhas emocionais, promovendo acolhimento, conexão e eletricidade da energia coletiva. O ritual ainda ensina aos participantes a praticarem a arte de benzer, fortalecendo o vínculo com essa herança cultural tão presente nas comunidades brasileiras.
"Benzer é bendizer. É cuidar do outro com amor, com presença e com escuta. É acolher o invisível com fé e afeto", explica Camila. Nesta nova temporada, o projeto se afasta dos palcos formais e retorna ao formato mais íntimo e sensorial, com grupos de até 40 pessoas, proporcionando uma experiência mais próxima e profunda.
A temporada 2025 da Roda de Bênção é realizada pelo Governo do Estado de Santa Catarina, por meio da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), com recursos do Governo Federal e da Política Nacional Aldir Blanc. A produção é assinada por Camila Gomes em parceria com a MAF Economia Criativa, e conta com o apoio do Museu Histórico de Santa Catarina – MHSC.
SERVIÇO
O quê: Roda de Bênção com Camila Benzedeira
Quando: 7 e 21 de maio, 25 de junho e 23 de julho, às 17h
Onde: Museu Histórico de Santa Catarina – Palácio Cruz e Sousa
(Praça XV de Novembro, 227 – Centro, Florianópolis/SC)
Entrada: Grátis
Acessibilidade: Tradução em Libras
Artista plástica e presidente-voluntária da Fundação Somar, Beatriz Harger apresenta a exposição "Tapetes de Corpus Christi" no Museu Histórico de Santa Catarina, localizado no Palácio Cruz e Sousa, com curadoria de Meg Tomio Roussenq. A visitação é gratuita e vai de 12 de junho a 12 de julho, de terça a sexta-feira, das 10h às 17h30; e sábado, das 10h às 13h30.
A mostra inclui um tapete de 50 metros, utilizado nas procissões de Corpus Christi em 2019 e 2024, um livro-objeto interativo sobre o significado do evento, telas com pinturas acrílicas e um vídeo da criação dos tapetes. O tapete, principal obra da exposição, levou dois anos para ser pintado em lonita de algodão com tinta acrílica. Inspirado na tradição dos tapetes de Corpus Christi, ele exibe uma diversidade de abordagens, desde representações lúdicas infantis até aspectos espirituais, como a Eucaristia simbolizada por uvas e hóstias. As pegadas preservadas sobre as pinturas simbolizam a fé e os propósitos diversos das pessoas que passaram por ali. Para a exposição, o tapete foi cortado em estandartes para melhor visualização e interação com as outras obras.
Nos dias 23 e 24 de maio, Florianópolis recebe o India Fest Floripa, e o Museu Histórico de Santa Catarina será um dos locais que receberá esta celebração da
cultura indiana. A programação é gratuita e conta com música, dança, yoga, gastronomia típica, meditação, palestras, expositores e atividades que vão conectar corpo, mente e alma.
O evento é realizado pelo Brahma Kumaris, Portal da Índia, Centro Cultural da Índia – São Paulo e Consulado Geral da Índia – São Paulo.
Confira a programação no Museu Histórico:

>> Confira a programação completa do evento
De 12 a 18 de maio o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) promove a 23ª Semana Nacional de Museus em instituições de todo o país. O Museu Histórico de Santa Catarina faz parte da programação do evento, com atividades gratuitas, como roda de bênção, oficina e mesa-redonda, além da visitação à exposição "Federalismo: A Revolução que abalou Santa Catarina".
A Semana de Museus acontece anualmente em comemoração ao Dia Internacional dos Museus (18 de maio) e, neste ano tem como tema “O futuro dos museus em comunidades em rápida transformação”. A programação completa pode ser acessada no site https://visite.museus.gov.br/eventos/23-snm
Programação no Museu Histórico de Santa Catarina:
Dia 7/5 - das 17h às 18h: Roda de bênção "Um ritual de bênção coletiva"
Atividade gratuita
Classificação indicativa: livre
Sobre: A benzedeira Camila Gomes realizará uma Roda de Bênção - uma construção intuitiva de uma celebração do ofício de Benzer num formato coletivo, artístico e contemporâneo. Uma apresentação com recursos sinestésicos que remonta rituais simples realizado por Benzedeiras. Uma experiência laica, ecumênica, inspiradora e reflexiva que eleva a energia, ativa a fé e propõem aos participantes o caminho do autoconhecimento pela preservação do Patrimônio Imaterial do Benzimento. O evento será realizado no auditório do Museu, nos dias 7 e 21 de maio.
Dia 13/5 - das 10h às 11h30: Oficina "Conceito e curadoria: o caso da Exposição Federalismo"
Atividade gratuita
Classificação indicativa: livre
Sobre: A museóloga Lúcia Valente levará os participantes a percorrerem o caminho
da realização de uma exposição. Desde os primeiros passos, com a pesquisa e
o desenvolvimento da narrativa dentro de um espaço histórico, até a montagem e
abertura ao público, examinarão informações técnicas, farão exercícios e discutirão
os principais passos dessa trajetória.
Dia 14/5 - das 17h30 às 19h: Mesa-redonda "Federalismo: A revolução que abalou Santa Catarina"
Atividade gratuita
Classificação indicativa: livre
Sobre: O professor Felipe C. de Oliveira, o escritor Marcondes Marchetti, o historiador Rodrigo Rosa e a professora Rosângela Cherem trarão novos olhares sobre a guerra civil no Brasil que atingiu Santa Catarina, transformando a cidade de Nossa Senhora do Desterro, na capital da República dos Estados Unidos do Brasil. O Palácio Cruz e Sousa, no qual o Museu está situado, fez parte deste momento histórico, quando era ainda Palácio do Governo, servindo de sede do governo provisório durante sete meses (de outubro de 1893 a abril de 1894). O público também poderá visitar a exposição que se encontra no Museu, sobre o Federalismo.
Saiba mais sobre a exposição: https://cultura.sc.gov.br/programacao/2983-exposicao-federalismo-a-revolucao-que-abalou-santa-catarina