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A Fundação Catarinense de Cultura (FCC) e a Associação Cultural Cinemateca Catarinense lançam o programa Qualifica SC Cine. Fruto de convênio entre as instituições no valor de R$ 395 mil, a iniciativa irá oferecer cursos gratuitos de capacitação e especialização em diversas áreas do setor audiovisual para todas as regiões de Santa Catarina em 2022.

A partir de um diagnóstico da demanda do setor, serão oferecidos 22 cursos de qualificação profissional em formato remoto e com módulos presenciais, dentro de uma lista inicial de 92 opções contemplando as diversas áreas do setor audiovisual e os diferentes níveis de especialização dos participantes, do inicial ao avançado. Com 20 horas de duração cada, os cursos do Qualifica SC Cine, serão ministrados por profissionais de reconhecida experiência no setor e irão atender um total de 499 participantes.

Além das oportunidades de capacitação para os estudantes e profissionais do setor audiovisual catarinense, o programa Qualifica SC Cine também irá contribuir com o fomento da economia audiovisual do estado ao oferecer 33 vagas de trabalho para profissionais do setor em Santa Catarina, que poderão atuar como ministrantes e nas demais funções de produção e organização dos cursos. A chamada para o diagnóstico e a oferta de vagas de trabalho do programa Qualifica SC Cine será divulgada em breve.

No dia 30 de junho, às 18h30 e 20h, ocorre a pré-estreia do documentário "Para não esquecer a guerra" no Cinema Gilberto Gerlach, no Centro Integrado de Cultura (CIC). As sessões contam com o apoio do Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS/SC) e têm entrada gratuita. Elenco e equipe do filme estarão presentes na ocasião.

Baseado na peça teatral “Nas trincheiras da guerra, a fé é a arma!” o documentário é uma realização coletiva envolvendo Plural Filmes, Associação Cultural Coração do Contestado e Escola de Educação Básica 30 de Outubro, onde estudam os alunos que participam da produção. A escola localizada na zona rural, em um assentamento da reforma agrária, reuniu estudantes e professores para trabalhar com o tema da Guerra do Contestado transformando o texto criado pelos alunos em peça teatral, usando a arte em suas múltiplas formas – encenação, dança, poesia e música – para rememorar uma guerra que aconteceu em seu território.

A peça foi apresentada em 2017, primeiramente na própria escola, depois em ginásios e pavilhões, durante a Semana do Contestado, que todos os anos no mês de outubro mobiliza o município catarinense de Lebon Régis e cidades vizinhas, na região do Meio Oeste catarinense. Mas foi no ano de 2019 que “Nas trincheiras da guerra, a fé é arma!” chegou até a Igreja Matriz do município, com uma encenação marcante, reunindo um público diverso. Essa apresentação chamou a atenção da Plural Filmes, realizadora audiovisual independente de Florianópolis, que tem na questão agrária e, consequentemente, na Guerra do Contestado, um tema recorrente em suas produções.

A filmagem do documentário foi feita em dezembro de 2021, depois de um trabalho de pesquisa de locação, envolvendo a Associação Cultural Coração do Contestado, grupo que deu o pontapé inicial na mobilização de professores e direção da escola em torno da temática do Contestado.

Sinopse
Alunos de uma escola rural situada em território onde aconteceu a Guerra do Contestado, criam e apresentam uma peça de teatro dentro de uma igreja de madeira, típica do período do conflito, quando 11 igrejas que serviam de refúgio para mulheres e crianças, foram queimadas pelo Exército e por aqueles que se diziam donos das terras. 

Equipe técnica:
Realização coletiva Associação Cultural Coração do Contestado (coordenador de projetos Carlos Nedi Veiga da Silva), Escola de Educação Básica 30 de outubro (pedagoga Hellen Heine Carlin Barreto), Plural Filmes (Glauco Broering, Helio Levcovitz, Ju Baratieri, Kike Kreuger, Laila di Pietro, Leandro Cordeiro, Marcia Paraiso, Maria Paraiso, Nara Hailer e Ralf Tambke.


Serviço:
O quê: Pré-estreia do documentário Para não esquecer a guerra"
Quando: 30/06/2022, às 18h30 e às 20h
Onde: Cinema Gilberto Gerlach - Localizado no Centro Integrado de Cultura (CIC)
Av.Gov.Irineu Bornhausen, 5600 - Agronômica, Florianópolis
Classificação indicativa: Livre
Entrada gratuita 

O mês de julho segue com diversas atividades culturais em todas as regiões de Santa Catarina provenientes do Programa de Integração e Descentralização da Cultura (IDC), uma iniciativa da Fundação Catarinense de Cultura (FCC) que prevê a realização espetáculos gratuitos à população com o intuito de proporcionar a circulação de apresentações de diversos gêneros de grupos e artistas catarinenses.

O IDC integra o Programa SC Mais Cultura, lançado pelo Governo do Estado, que prevê investimentos no fomento à cultura. Em 2022, o setor receberá R$ 142,5 milhões, distribuídos entre editais, projetos, apoio a entidades e manutenção de patrimônio.

Por meio do IDC, que segue até o fim do ano, estão sendo realizadas 360 apresentações gratuitas, com a participação de 36 grupos.

Confira o cronograma deste mês:

:: Confira os espetáculos realizados em junho
:: Confira os espetáculos realizados em abril e maio

A Comissão de Organização e Acompanhamento do Edital Prêmio Catarinense de Cinema (COACIN) comunica a todos os contemplados do Edital Prêmio Catarinense de Cinema que:
De 02 de julho a 30 de outubro de 2022, período eleitoral, fica proibido o uso das logomarcas do Prêmio e as demais que seguem (FCC e Governo do Estado de Santa Catarina).
Como substituição, deve ser posto por extenso Prêmio Catarinense de Cinema, Fundação Catarinense de Cultura e Estado de Santa Catarina em todas as peças publicitárias, gráficas ou audiovisuais durante este período. Há um modelo está disponível no link https://www.cultura.sc.gov.br/a-fcc/logos no campo “Para uso em período eleitoral: Fundação Catarinense de Cultura e editais”.

Ressaltamos estar vedada, também, a publicidade institucional durante este período, ainda que autorizada previamente aos três meses que antecedem a eleição, conforme entendimento consolidado na jurisprudência (TSE – Ac. nº 5.304 e Ac. nº 57).

Nos termos do § 1º, do art. 37, da Constituição Federal: “A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos.”

A frase obrigatória passa a ser, neste período:

"Projeto selecionado pelo Prêmio Catarinense de Cinema, executado com recursos do Estado de Santa Catarina, por meio da Fundação Catarinense de Cultura".

 

A sala de Cinema Gilberto Gerlach, no Centro Integrado de Cultura (CIC), recebe no dia 27 de junho, às 19h, o evento de relançamento do filme "Lages a Força do Povo", de 1982, da cineasta Tetê Moraes. A sessão tem engrada gratuita com distribuição de ingressos uma hora antes da sessão. A exibição tem o apoio do Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS/SC).

Sobre o filme

O final da década de 1970 e início da década de 1980 foi um período de grandes transformações no Brasil. Ainda sob regime militar o país experimentava a “flexibilização” do regime com algumas personalidades voltando do exílio e um certo abrandamento da censura com o início da abertura política.

Lages, a cidade polo do Planalto Serrano de Santa Catarina estava em ebulição por conta de um governo popular tocado por um jovem prefeito, o arquiteto Dirceu Carneiro. Dirceu fora apenas o segundo mandatário local em mais de 100 anos que não pertencia ou era apadrinhado da oligarquia Ramos, que dominou a política local desde o fim do século XIX e boa parte do século XX.

Nesse período o município gestou diversas políticas de participação popular que se tornaram referência no Brasil, como o mutirão para construção de casas populares com cessão de título de propriedade no nome das mulheres, a primeira experiência brasileira do orçamento participativo, o programa de pavimentação popular, as políticas de medicina nos bairros e o acesso universal aos serviços de saúde, hortas comunitárias, entre outras.

Essas ações de governo chamaram a atenção da imprensa nacional, trazendo a região o jornalista e ativista político Márcio Moreira Alves que escreveu o livro “Lages a Força do Povo”, relatando a experiência catarinense. Márcio também convidou a cineasta Tetê Moraes para conhecer a região. A partir da visita surge a ideia da gravação de um documentário que mostrasse a transformação do lugar, assim surge o filme Lages a Força do Povo, gravado em 1982, financiado pela Embrafilme.

O suporte original da obra é o filme de acetato de 16mm, com o passar dos anos e o desuso desse tipo de mídia, não foi possível que ele continuasse sendo exibido. No entanto, a salvaguarda do material em positivo estava sob responsabilidade do Centro Técnico Audiovisual do Rio de Janeiro, que no final de 2021 comunicou a cineasta Tetê Moraes que não poderia garantir a integridade física do material.

Tetê Moraes em conjunto com Daniela Carneiro, filha de Dirceu Carneiro, a historiadora Suzane Faita e o produtor cultural Sérgio Sartori, organizaram um financiamento coletivo para a digitalização da obra. O resultado financeiro superou a meta inicial e garantiu também os recursos para o relançamento do filme com a presença da cineasta Tetê Moraes, do ex-prefeito Dirceu Carneiro e da ex-vereadora Terezinha Fornari Carneiro em rodas de conversa após as exibições.

A programação de relançamento terá três sessões, uma em Lages no dia 25/06 às 19 horas no Teatro do Sesc, com a presença de Tetê Moraes, Dirceu e Terezinha Carneiro, e outras duas em Florianópolis, além da sessão no Cinema do CIC, haverá outra no dia 28/06, às 19h, no Plenarinho da Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Todas as apresentações terão entrada franca, a indicação etária da obra é livre.

Serviço:

O quê: Relançamento do filme Lages a Força do Povo
Quando: 27/06/2022, às 19h
Onde: Sala de cinema Gilberto Gerlach - Localizado no Centro Integrado de Cultura (CIC)
Entrada franca
Classificação indicativa: livre

(Com informações da Assessoria de Imprensa do evento)