A terceira palestra relacionada à exposição em homenagem ao Centenário do professor Aldo Nunes será realizada no dia 9 de outubro (quinta-feira), às 19h, no Museu de Arte de Santa Catarina (MASC), no Espaço Educativo e Convivência - Claraboia. Será apresentada a palestra "A importância do papel do conservador-restaurador", com a convidada Sára Beatriz Dutra e Silva Fermiano. A atividade é organizada pela Associação Catarinense de Conservadores e Restauradores de Bens Culturais (ACCR), em parceria com o Ateliê de Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis (Atecor) e o MASC.
Na exposição "Centenário Professor Aldo João Nunes", o público pode conhecer as diversas facetas desse grande artista catarinense que foi, entre tantas outras coisas, diretor do MASC, primeiro presidente da ACCR e criador do Atecor. Para contar um pouco da história de Nunes, a exposição se utiliza de obras do acervo do MASC, documentos, desenhos, aquarelas do acervo do Atecor e da família do artista. A mostra fica aberta à visitação gratuita até 12 de outubro de 2025, de terça-feira a domingo, das 10h às 21h.
Sobre a palestrante
Especialista em Museologia pela UDESC, licenciada em Educação Artística/Artes Plásticas pela UDESC. Em 1986, na Fundação Catarinense de Cultura/ATECOR, inicia sua atuação como conservadora-restauradora de bens culturais móveis onde também orientou o Programa de Estágio Supervisionado do ATECOR durante 17 anos. É membro da Associação Catarinense de Conservadores e Restauradores de Bens Culturais (ACCR). Representa a ACCR na Comissão de Acervos do MHSC, foi membro do Conselho Deliberativo do MASC. Agraciada com a Medalha do Mérito Funcional “Alice Guilhon Gonzaga Petrelli”, em 2009, e com a Medalha do Mérito Cultural Cruz e Sousa, em 2012, por indicação dos funcionários da Fundação Catarinense de Cultura e do Conselho Estadual de Cultura, respectivamente.
Com abertura no dia 20 de setembro, às 10h30, o Museu de Arte de Santa Catarina (MASC) receberá a exposição "Prefácio", do artista Sérgio Adriano H. A mostra terá entrada gratuita e ficará no espaço até o dia 26 de outubro de 2025, com visitação de terça-feira a domingo, das 10h às 21h. A exposição tem curadoria de Juliana Crispe.
Reconhecido como uma das forças mais expressivas da arte contemporânea brasileira, Sérgio Adriano H inaugura sua exposição individual no MASC com mais de 50 obras inéditas, reafirmando sua trajetória marcada por potência, memória e releitura histórica. A mostra convoca o público a refletir sobre a negritude e as narrativas históricas brasileiras silenciadas, oferecendo um panorama de 25 anos de trajetória marcada por mais de 40 premiações, 220 exposições e presença em 21 acervos públicos – entre eles instituições de prestígio como o MAC USP, MAM São Paulo, MAR Rio de Janeiro, MAM Bahia e MAC Bahia.
Filho de uma mãe negra e de um pai branco, o artista traz no próprio corpo as cicatrizes invisíveis do racismo estrutural. Sua obra nasce como um gesto de insubmissão: fotografias, esculturas e performances tornam-se instrumentos para desestabilizar a “verdade” narrada pelos livros, revelando que a história do Brasil foi escrita à custa do silenciamento e da exclusão de corpos negros.
O título da mostra simboliza abertura e recomeço. O prefácio, antes do corpo narrativo, é um espaço liminar, um respiro que prepara o leitor para uma outra leitura possível do curso da sociedade. Sérgio transforma esse espaço em obra: uma fresta que nos convida a reler a história brasileira sob uma ótica negra, viva e resistente, propondo não apenas denúncia, mas também reescrita, presença e transformação.
A exposição integra o 3º Encontro Internacional Pós-Colonial e Decolonial, promovido pelo AYA – Laboratório de Estudos Pós-Coloniais e Decoloniais da UDESC, de 16 a 20 de setembro.
Além disso, “Prefácio” prepara o terreno para a próxima individual do artista no MASC: “O Brasil Pitoresco de Sérgio Adriano H: Passado – Presente”, com abertura em 30/10/2025, contemplada pelo Edital Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura – Artes 2024, iniciativa do Governo do Estado de Santa Catarina por meio da FCC. Nas palavras de Sérgio, essas duas exposições em sequência são um convite para que o público faça do museu um espaço de rotina, convivência, participação e conhecimento.
Sobre o artista
Sérgio Adriano H é artista visual afro-diaspórico, performer, fotógrafo e pesquisador. Formado em Artes Visuais e Mestre em Filosofia, vive e produz entre Joinville/SC, Florianópolis/SC e São Paulo/SP. Com uma trajetória de mais de 220 exposições nacionais e internacionais, destacam-se as individuais: “desCOLONIZAR CORpos” (Institut National d’Histoire de l’Art – Paris, 2023; Caixa Cultural – Brasília, 2023). Entre as
coletivas: Dos Brasis (SESC Nacional, 2024/25); 13ª e 14ª Bienal Internacional de Curitiba (2017/19); 8ª Bienal Argentina (2018); Encruzilhada (Museu de Arte Moderna da Bahia, 2022); Visão do Paraíso (Centro Cultural Brasil- Moçambique, 2022). Acumula mais de 40 premiações, entre elas a Medalha Cruz e Sousa (maior honraria em artes concedida por SC, 2022) e o Prêmio FAMA – Fábrica de Artes Marcos Amaro. Em 2024 foi indicado entre os 3 artistas finalistas da Associação Brasileira de Críticos de Arte – ABCA, o “Prêmio Mario Pedrosa”, proposto ao artista destaque nacional do ano de 2023. Suas obras integram 20
acervos públicos, incluindo MAC USP, MAM São Paulo, MAR Rio de Janeiro, MAC Bahia e MAM Bahia.
Sobre a curadora
Juliana Crispe, nascida em Florianópolis, é curadora, professora, pesquisadora, arte-educadora e artista visual. Doutora em Educação, Mestre e graduada em Artes Visuais, atua desde 2007 na curadoria de exposições, já tendo realizado mais de 150 mostras. É membra do Conselho Deliberativo do MASC e da ABCA. Foi premiada como Jovem Curadora na Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba (2019) e responsável por projetos de grande relevância nacional.
Serviço
Exposição: "Prefácio"
Artista: Sérgio Adriano H
Local: Museu de Arte de Santa Catarina (MASC) - No Centro Integrado de Cultura (CIC)
Abertura: 20 de setembro, às 10h30
Visitação: de 20 de setembro a 26 de outubro de 2025. De terça-feira a domingo, das 10h às 21h.
Classificação indicativa: Livre
Entrada gratuita
No dia 11 de setembro, às 19h, no Museu de Arte de Santa Catarina (MASC) inaugura a exposição "Arquipélagos: Memórias Líquidas", projeto que reúne mais de 100 obras distribuídas em quatro eixos curatoriais: águas e margens, desastres, arquiteturas e matas, rastros. Composto por trabalhos do acervo do MASC, obras do artista Paulo Gaiad (1953–2016) junto de distintos momentos da produção do gaúcho Clóvis Martins Costa (1974), o conjunto propõe uma discussão sobre as diferentes maneiras como a paisagem se inscreve na arte contemporânea, especialmente em diálogo com o território litorâneo do sul do Brasil.
“Penso que a exposição fala sobre uma possibilidade de encontro não somente entre dois artistas e suas conexões com o acervo do museu, mas de conversas possíveis e necessárias entre poéticas no eixo sul do Brasil”, destaca Clóvis Martins Costa.
A mostra é fruto de uma série de encontros, debates e eventos, entre eles uma residência promovida pelo programa de Extensão Universitária Estúdio de Pintura Apotheke, vinculado à Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Tais encontros proporcionaram a aproximação entre as produções de Paulo Gaiad e Clóvis Martins Costa.
Reconhecido pela atuação no circuito catarinense, Gaiad explorou os desdobramentos da pintura através da combinação do seu interesse pela imagem advinda da memória, e o uso das mais variadas técnicas e materiais. Clóvis Martins Costa, por sua vez, constrói suas narrativas pictóricas incorporando à sua obra a materialidade do ambiente em que vive, próximo à Lagoa dos Patos, no RS, apropriando-se de elementos diversos das paisagens ribeirinhas, bem como partindo de imagens pictóricas da História da Arte e de elaborações construtivas do campo pictórico.
Para expandir o debate, integram a mostra as obras do acervo do MASC. Através delas, múltiplas vozes e pontos de vista de diferentes épocas e localidades são reunidos. Apesar da heterogeneidade do conjunto, emergem recorrências que se entrelaçam ao longo da exposição: o encontro entre águas e areias, que no contemporâneo remete às margens como territórios de sonhos e desassossegos para aqueles que atravessam oceanos em busca de uma vida mais digna; ou ainda as cenas de desastre, que anunciam futuros possíveis ao mesmo tempo em que evocam fragmentos de um passado não tão distante.
"Arquipélagos: Memórias Líquidas" pretende destacar semelhanças e diferenças quanto ao entendimento sobre o que vem a ser paisagem, além de trazer uma reflexão sobre como a arte atua para que se formem memórias por meio de um repertório visual. Com coordenação de Thays Tonin e Rosângela Cherem, responsáveis pela curadoria, a equipe conta ainda com a produção e pesquisa de Victoria Beatriz, além das assistentes Georgia Bergamin, Karine Abbati e Clara Rovaris.
A expografia é assinada por Miguel Mincache e Estela Camillo, enquanto a identidade visual foi desenvolvida por João Pedro Ribas Knoth.
Proposta Cultural realizada com recursos do Governo do Estado de Santa Catarina, pela Fundação Catarinense de Cultura [FCC], por meio do prêmio Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura - Edição 2022.
Lista de artistas: Acary Margarida, Antônio Grosso, Betânia Silveira, Cláudio Tozzi, Cícero Dias, Clóvis Martins Costa, Eduardo Dias, Eli Heil, Estrella Argentina Bendahay, Fabiana Wielewicki, Fayga Ostrower, Franciele Favero, Hélios Rodolfo Gagliardi, Jayro Schmidt, Lúcio Cardoso, Maria de Lourdes Pires, Marie Geneviéve Havel, Neno Brazil, Nilo Dias, Paulo Gaiad, Raquel Stolf, Rubens Oestroem, Sandra Meyer Nunes e Wilson de Andrade e Silva.
Serviço
O quê: Exposição "Arquipélagos: Memórias Líquidas"
Abertura: 11 de setembro de 2025, às 19h (conversa com Clóvis Martins Costa, às 18h)
Visitação: até 22 de fevereiro de 2026
Onde: Museu de Arte de Santa Catarina (MASC) - No Centro Integrado de Cultura (CIC)
Av. Gov. Irineu Bornhausen, 5600 - Agronômica - Florianópolis
Entrada gratuita
O Museu de Arte de Santa Catarina (MASC), no Centro Integrado de Cultura (CIC), será palco do concerto gratuito que a Orquestra de Cordas da Ilha realizará, para celebrar o Dia Internacional da Amazônia, em 5 de setembro. A apresentação ocorre às 18h30, com entrada gratuita e ingressos distribuídos no local, por ordem de chegada. Os lugares são limitados.
O programa é inteiramente dedicado à música brasileira, com obras de Heitor Villa-Lobos, Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth, Ney Rosauro, Sant’Anna Gomes e do compositor germano-brasileiro Ernst Mahle. O violonista e diretor artístico da OCI, Marcos Pablo Dalmacio, será o solista da noite na peça Diálogo, de Mahle. Multi-instrumentista, compositor e professor, ele possui trajetória internacional e assina arranjos e interpretações que valorizam a diversidade da música brasileira.
Para o diretor-geral da Orquestra, Paulo Mattos, a escolha do repertório reforça o compromisso do grupo em aproximar o público de uma experiência cultural conectada ao Brasil: “O Dia da Amazônia é uma oportunidade para refletirmos sobre a importância desse patrimônio natural e cultural. Nossa homenagem vem em forma de música, reunindo compositores que expressam a diversidade do país. Queremos que as pessoas se reconheçam nesse repertório e sintam a força simbólica que a Amazônia representa para todos nós.”
O concerto integra o projeto Relatos e Expressões da Música, realizado por meio do Programa de Incentivo à Cultura (PIC) do Governo do Estado de Santa Catarina, com incentivo do Bistek e da Havan, e apoio do Floripa.com e do MASC.
Serviço:
O quê: Concerto da Orquestra de Cordas da Ilha
Quando: 5/9/2025, às 18h30
Local: Museu de Arte de Santa Catarina (MASC) - No Centro Integrado de Cultura (CIC)
Av. Gov. Irineu Bornhausen, 5600 - Agronômica - Florianópolis
Entrada gratuita - ingressos distribuídos no local, por ordem de chegada.
De 12 a 24 de agosto, o Museu de Arte de Santa Catarina (MASC), no Centro Integrado de Cultura (CIC), recebe a exposição Exposição "Fotolivros Latino-Americanos", que, nesta edição, apresenta 30 fotolivros de 13 países, com curadoria e pesquisa de Laura Lavergne (Argentina) e Lucila Horn (Brasil). A entrada é gratuita e a visitação pode ser feita de terça-feira a domingo, das 10h às 21h.
Nos últimos anos, o fotolivro tem recebido atenção especial no desenvolvimento de trabalhos autorais e, respectivamente, em eventos de fotografia. Além disso, esse meio físico permite um público mais amplo, o que coincide com a natureza reprodutiva da própria fotografia. O fotolivro ganha importância ao mesmo tempo em que a tecnologia de impressão também avança, tornando sua circulação em espaços da fotografia e outros dedicados às artes visuais muito mais viável — e acessível.
Nesse contexto, o projeto "Detrás de los Fotolibros", do qual a exposição faz parte, busca estabelecer uma aproximação entre autores e leitores, visando à compreensão de que o objeto fotolivro não é apenas uma coleção de imagens, mas, em si, uma expressão que, em seu processo criativo, envolve uma cadeia de trabalho e possui uma estrutura que implica coerência nas escolhas.
O projeto compartilha o desenvolvimento criativo envolvido no processo de edição de um fotolivro, da montagem do primeiro boneco e sua evolução até chegar ao formato final: o livro. Bem como falas dos autores — e, em alguns casos, também de outros profissionais envolvidos no processo criativo e de produção — buscando desvendar conceitos dentro de uma estrutura reflexiva desta pesquisa. A maioria dos trabalhos apresentados na mostra faz parte das bibliotecas itinerantes ELFA/Brasil (Encontro de Livros de Fotografia de Autores Latino-Americanos) e Fotolibro Rodante/Argentina (Biblioteca e livraria dedicada aos Fotolivros), juntamente com o acesso a vídeos das respectivas maquetes.
A exposição faz parte da programação do Festival Internacional de Arte e Cultura José Luiz Kinceler (FIK), que integra a programação em comemoração aos 60 anos da Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC.
PROGRAMAÇÃO
No dia 15 de agosto, às 18h, ocorre conversa com as curadoras Laura Lavergne e Lucila Horn. Além disso, haverá visitas mediadas nos dias 13/8 e 20/8 às 11h; 13/8 e 20/8 às 14h; e 14/8 a 21/8 às 19h.
Serviço:
O quê: Exposição "Fotolivros Latino-Americanos"
Abertura: 12/8/2025, às 14h.
Visitação: até 24/8/2025. De terça-feira a domingo, das 10h às 21h.
Onde: Museu de Arte de Santa Catarina (MASC) - No Centro Integrado de Cultura (CIC)
Entrada gratuita