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A tapeçaria criada por Almir Tirelli para o antigo saguão do Aeroporto Hercílio Luz, em Florianópolis, está de volta a Santa Catarina. O retorno se deve a um termo de doação assinado entre a Fundação Catarinense de Cultura (FCC) e a Empresa Brasileira de Infraestruturua Aeroportuária (Infraero) nesta sexta-feira (23), em Curitiba (PR), onde a obra estava salvaguardada. O transporte foi feito em parceria com a Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC), que cedeu um caminhão para o traslado.

Os três painéis que compõem a obra de 36m², além de outros dois trabalhos do artista, voltam à capital e ficam sob guarda da Fundação Catarinense de Cultura. A assinatura da doação foi acompanhada pelo técnico Marcelo do Amaral, do Ateliê de Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis (Atecor) da FCC, que fez um diagnóstico do estado de conservação das peças. Agora, a tapeçaria passará por um processo de higienização. Ainda não é possível precisar onde e quando estarão expostas ao público, uma vez que os museus administrados pela FCC seguem fechados à visitação, como medida de enfrentamento ao novo coronavírus.   

A obra e o autor

A tapeçaria foi criada exclusivamente para recepcionar os viajantes que chegavam ao aeroporto da cidade, inaugurado em 1976. As peças apresentam elementos do cotidiano ilhéu, com referências ao saber fazer, à arquitetura e às celebrações relacionadas à cultura florianopolitana, como a Ponte Hercílio Luz, o Palácio Cruz e Sousa, a Festa do Divino, o artesanato focado na renda de bilro, casarios luso-brasileiros, folclore, a Lagoa da Conceição, a pesca da tainha, entre outros, dispersos nas mais diversas cores presentes na obra.


O artista Almir Tirelli é natural do Maranhão. Artesão autodidata, veio para Santa Catarina no fim dos anos de 1960, estabelecendo-se inicialmente em Palhoça e, pouco depois, na Lagoa da Conceição, em Florianópolis, onde viveu até meados dos anos 1990. Artista multifacetado, além de tapeceiro, é pintor, desenhista, escultor e ator de cinema. Participou de exposições e seus trabalhos viajaram mundo afora, mas nunca escondeu de ninguém sua relação de amor com a Ilha de Santa Catarina e o estado que o acolheu para viver. Em 1993, foi reconhecido com o Título de Cidadão Catarinense na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (ALESC), pela Lei nº 9095, de 20 de maio.