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Nesta sexta-feira, 10 de setembro, a Fundação Catarinense de Cultura (FCC) comemora aniversário em dose dupla: o Sistema Estadual de Museus de Santa Catarina (SEM/SC) e o Museu Nacional do Mar - Embarcações Brasileiras completam 30 anos. Para comemorar, o SEM/SC lançou recentemente o Relatório da segunda pesquisa sobre o impacto da pandemia nas instituições do estado. Já o Museu, localizado em São Francisco do Sul, passará por uma reforma completa, conforme foi anunciado em agosto pelo Governo do Estado de Santa Catarina. 

SEM/SC

O SEM/SC promove ações pelo desenvolvimento do setor museal. Nestas três décadas, foi responsável pela integração e capacitação dos membros da rede por meio de seminários, mesa-redondas, oficinas e publicações técnicas, bem como com a realização do Fórum Catarinense de Museus em cinco edições: 2005, 2010, 2011, 2013 e 2019.

Para celebrar os 30 anos do Sistema, foi realizada a primeira oficina em formato virtual do Programa de Capacitação Museológica, no mês de junho, em parceria com o Ibram. Agora em setembro, também foi lançado o Relatório da segunda pesquisa sobre o impacto da pandemia nas instituições do estado.

Instituído oficialmente pelo decreto nº 615, de 10 de setembro de 1991, é vinculado à Diretoria de Patrimônio Cultural da Fundação Catarinense de Cultura (DPAC/FCC) e forma uma rede de adesão voluntária que conta, atualmente, com 220 instituições museológicas públicas e privadas do estado de Santa Catarina.

Museu Nacional do Mar

O Museu Nacional do Mar está abrigado nos galpões de uma extinta empresa de navegação. Foi criado em 1991 pelo decreto 615, de 10 de setembro, inaugurado em dezembro de 1992 e aberto oficialmente à visitação do público no início de 1993. O espaço pode ser compreendido como um território para a salvaguarda do patrimônio naval brasileiro, reunindo em seu acervo uma grande diversidade de embarcações de várias regiões do país.

A ideia de se criar um museu no local surgiu na década de 1980, durante os estudos para o tombamento do centro histórico de São Francisco do Sul. O espaço não poderia ser mais oportuno: ainda hoje é possível visualizar os trilhos para vagonetes que ligavam os amplos galpões aos trapiches, onde atracavam os navios da empresa de navegação que faziam o transporte de erva-mate, sal e outros produtos. Além disso, a construção está em sintonia com a bela Baía da Babitonga, a qual é possível vislumbrar logo na entrada do museu e durante boa parte do percurso da exposição.

Entre 2003 e 2004, o local passou por obras para receber uma grande diversidade de embarcações. O acervo está organizado em salas divididas por temas. Entre as peças disponíveis à visitação do público, estão barcos em tamanho natural, peças de modelismo e artesanato naval. O acervo conta ainda com traineiras, botes, jangadas (de cinco paus e de tábuas), saveiros da Bahia e o cúter do Maranhão.