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O projeto Mapeamento e Estudo do Setor Audiovisual Catarinense, contemplado pelo Prêmio Catarinense de Cinema 2019, está em andamento na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) para identificar potencialidades e problemas do setor audiovisual catarinense. A partir deste diagnóstico, serão sugeridas medidas de promoção para o segmento.

Coordenado pela professora Eva Yamila Amanda da Silva Catela, do Departamento de Economia e Relações Internacionais da UFSC, o projeto foi viabilizado pelo edital da Fundação Catarinense de Cultura (FCC) e começou em junho deste ano, quando o contrato foi assinado entre a UFSC, a FCC e a Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu), que faz a gestão dos recursos financeiros destinados ao trabalho.

“O setor audiovisual envolve um considerável conjunto de atividades, figurando, de forma geral, como parte do grande setor terciário da economia. No movimento econômico global, o setor terciário costuma constituir reduto de dinamismo quanto à criação de empreendimentos e oportunidades de trabalho, em contraste, por exemplo, com o setor secundário, especialmente a indústria de transformação. Assim, trata-se, o audiovisual como um segmento apto para contribuir ao desenvolvimento socioeconômico nas escalas estadual, regional e municipal”, observa a professora Eva Catela. “Desenvolver o projeto de ‘Mapeamento e Estudo do Setor Audiovisual Catarinense’ significa operar no sentido de produzir benefícios (renda, trabalho, cultura) para a sociedade”, acrescenta a coordenadora Eva Catela.

A execução do projeto contempla várias etapas. Neste momento está em preparação o início de pesquisa de campo junto a empreendimentos do setor audiovisual. Alguns objetivos já foram superados, como o levantamento na base de dados do Ministério da Economia da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), que informa sobre atividades formais, ou seja, com carteira assinada. Foi feito um levantamento sobre estabelecimentos e vínculos profissionais no período de 2008 a 2018. “Isso permitiu uma importante observação sobre a tendência do setor no Estado no último decênio”, explica a coordenadora do trabalho. Porém, como a Rais informa somente sobre relações formais, e a literatura e a realidade apontam elevado nível de informalidade no segmento, recorreu-se também à Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Atividades

Agora, a pesquisa de campo vai mergulhar nas especificidades das atividades. “A intenção é conseguir formar a ideia mais acurada possível, por meio da auscultação direta, sobre o funcionamento do setor – colocando em destaque o aspecto da ‘cadeia de atividades’, com seu desdobramento no território e sobre as potencialidades e os problemas vivenciados. Questões de índole econômica e institucional serão contempladas simultaneamente nessa projeção do estudo rumo à realidade concreta do audiovisual”, projeta a professora.

Com a pandemia de Covid-19, grande parte dos trabalhos é feita de forma remota. O projeto tem duração prevista de um ano a partir da assinatura do contrato.

(Com informações da Assessoria de Imprensa da Fapeu)