No dia 13 de março, às 20h, o Teatro Ademir Rosa, no Centro Integrado de Cultura (CIC), recebe o show Star Beatles. A apresentação que homenageia o quarteto de Liverpool tem ingressos à venda no site Blueticket e classificação indicativa livre.
Entre os anos de 2009 e 2025, a banda percorreu muitos palcos pelo mundo, brindando o público com shows memoráveis e histórias inesquecíveis. Mesmo sendo fundada em Buenos Aires, Argentina, não existe uma nacionalidade para se identificar, até por que hoje são três nações no palco: Argentina, México e Brasil. Independente da nacionalidade, os músicos sempre mantém a essência de respeito e amor aos quatro garotos de Liverpool.
O espetáculo esteve nos palcos no ano passado (2025), quando Raul Seixas completaria 80 anos e prossegue em 2026, levando seu legado aos palcos em um espetáculo original e envolvente: “Raul Seixas, o Musical”, com dramaturgia e direção de Leonardo da Selva e atuação marcante de Bruce Gomlevsky no papel-título. Em Florianópolis, o espetáculo chega em sessão única no próximo dia 11 de março (quarta-feira), às 20h30, no Teatro Ademir Rosa (CIC).
Raul, o pai do rock nacional, foi um artista que transcendeu sua época, desafiou normas sociais e culturais e cravou sua marca na história da música brasileira com composições e pensamentos que seguem ecoando, trinta e cinco anos após sua morte. Suas ideias sobre liberdade, autenticidade e transformação continuam provocando e inspirando diferentes gerações.
O espetáculo convida o público a passar uma noite no escritório criativo de Raul Seixas. Durante uma madrugada de insônia, o artista revisita sua trajetória, compõe, escreve e reflete sobre sua arte, seu país e a condição humana. Com acesso autorizado aos manuscritos e cadernos originais do cantor, Leonardo da Selva construiu uma dramaturgia única, que mescla canções com pensamentos inéditos de Raul — sem cair em biografias lineares.
Bruce Gomlevsky, premiado com o FITA 2024 de Melhor Ator e indicado ao Prêmio APTR 2025, entrega uma performance intensa e emocionante. Como definiu Claudia Chaves, do jornal Correio da Manhã, o musical é “de absoluta fidelidade à alma do músico”. E nas palavras de Pedro Bial, trata-se de “um espetáculo que nos deixa inspirados para encarar o Brasil”.
O repertório reúne 21 músicas do artista, entre clássicos e outras menos conhecidas, como:
Eu Nasci Há Dez Mil Anos Atrás
Maluco Beleza
Tente Outra Vez
Gita
Sessão das 10
S.O.S. – Disco Voador
Além disso, o espetáculo resgata as influências musicais de Raul, como Lucille, de Little Richard, Come Together, dos Beatles e Blue Suede Shoes, eternizada por Elvis Presley.
Mais do que uma homenagem, o musical é um manifesto. Em tempos de tensões e polarizações, a "Sociedade Alternativa" proposta por Raul ganha novo fôlego no palco: um chamado à liberdade interior, à autenticidade e à transformação individual como caminho para a mudança coletiva.
FICHA TÉCNICA:
Com Bruce Gomlevsky
Direção e Dramaturgia: Leonardo da Selva | Direção Musical: Gabriel Gabriel | Assistência de direção: Tassia Leite | Cenário: Nello Marrese | Figurino: Maria Calou | Iluminação: Gabriel Prieto
Produção: BG ARTENTRETENIMENTO & N.A.V.E
Produção local - Orth Produções
Ingressos à venda no site DiskIngressos
Um dos maiores sucessos de público e com várias indicações em diferentes categorias nos principais prêmios de teatro, com destaque para o Prêmio Shell de melhor atriz em 2023 para Vera Holtz, a peça “Ficções” volta a Florianópolis, no Teatro Ademir Rosa, no Centro Integrado Cultura (CIC). As sessões ocorrerão no dia 6 de março, às 20h30; 7 de março, às 20h, e 8 de março, às 19h.
A partir do best-seller "Sapiens", do escritor israelense Yuval Harari, "Ficções" fala da capacidade humana de criar e acreditar em ficções: deuses, dinheiro, nações... o que foi ou não inventado? Mas, apesar dessa habilidade inédita e revolucionária que alçou nossa espécie à condição de donos do planeta, seguimos inseguros e sem saber para onde ir. Você está satisfeito?
Com mais de 23 milhões de cópias vendidas em todo o mundo, o livro "Sapiens – uma breve história da humanidade", do professor e filósofo Yuval Noah Harari, foi o ponto e partida para o espetáculo "Ficções", idealizado pelo produtor Felipe Heráclito Lima e escrito e encenado por Rodrigo Portella.
Publicado em 2014, o livro de Harari afirma que o grande diferencial do homem em relação às outras espécies é sua capacidade de inventar, de criar ficções, de imaginar coisas coletivamente e, com isso, tornar possível a cooperação de milhões de pessoas – o que envolve praticamente tudo ao nosso redor: o conceito de nação, leis, religiões, sistemas políticos, empresas etc. Mas também o fato de que, apesar de sermos mais
poderosos que nossos ancestrais, não somos mais felizes que esses. Partindo dessa premissa, o livro indaga: estamos usando nossa característica mais singular para construir ficções que nos proporcionem, coletivamente, uma vida melhor? “É um livro que permite uma centena de reflexões a partir do momento em que nós pensamos como espécie e que, obviamente, dialoga com todo mundo. Acho que esse é o principal mérito da obra dele.”, analisa Felipe H. Lima, que comprou os direitos para adaptar o livro para o teatro em 2019.
No palco, Vera Holtz se desdobra em personagens da obra literária e em outras criadas por Rodrigo, canta, improvisa, “conversa” com Harari, brinca e instiga a plateia, interage com o músico Federico Puppi – autor e performer da trilha sonora original, com quem divide o palco. Em outros momentos, encarna a narradora, às vezes é a própria atriz falando.
No dia 4 de março, às 20h30, a Orquestra Brasileira leva ao palco do Teatro Ademir Rosa, no Centro Integrado de Cultura (CIC), o show "Mulheres do Samba". A noite terá a participação de convidadas especiais, as cantoras Juliana D Passos, Camélia Martins, Bárbara Damásio e Elô Gonzaga.
O samba começou na casa de Tia Ciata, que fornecia o feijão e o tempero necessários para o encontro, e os homens tocavam e cantavam. Aos poucos, mulheres guerreiras que desafiavam sua geração e seu tempo foram surgindo criando e dando voz a sambas imortais desse gênero tão popular e tão brasileiro. A Orquestra Brasileira faz esse passeio por essa história das mulheres no samba, homenageando as grandes compositoras e intérpretes que surgiram nesses 100 anos de samba.
O repertório traz clássicos que nós conhecemos através das divas do samba, seja D. Ivone Lara ou Leci Brandão, compositoras que foram precursoras num território até então dominado por homens, e compuseram sambas-enredo e muito sucessos. Temos ainda as intérpretes eternas como Beth Carvalho, Alcione, Elis Regina, Clara Nunes, que são a própria cara do samba. Neste concerto trazemos grandes sucessos de todas essas mulheres incríveis, buscando também mostrar todos os lados do samba, o samba de roda, o partido alto, o pagode, o sincretismo religioso… um pouco de tudo que molda essa música tão única e que tão bem define a cultura brasileira.
ORQUESTRA BRASILEIRA:
Piano e regência: Luiz Gustavo Zago
Arranjos: Luiz Gustavo Zago
Flauta: Ana Luísa Remor
Flauta e sax: Elio Vistel
Bandolim: Lucas Moretto Martinez
Cavaco: Duh Romão
Violões: Eduardo Pimentel, Igor Ishikawa
Violão 7 cordas: Filipe Müller
Acordeon: Marcelo Besen
Contrabaixo: Tie Pereira
Bateria: Richard Montano
Percussão: Alexandre Damaria
Participações Especiais:
Elô Gonzaga
Juliana D Passos
Camélia Martins
Bárbara Damásio
Luiz Zago - Zago é pianista, compositor e diretor musical, tendo intensa participação nos grandes espetáculos musicais sul-brasileiros, expandindo as fronteiras da música entre o clássico, a brasilidade e o jazz. É maestro fundador e diretor musical da Orquestra Brasileira, grupo orquestral nascido em 2022 e composto de violões, cavaco, bandolim, flautas, acordeom, simbolizando a essência da formação da música brasileira, e que se dedica a interpretar de Heitor Villa Lobos e Carlos Gomes a Tom Jobim e Hermeto Pascoal, percorrendo toda a grandiosidade da musica brasileira. Como solista, possui 4 álbuns lançados, diversos singles e trilhas sonoras para audiovisual, além de colaborar com artistas tão diversos como Ivan Lins, Lenine, Baco Exu do Blues, Toquinho, Zeca Baleiro, Alice Caymmi, Jade Baraldo e Paulinho Moska, além de orquestras fundamentais no cenário brasileiro como Orquestra Sinfônica Brasileira, Camerata Florianópolis, Petrobras Sinfônica e Nova Orquestra (com a qual participou do Rock in Rio 2019), criando assim a união perfeita entre a delicadeza e dramaticidade clássicas aliada à explosão rítmica presente no universo da música popular, moldando um universo único dentro dos trabalhos que realiza.
Tomou posse em 2019 da cadeira 38 da Academia Catarinense de Letras e Artes, pela relevante atuação expandindo a música e cultura no cenário nacional.
Orquestra Brasileira
Fundada em 2022, a Orquestra Brasileira surgiu com uma proposta inovadora: fundir a riqueza da música popular com a linguagem e a estrutura da música de concerto.
A formação instrumental da Orquestra é, por si só, uma declaração de identidade — ao lado de instrumentos sinfônicos, estão o cavaquinho, o bandolim, o acordeon e os violões, traduzindo o DNA musical brasileiro.
Com arranjos originais e partituras escritas especialmente para este formato, a Orquestra alcança um nível de excelência técnica raro em grupos dedicados à música popular. Cada naipe funciona como em uma orquestra clássica, com organização, precisão e sensibilidade artística.
Mais do que executar músicas, a Orquestra propõe uma experiência que conecta plateias de todas as idades com a história viva da música brasileira — de Carlos Gomes a Hermeto Pascoal, de Villa-Lobos a Chiquinha Gonzaga, de Tom Jobim a Egberto Gismonti.
SOBRE AS CONVIDADAS:
Elô Gonzaga - Elô Gonzaga é uma sambista de Florianópolis/SC. Sua trajetória musical, que tem o samba como gênero principal, começou no convívio familiar, com a herança ancestral do Cacumbi, e se desenvolveu com o grupo "Novos Bambas". Entre o início dos anos 2000 e os dias atuais, participou de shows de sambistas renomados como Dona Ivone Lara, Beth Carvalho, Diogo Nogueira, e Nei Lopes. Sua carreira solo iniciou entre 2018/2019 com a música "POEIRA". Elô Gonzaga preserva as tradições da música brasileira e, ao mesmo tempo, moderniza o samba. Atualmente, ela acumula 500.000 *streams* e mais de 2 milhões de reproduções no TIK TOK. Seu novo projeto, "QUINTAL DA ELÔ GONZAGA", terá início no segundo semestre de 2023, com gravação de um audiovisual e turnê prevista para 2024.
Bárbara Damásio - Cantora, produtora e ativista cultural de Santa Catarina, Bárbara lidera há aproximadamente 15 anos o projeto Samba de Bárbara, em Itajaí, contribuindo para manter viva a tradição do samba no sul do país. Seu trabalho também inclui o premiado DVD “Você é mesmo essa flor”, com participação de Elza Soares.
Camélia Martins - Com cerca de 22 anos de carreira, Camélia é uma voz expressiva do samba em Florianópolis, transitando com naturalidade por influências de forró e clássicos da MPB. Ela já dividiu o palco com artistas como Lenine, João Donato e Camerata Florianópolis, e tem raízes artísticas que remontam a Clara Nunes e Cartola.
Juliana D Passos - Paulista radicada em Florianópolis, Juliana é uma artista multifacetada com mais de 25 anos de carreira. À frente do projeto Macumbaria, ela celebra a cultura afro-brasileira por meio de sambas enriquecidos com elementos de soul, maracatu, axé e reggae. Seu canal no YouTube acumula mais de 50 milhões de visualizações.
Classificação indicativa: livre
Nos dias 27 e 28 de fevereiro e 1º de março, o ator Gregório Duvivier leva ao palco do Teatro Ademir Rosa, no Centro Integrado de Cultura (CIC), o espetáculo "O Céu da Língua". Serão apresentadas seis sessões: às 19h e 21h30 na sexta-feira; às 18h30 e 21h no sábado; e às 17h e 19h30 no domingo. Ingressos à venda no site Disk Ingressos.
Quem tem medo de poesia? Gregório Duvivier não faz parte deste grupo e, como um apaixonado, faz de tudo para persuadir os outros das qualidades do seu objeto de encanto – até mesmo criar um espetáculo sobre o assunto. No monólogo cômico “O Céu da Língua”, o artista usa o seu discurso sedutor para convencer o público de que tropeçamos diariamente na poesia e o assunto é prazeroso e divertido.
O espetáculo estreou em Portugal em 2024, chegou do Brasil em fevereiro de 2025, ano em que cumpriu uma extensa turnê que já acumula mais de 140 mil espectadores e diversas sessões extras na última temporada.
“A poesia é uma fonte de humor involuntário, motivo de chacota”, reconhece o ator, que cursou a faculdade de Letras na PUC do Rio de Janeiro e publicou três livros sobre o gênero literário. “Escrevi uma peça que pode ajudar alguém a enxergar melhor o que os poetas querem dizer e, para isso, a gente precisa trocar os óculos de leitura”.
A direção é da atriz Luciana Paes, parceira de Gregório nos improvisos do espetáculo Portátil. No palco, com cenografia de Dina Salem Levy, o instrumentista Pedro Aune cria ambientação musical com o seu contrabaixo, e a designer Theodora Duvivier, irmã do comediante, manipula as projeções exibidas ao fundo da cena. O resto é só o comediante e sua lábia desafiadora: “Acredito que o Gregório tem ideias para jogar no mundo e, com essa crença, a coisa me move independentemente de qualquer rótulo”, diz Luciana, uma das fundadoras da celebrada Cia. Hiato, que estreia na função de diretora teatral.
“O Céu da Língua” não é um recital e tampouco o artista declamará Castro Alves, Fernando Pessoa ou Carlos Drummond de Andrade. Por outro lado, garante Luciana, a dramaturgia de Gregório não deixa de ser poética neste “stand-up comedy pegadinha”, como ela bem define. “O Gregório simpático e engraçado está no palco ao lado do Gregório intelectual com seu fluxo de pensamento ininterrupto e imagino que, por isso, a plateia deve embarcar na proposta”, aposta a diretora. “Ele, graças aos seus recursos de ator, pega o público distraído e ninguém resiste quando é surpreendido por alguém apaixonado.”
Toda linguagem é um acordo e, se você entende, tudo bem. Gregório, desde a infância, carrega uma obsessão pela palavra, pela comunicação verbal, pela língua portuguesa. Assim o protagonista, por exemplo, brinca com códigos, como aqueles que, em sua maioria, só são decifrados por pais e filhos ou casais enamorados.
As reformas ortográficas que tiram letras de circulação e derrubam acentos capazes de alterar o sentido das palavras inspiram o artista em tiradas bem-humoradas. O mesmo acontece quando ele comenta a ressurreição de palavras esquecidas, como “irado”, “sinistro” e “brutal”, que voltaram ressignificadas ao vocabulário dos jovens. E aquelas que só de ouvi-las geram sensações estranhas, a exemplo de afta, íngua, seborreia, ou outras, inventadas, repetidas à exaustão, como “atravessamento”, “namorido” ou “almojanta”? Até destas Gregório extrai humor.
Para o artista, a língua é algo que nos une, nos move, mas raramente damos atenção a ela. É só pensar nas metáforas usadas no cotidiano – “batata da perna”, “céu da boca”, “pisando em ovos”. Nesta hora, usamos a poesia e nem percebemos. Para provar que a poesia é popular, Gregório chama atenção para os grandes letristas da música brasileira, como Orestes Barbosa e Caetano Veloso, citados em “O Céu da Língua” através das canções “Chão de Estrelas” (1937) e “Livros” (1997). “Os nossos compositores conseguiram realizar o sonho de Oswald de Andrade de levar poesia para as massas”, festeja o ator.
Nesta cumplicidade com a plateia, Gregório mostra gradativamente que a poesia não tem nada de hermética e, claro, homenageia Portugal, o país que emprestou ao Brasil a sua língua para que todos se comunicassem. Além de Fernando Pessoa, o ator evoca o poeta Eugênio de Andrade e lembra de que a origem de “O Céu da Língua” está relacionada ao espetáculo “Um Português e Um Brasileiro Entram no Bar”. O divertido intercâmbio linguístico colocou no mesmo palco Gregório e o humorista luso Ricardo Araújo Pereira em improvisações sobre o idioma que os une.
O CÉU DA LÍNGUA
Texto: Gregorio Duvivier e Luciana Paes
Interpretação: Gregorio Duvivier
Direção: Luciana Paes
Direção musical e execução da trilha: Pedro Aune
Assistente de direção e projeções: Theodora Duvivier
Iluminação: Ana Luzia de Simoni
Cenografia: Dina Salem Levy
Assistente de cenografia: Alice Cruz
Figurinos: Elisa Faulhaber e Brunella Provvidente
Visagismo: Vanessa Andrea
Designer gráfico publicação: Estúdio M-CAU – Maria Cau Levy e Ana David
Identidade visual divulgação: Laercio Lopo
Comunicação: Raquel Murano
Marketing digital: Renato Passos
Assessoria de Comunicação: Pedro Neves
Fotos: Demian Jacob, Priscila Prade, Joana Calejo Pires e Raquel Pelicano
Diretor técnico: Lelê Siqueira
Diretor de palco: Reynaldo Thomaz
Técnico de som: Dugg Mont
Assistente de palco: Daniela Mattos
Gerente de Projetos: Andréia Porto
Assistente de produção: João Byington de Faria
Produção executiva: Lucas Lentini
Direção de produção: Clarissa Rockenbach e Fernando Padilha
Produção: Pad Rok
Classificação indicativa: 12 anos
Duração: 70 minutos