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Um evento totalmente dedicado à cultura. Assim foi a Reunião de Alto Nivel de Representantes Ministeriais e Institucionais de Cultura de Ibero-América. Nos dias 3 e 4 de julho, vice-ministros de Cultura e secretários de Cultura de governos, além de diretores de fundações culturais e governamentais da área cultural de 18 países da Ibero-América, estiveram reunidos em São Paulo para trocar experiências e dialogar, com o intuito de ampliar o fomento e a economia criativa. Ana Lúcia Coutinho, presidente da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), participou do evento como representante do governo do Estado de Santa Catarina.

Além da exposição de iniciativas de sucesso ao redor do mundo, o encontro, realizado pela Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI), contou com os seguintes paineis: “Atualidade da Carta Cultural Ibero-americana no Contexto Regional”, "Cultura e Agenda 2030 no contexto Ibero-americano", "Financiamento da Cultura", "Cultura, cidadania e transformação social na Ibero-América", "O papel da cultura no desenvolvimento das cidades", "Direitos autorais: a propriedade intelectual no contexto do desenvolvimento digital", "Educação, arte e cultura" e "Gestão cultural na Ibero-América".

A Carta Cultural da Ibero-América também foi abordada ao longo dos dois dias de evento. O documento é o instrumento de política cultural de maior importância e alcance na Ibero-América.

"Um evento como esse é de extrema importância, pois reúne os países da Ibero-América preocupados com os rumos da cultura nos mais variados segmentos e linguagens. O desenvolvimento cultural potencializa a economia. A aplicabilidade de ações culturais garante os direitos do cidadão. É base de vivência no exercício da cidadania. Compartilhar experiências na gestão pública, como valor fundamental para o desenvolvimento de um país, é ponto fundamental para se atingir esses objetivos. A cultura nos concilia com o coletivo, aponta caminhos de vivência com a educação, com o meio ambiente, com a saúde, com o turismo, com a economia criativa. Essa complexidade nos faz refletir cada vez mais a relação de exigência estratégica no caminho da inovação. É preciso que os profissionais da cultura encarem a gestão cultural como algo fundamental para o desenvolvimento das artes e do patrimônio cultural. Reuniões como o da OEI permitem o partilhamento de experiência nesses países. Permite construir uma agenda colocando a cultura no centro dos debates políticos", avalia Ana Lúcia Coutinho.