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Pensar o lugar pode ter sentidos diferentes. Para os que ficam, no lugar de origem, da primeira casa, ele pode ser uma noção de pertencimento, mas para os que viajam e exploram territórios estrangeiros, lugar é antes uma descoberta. Em cidades grandes ou capitais, no contexto cosmopolita sempre a procura de relações humanas se dá por algum tipo de identificação. Seja por gosto, opções ou escolhas por modos de vida. No caso dos artistas aqui reunidos, se deu pelo sotaque, o gosto pela polenta, pelo strudel, pelo pinhão, chimia ou só o simples fato de saber o que significa chimia, motivos suficientes para um contato entre pessoas do interior catarina.

A cultura do estado é mista pelo fato de ser tomada de imigração. A própria palavra “chimia” é um neologismo de mistura entre alemães e italianos. Ao mesmo tempo em que essas misturas são ricas em termos gastronômicos, culturais, da terra e costumes com uma estética curiosa, há uma educação rígida, cristã e por (muitas) vezes repressora que faz ode ao trabalho, principalmente braçal e ao conservadorismo, longe de considerar arte uma ocupação plausível ou profissional.

Os sete artistas nasceram e/ou foram criados em cidades em que a criação é moldada por todas essas relações, são Concórdia, Chapecó, Joaçaba, Lages, Guabiruba, Jaraguá do Sul e Rio do Sul. Assim, o lugar, deslocamento, e fronteiras como formadores e modificadores de nossa identidade, são, em seus duplos sentidos usados como objeto de pensamento e criação dos trabalhos aqui propostos.

Com trabalhos de Diana Chiodelli, Gabi Bresola, Marcos Walickosky, Mariana Berta, Priscila L. Kolling, Sebastião G. Branco e Tina Merz., este circuito da “Interior” conta com uma nova publicação e ações paralelas, realizadas por cada artista que acompanhará as viagens no interior do estado.

A exposição circulou, em 2017, pela Rede Sesc de Galerias em Joaçaba e São Bento do Sul, e agora iniciou sua Circulação 2018, através do Prêmio Elisabete Anderle 2017, passando por Lages, Concórdia, agora Chapecó e em agosto Criciúma.

A abertura da “Interior” em Chapecó contará com a exibição do filme "A casa morta de meus avós" (2017) de Leandro Cordeiro, um documentário de 6 minutos com fotografias de uma casa dias antes de ser demolida e um poema.

Para conversar com o público sobre a produção artística e assuntos relacionados aos que a exposição e filme propõem, Ilka Goldschmidt e Cassemiro Vitorino são os convidados que estarão com artistas da exposição no dia 6 de julho, sexta-feira, 20h, na Casa dos Fundos, com vinho colonial e quitutes típicos de interior.
 

A entrada é gratuita e a classificação livre.

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Exposição coletiva “Interior”

 

abertura: 06/07, sexta-feira, 20h

visitação: até 30/07

segunda - sábado | com agendamento prévio

pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

ou pelo telefone (49) 98824-8877

Casa dos Fundos (Rua São João, 250E, Centro)

entrada gratuita | classificação livre

Acompanhe o circuito na página do facebook e pelo instagram: @ombuproducao

Mais infos sobre o projeto: www.ombuproducao.com/interior

Evento no facebook: www.facebook.com/events/414988838986708

Contato: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. | 48 99155-9985 e 48 99856-3167