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"É um relógio único no mundo", afirmou, emocionado, o artesão Geraldo Ziebarth, de 81 anos, responsável pelo conserto de uma peça especial, patrimônio dos catarinenses: um relógio construído em 1943 e adquirido pelo Governo do Estado em 1945 durante o mandato de Nereu Ramos.

O relógio é praticamente todo confeccionando em madeira de Imbuia - inclusive as engrenagens, o que é algo considerado raro. Apenas alguns eixos e parafusos são feitos com outros materiais metálicos. Os ponteiros e números romanos são feitos em madeira de pau-marfim.

A estrutura levou mais de 11 anos para ser restaurada e, a partir desta sexta, 08, poderá ser vista no Museu Histórico de Santa Catarina, sediado no Palácio Cruz e Sousa, em Florianópolis. 

A peça ganhou notoriedade na imprensa dos anos 1940 por ser um relógio de alta precisão. Foi construída utilizando uma técnica tradicional da cultura alemã, com madeira entalhada e engrenagens que garantem a marcação das horas, da data e das fases da lua. Manualmente, ainda é possível registrar as estações do ano. A peça ficou por mais uma década sob os cuidados do artesão Geraldo Ziebarth, filho do idealizador do projeto que, ao longo dos últimos anos, desvendou o sistema de funcionamento do relógio e confeccionou novas peças para substituir as que estavam estragadas. Tanto Geraldo, como o pai, o construtor do relógio, Alvino Ziebarth, são de São Bento do Sul, no Norte de Santa Catarina.

06112019 mhsc mhm 8048Durante dois dias (6 e 7 de novembro) o artesão montou o relógio no local onde ficará exposto: a Sala dos Governadores. O trabalho de montagem foi realizado com a precisão e a delicadeza que a peça exigia. A ação foi acompanhada por técnicos da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), órgão que administra o Museu Histórico de Santa Catarina. Ao fim do trabalho, o artesão recebeu um certificado de honra ao mérito pelos serviços prestados na preservação da memória catarinense.

A peça é chamada de “Relógio Histórico Alvino Ziebarth", em homenagem ao construtor. Integra o patrimônio do Governo do Estado de Santa Catarina (Casa Civil).

 

Ascom FCC

 

 

O Museu Histórico de Santa Catarina, sediado no Palácio Cruz e Sousa, recebe a Bienal Black Brazil Art, com o tema “Mulheres (in)Visíveis”. A mostra será aberta no dia 07 de novembro, 2019, na Sala Martinho Haro.  A exposição coletiva faz parte do circuito da Bienal que terá atividades nas três capitais da região Sul.  As obras expostas foram escolhidas por meio de um processo de seleção.

A proposta é dar visibilidade à produção artística de mulheres anônimas, principalmente das mulheres negras, por meio de um mapeamento das artes produzidas por mulheres de todo o Brasil e do exterior, o que reforça o olhar e a narrativa da ausência dessa temática nos espaços de diálogos artísticos como museus e galerias, destacando o silenciamento constante. Para a curadoria da exposição, a bienal oferece uma visão geral da produção artística de mulheres, com um recorte especial para a produção de negras, e destaca trabalhos figurativos, narrativas sobre dor, violências, feminismo e a participação ativa nas artes visuais. "Com o objetivo claro de abrir a discussão para a arte de mulheres esquecidas pela sociedade, apresentamos trabalhos poderosos e pungentes de diversos artistas contemporâneos do país", resume a organizadora Patricia Brito.

A mostra terá obras de Ana Maria, Claudia Escobar, Fiamma Viola, Georgia Lobo, Isabela Saramago, Jessica Diskin, Julia Ferreira, Laia Orisa, MaiMi, Marcela Bruna, Marcelo Vale Rio, Mayara Smith, Michele Micha, Monique Cavalcanti (Gugie), Òkun, Susan Mendes, Tamara Maia, Vitoria Caroline.

Atividades paralelas à mostra estão sendo organizadas, entre as quais, a Feira Afro Artesanal que será realizada no dia 07, quinta-feira, das 17h às 20h30, nos Jardins do Museu Histórico.

Serviço:

1ª Bienal Black Brazil Art
Visitação: de 8 de novembro a 1º de dezembro
Quanto: Ingresso R$ 5 (inteira) e R$ 2 (meia)
Local: Museu Histórico de Santa Catarina / Palácio Cruz e Sousa - Sala Martinho Haro (Praça
XV de Novembro - Florianópolis)
Horário: de terça a sexta, das 10h às 18h e sábados, domingos e feriados, das 10h às 16h
Classificação indicativa: 16 anos.

Feira Afro Artesanal 
Data: 07, quinta-feira
Horário: das 17h às 20h30
Local: Jardins do Museu Histórico.

Informamos que no dia 6 de novembro de 2019, próxima quarta feira, não haverá aula do Projeto Yoga no Palácio, no Auditório do Museu Histórico de Santa Catarina. As atividades voltam ao normal na segunda-feira (11), das 18h30 às 20h.

No segundo semestre de 2019 as aulas do projeto tem ocorrido sempre às quartas-feiras, das 16h às 17h30, com o professor Cristiano Ogasavara Simões; e às segundas-feiras, das 18h30 às 20h, com o professor Tales Nunes. As aulas têm entrada gratuita, sem necessidade de inscrição prévia. As turmas são formadas por ordem de chegada, com limite de 25 alunos por horário.

O projeto Yoga no Palácio é uma parceria da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), administradora do espaço, e do Curso de Extensão Projeto Práticas Corporais do Centro de Desportos da Universidade Federal de Santa Catarina (CDS/UFSC). Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (48) 3665-6363.

Os Jardins do Museu Histórico de Santa Catarina, localizado no Palácio Cruz e Sousa, centro de Florianópolis, recebem nesta quinta-feira (10), às 12h, a apresentação da Orquestra de Choro Campeche. A atração faz parte do 2º Festival de Choro Primavera e tem entrada gratuita.

A Orquestra de Choro Campeche é um grupo composto por
estudantes de música da Escola Portátil de Música de Florianópolis, projeto realizado em parceria com o Instituto casa do Choro do Rio de Janeiro. Coordenada pelo bandolinista Geraldo Vargas, dedica-se, além da execução de arranjos, ao estudo de melodias e harmonias no universo rítmico do Choro dentro do repertório de grandes compositores do estilo.

A Orquestra reúne atualmente 15 estudantes de música das
comunidades principalmente do Sul da Ilha e ensaia semanalmente o repertório de arranjos elaborados para sua formação que inclui bandolins, cavaquinhos, violões, flautas, clarinetes, acordeom e percussão.

Serviço:

O quê: Apresentação da Orquestra de Choro Campeche
Quando: 10/10/2019, às 12h
Onde: Jardins do Museu Histórico de Santa Catarina - Localizado no Palácio Cruz e Sousa
Entradas pelas ruas Tenente Silveira, Trajano e Praça XV
Entrada gratuita

O Museu Histórico de Santa Catarina recebe a partir do dia 10 de outubro, às 19h, a exposição Um centenário de histórias. Com curadoria de Elisiana Trilha Castro e Anna Julia Borges Serafim, a mostra apresenta parte do acervo do Memorial Funerário Mathias Haas (MHaas) como cruzes, anjos, lápides e fotografias. A visitação fica aberta até 4 de novembro de 2019, de terça a sexta-feira, das 10h às 18h; sábados e domingos, das 10h às 16h.

Sob coordenação do Memorial Funerário Mathias Haas, a mostra é parte das ações realizadas pela empresa Haas em comemoração aos seus 100 anos em 2018. O Memorial é uma iniciativa da empresa e foi inaugurado em 2017. Ele é o primeiro museu do Brasil dedicado à preservação e difusão do patrimônio cultural funerário com um acervo sobre a história da morte e dos cemitérios.

A exposição apresenta, ainda, o projeto Inventário do Cemitério da Comunidade da Igreja Evangélica de Confissão Luterana Blumenau-Centro, apoiado pela empresa Haas e pelo Memorial, que possibilitou o registro das unidades tumulares de valor cultural do cemitério que abriga parte da história de Blumenau em seu acervo material e imaterial.

Roda de conversa

No dia da abertura, às 17h30, haverá coffee break seguido de roda de conversa sobre Patrimônio Cultural Funerário Catarinense: intentários, um tombamento e muitos desafios, com o diretor de Patrimônio Cultural da FCC, Diego Fermo; o historiador da FCC, Fábio Richter; e a curadora Elisiana Castro (MHAAS).

Serviço:

O quê: Exposição Um centenário de histórias
Onde: Museu Histórico de Santa Catarina - Localizado no Palácio Cruz e Sousa
Praça XV de novembro - Centro - Florianópolis
Abertura: 10 de outubro de 2019, às 19h
Visitação: de 11 de outubro a 4 de novembro de 2019. De terça a sexta-feira, das 10h às 18h; sábados e domingos, das 10h às 16h.
Ingresso: R$ 5 inteira; R$ 2 meia-entrada mediante comprovação, para estudantes; menores de 18 anos; doadores de sangue registrados em hemocentros de Santa Catarina; professores exercendo docência nos níveis infantil, fundamental e médio. Entrada gratuita, mediante comprovação, para professores acompanhando a turma; crianças com idade inferior a 5 anos; pessoas com deficiência; maiores de 60 anos; guias de turismo. Aos domingos, a entrada é gratuita para todos.