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Espaço de expressão de designers, fotógrafos e artistas visuais, as capas de discos que fizeram história na música nacional e internacional são o destaque da exposição Escolhidos pela Capa, que o Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS/SC) apresenta até 17 de fevereiro no Centro Integrado de Cultura (CIC), em Florianópolis. A mostra tem a curadoria dos DJs Marcelo Pimenta, Grazi Meyer, Jean Mafra, Felipe Martins e Gustavo Monteiro, que selecionaram o material entre os cerca de 5 mil discos do acervo do Museu.

Os DJs convidados pelo Museu para participar desta exposição também já foram parceiros em outra iniciativa: o projeto Discotecando no MIS, que divulga o conteúdo musical desses álbuns em festas realizadas no espaço expositivo do MIS/SC periodicamente. Desta vez, o propósito é enfatizar o conteúdo das capas. Cada DJ/curador apresenta um painel com 84 capas, divido em sete eixos temáticos de seleção, independentes ou não do conteúdo musical dos "bolachões".

Escolhidos pela capa traz à tona tendências estéticas, conceituais e narrativas de época e, ainda, questões atuais que perpassam a construção da cultura de massa. Cada DJ propõe, por meio de sua curadoria, um revisitar crítico sobre essas questões, sendo a antítese mesma ao título e proposta dessa exposição.

A expoição conta, ainda, com duas TVs exibindo capas e músicas de discos em exposição, projeções de fotos das edições do Discotecando no MIS, pista de dança com musica ambiente e exposição de vitrolas do acervo do Museu. A produção catarinense também terá espaço com a exibição dos melhores álbuns, EPs e singles de 2018, lançados pelo portal Rifferama (rifferama.com), especializado em música catarinense, parceiro e apoiador do MIS-SC.

As capas

A produção dos primeiros discos, em goma-laca 78 RPM (rotações por minuto), era feita como qualquer outro produto e suas capas tinham a função básica de identificar o nome do artista e servir como embalagem/proteção para o material, que era extremamente frágil. No fim da década de 1930, o designer nova iorquino Alex Steinweiss, da gravadora Columbia Records, entendeu algo que hoje nos parece óbvio: a embalagem é uma ótima maneira de encantar o consumidor.

Ao longo do tempo, as capas tornaram-se tão importantes quanto o disco em si, atingindo seu auge nos anos 1960 e 1970, quando artistas consagrados passaram a ser contratados para criar artes exclusivas e inovadoras para os discos de vinil. Hoje, mesmo na era digital, as capas dos discos já estão de tal maneira presentes no nosso imaginário que até os novos formatos com arquivos e aplicativos que facilitam o acesso à música ainda destinam um espaço a elas, ao mesmo tempo em que vemos ressurgir lançamentos de álbuns atuais em LP.


DJs e suas escolhas


DJ Marcelo Pimenta
Morador de Florianópolis há 16 anos, o mineiro Marcelo Pimenta, é o criador do projeto Nação Balanço, em 2005, que circulou por várias casas durantes muitos anos na Ilha. Desde então, muitos foram os desdobramentos desse projeto e as viradas em sua carreira que também incluem a participação em vários shows locais, nacionais e internacionais.

Para a exposição não poderia ser diferente: Pimenta dará ênfase à música brasileira, traduzindo-a também em cores e imagens. "Viajar pelo universo musical como 'pesquisador' é algo viciante e maravilhoso. A imersão é tamanha, que são necessários dispositivos de resgate para o mundo 'real'", explica. "O Brasil, nesse ano de 2018, foi cenário de tantos desafios, frustrações e desilusões. De modo que eu não poderia deixar de retratá-los aqui, mesmo que minimamente, com um pingo de humor, política, sexualidade, fake news, gente, amores e futuro. Nesse Brasil de tantas caras, cores e sons: Quem somos? E o que seremos em 2019?", complementa o DJ.

DJ Grazi Meyer
Além de DJ, é atriz, performer, professora de pole e dança, sócia proprietária do Maravilhosas Pole-Dança e criadora do Maravilhosas Corpo de Baile - um coletivo ARtivista Feminista que por meio da dança e do encontro promove o resgate e a ampliação da autoestima feminina. E é justamente o universo da produção musical protagonizada por mulheres que Grazi traz para a exposição.

"Nascer, ser lida como, tornar-se mulher... é existir num estado eterno de inadequação. Somos consideradas fracas, inaptas, incapazes, menores, menos importantes. Somos objetificadas e tiradas da condição de sujeito das nossas próprias vivências. A participação da mulher na sociedade, comumente é vista como acessório, somos vistas como musas que inspiram, não como artistas criadoras; como as que apoiam e estão sempre ao lado de um grande homem, criando os meios necessários para que as obras primas sejam possíveis e não como seres pensantes, pulsantes, com histórias para contar e talentos a explorar", diz Grazi. A DJ explica que buscou mulheres que representassem o feminino e encontrou alguns homens que se permitiram estar ao lado do feminino, a experimentar, mesmo que brevemente, a não masculinidade. "E afinal de contas: O que é uma mulher? Uma mulher é sempre uma mulher?", questiona.

DJ Jean Mafra
DJ, músico e pesquisador. Trabalha na área musical desde 2005. Compõe, produz, pesquisa e discoteca. Criador da Samambaia Sound Club, banda na qual foi vocalista e compositor, gravando 2 CDs e realizando mais de duas centenas de shows por todos os estados do sul e sudeste. Foi um dos responsáveis pelo coletivo de bandas Clube da Luta, gravou diversos trabalhos solo e em parceria com outros artistas, atua como produtor e discoteca regularmente mixando música brasileira, eletro, pop, entre outros ritmos.

"O Brazil não conhece o Brasil", a partir da citação de Querelas do Brasil, gravada por Elis Regina, Jean apresenta seu conceito para esta exposição. "Sou dos que pesquisa canções e discos, procura novos e velhos artistas e tenta organizá-los, amalgamá-los em momentos em que o DJ, tipo eu, é o Xamã que sente a pista como um corpo com febre e o incendeia rumo ao êxtase. A pista é uma metáfora também. Assim como o Brasil, com z ou com s", pontua. "O Brasil é caipira-pira-pora para enfeitar a noite do meu bem. É um país que olha pra si através de um espelho que lhe tenta transformar em outro: ora mais branco e menos 'latino', ora mais francês ou norte-americano e menos afrodescendente ou Tupi-guarani", diz Jean.

DJ Felipe Martins
Dono de um repertório quente e altamente dançante, traz no seu trabalho a versatilidade reconhecida no meio profissional, assim como sua ideologia de trabalho que valoriza a cultura brasileira e os ritmos nacionais. Com base na música negra, seu estilo abrange o universo da música brasileira e ritmos latinos em geral. Possui um vasto repertório, que vai de raridades ao que há de mais novo, sempre interessado pelas mais novas tecnologias e tendências musicais. Ao longo de seus quase 10 anos de pista já dividiu espaço com artistas como Emicida, Marcelo D2, B. Negão, Tropkillaz, DJ CIA (RZO), Kl Jay (Racionais MCs), Black Alien, Karol Conka, Tahira, Donavon Frankenreiter, As Bahias e a Cozinha Mineira, Criolo, DJ Nuts, Di Melo, entre outros. Atualmente, Felipe é residente na festa BAILA, em Florianópolis, e participa das principais festas do Lagoa-Caraíva, Bahia.

O DJ aborda, em sua contribuição para a mostra, questões da atualidade. “O que já foi tabu? O que não é mais? O que ainda é? E o que voltou a ser? Minhas escolhas refletem questões mais atuais do que nunca, embora sempre estivessem aí: corpo, sexualidade, objetificação, o lugar da mulher na sociedade, a construção e desconstrução da masculinidade e o conceito de família. Como construímos essas imagens? Como olhamos para elas? Como elas nos olham? Essas imagens nos constroem ou somos construídos por elas?", questiona.

DJ Gustavo Monteiro
Gustavo Monteiro era o DJ que comandava as festas do Clube da Luta, um dos principais movimentos/coletivos de música autoral catarinense. Usando o codinome Zé Pereira, embalava o intervalo entre as bandas e finalizava as festas com o tradicional "bailinho do Zé Pereira". Hoje, a presença de Gustavo Monteiro é constante nas principais festas do cenário musical alternativo de Florianópolis.

Gustavo Monteiro cresceu em meio à coleção de discos dos pais. Os LPs foram sua "babá". "Eles trabalhavam fora o dia inteiro e eu ficava ‘sozinho’ com os discos", relembra.

Para a exposição, Gustavo reviveu as lembranças das tardes que passou na companhia dos discos daquilo que sempre o atraiu nas capas: o design dos letreiros dos discos e das bandas. "As fotografias em preto e branco me lembram muito do cinema mais antigo, de que também gosto bastante. Também me chamavam a atenção as paisagens e a psicodelia, referências à música e a outras culturas e etnias que fugiam do contexto de Estados Unidos e Inglaterra”, completa.


Serviço:

O quê: Exposição Escolhidos pela Capa
Onde: Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS/SC) - Localizado no Centro Integrado de Cultura (CIC)
Avenida Governador Irineu Bornhausen, 5600 - Agronômica - Florianópolis
Visitação: de 21 de dezembro de 2018 a 17 de fevereiro de 2019. De terça-feira a domingo, das 10h às 21h.
Classificação Indicativa: 12 anos
Entrada gratuita
Mais informações: (48) 3664-2650

Devido à grande procura por ingressos, haverá  uma segunda sessão do projeto Cinema ao Vivo Especial, com exibição do filmeEncouraçado Potemkin.  A sessão extra será nesta quarta-feira, dia 23, às 21h45, na Sala de Cinema do Centro Integrado de Cultura (CIC)O clássico do cinema mudo russo de 1925 terá trilha sonora executada ao vivo pela banda paulista ATR - Aeromoças e Tenistas Russas . Os ingressos estão à venda na bilheteria do CIC, por R$20 inteira e R$10 meia-entrada.

Os ingressos para a primeira sessão, marcada para às 20h, encerraram em poucas horas, por isso, a administração do Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS/SC) e os músicos decidiram disponibilizar mais uma apresentação.  A edição especial do projeto, idealizado pela equipe técnica do MIS/SC, conta com a uma montagem criada pela banda ATR, que é de São Carlos (SP) e está em turnê pelo Sul do Brasil. Para o clássico russo, o grupo apresenta sua proposta de trilha sonora com elementos de synthwaveOs integrantes têm uma relação próxima com o campo audiovisual, seja pela formação acadêmica em cursos universitários de Cinema e TV ou pelo envolvimento com projetos de live cinema. 

“Escolhemos o filme O Encouraçado Potemkin pois ele representa um marco na história do cinema, utilizando técnicas de filmagem e montagem muito inovadoras para a época. Além disso, o enredo do filme, sobre uma revolta de marinheiros de um navio de guerra na Rússia czarista, nos faz pensar e traçar paralelos com o contexto atual”, afirma o guitarrista Gustavo Koshikumo. Sergei Eisenstein, o diretor do filme, frisou que gostaria que a produção tivesse sua trilha refeita de tempos em tempos para que ele ficasse sempre atual. “Usamos no palco três sintetizadores, bateria eletrônica e samplers. O resultado é bem diferente da versão original”, avisa o baixista Juliano Parreira. “A trilha foi composta num período de três meses em 2018, e já foi apresentada ao vivo no Sesc Jundiaí e no Sesc Bom Retiro” explica Eduardo Porto, baterista.

O filme*

Encouraçado Potemkin
Título original: Bronenosets Potyomkin
Ano: 1925 
Duração: 1h12min
Direção: Sergueï Mikhailovich Eisenstein, Grigori Aleksandrov
Elenco: Grigori Aleksandrov, Sergueï Mikhailovich Eisenstein, Aleksandr Antonov
Gênero: Drama / Histórico
País: Rússia
Sinopse: Em 1905, na Rússia czarista, aconteceu um levante que pressagiou a Revolução de 1917. Tudo começou no navio de guerra Potemkin quando os marinheiros estavam cansados de serem maltratados, sendo que até carne estragada lhes era dada com o médico de bordo insistindo que ela era perfeitamente comestível. Alguns marinheiros se recusam em comer esta carne, então os oficiais do navio ordenam a execução deles. A tensão aumenta e, gradativamente, a situação sai cada vez mais do controle. Logo depois dos gatilhos serem apertados Vakulinchuk (Aleksandr Antonov), um marinheiro, grita para os soldados e pede para eles pensarem e decidirem se estão com os oficiais ou com os marinheiros. Os soldados hesitam e então abaixam suas armas. Louco de ódio, um oficial tenta agarrar um dos rifles e provoca uma revolta no navio, na qual o marinheiro é morto. Mas isto seria apenas o início de uma grande tragédia.
(*Fonte: site Adoro Cinema)

A banda

ATR é um projeto de música instrumental que mescla dançantes vertentes do rock e da música eletrônica, como house music e synthwave. Os músicos já realizaram mais de 400 shows pelo Brasil, incluindo importantes eventos como a Virada Cultural, Festival Universo Paralello, Festival Bananada, além de passagens pela América Latina e Europa, com destaque para as feiras Circulart, MIL e Primavera Pro. Em 2018, comemoraram 10 anos de carreira com o lançamento do quinto trabalho autoral, o EP Mood, em que as experimentações com a estética eletrônica são ainda mais evidentes. O grupo é composto por Juliano Parreira (contabaixo e sinthbass), Gustavo Koshikumo (guitarra e sintetizador) e Eduardo Porto (bateria e spd-x).

 

Serviço:

O quê: Cinema ao Vivo
Filme: Encouraçado Potemkin
Trilha sonora ao vivo: Banda ATR- Aeromoças e Tenistas Russas
Quando: 23 de janeiro de 2019, às 20h e 21h45.
Onde: Cinema do Centro Integrado de Cultura (CIC)
Avenida Governador Irineu Bornhausen, 5600 - Agronômica - Florianópolis (SC)
Ingressos: R$20 inteira e R$10 meia-entrada (mediante comprovação na entrada do evento).
À venda na bilheteria do CIC das 13h até o horário do espetáculo
Classificação etária: 10 anos
Informações: (48) 3664-2650.

O Cinema ao Vivo está de volta em uma edição especial neste mês de janeiro, com a exibição do drama histórico Encouraçado Potemkin, um clássico do cinema mudo russo de 1925. A trilha sonora será feita ao vivo pela banda paulista ATR - Aeromoças e Tenistas Russas, no dia 23 de janeiro, às 20h, no Cinema do Centro Integrado de Cultura (CIC). Os ingressos estarão à venda na bilheteria do CIC a partir de 22 de janeiro, por R$20 inteira e R$10 meia-entrada.

O projeto do Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS/SC) recebe a banda ATR- Aeromoças e Tenistas Russas, de São Carlos (SP), que está em turnê pelo sul do Brasil. Os integrantes têm uma relação próxima com o campo audiovisual, seja pela formação acadêmica em cursos universitários de Cinema e TV ou pelo envolvimento com projetos de live cinema. Para o clássico russo, a ATR apresenta sua proposta de trilha sonora com elementos de synthwave.

“Escolhemos o filme O Encouraçado Potemkin pois ele representa um marco na história do cinema, utilizando técnicas de filmagem e montagem muito inovadoras para a época. Além disso, o enredo do filme, sobre uma revolta de marinheiros de um navio de guerra na Rússia czarista, nos faz pensar e traçar paralelos com o contexto atual”, afirma o guitarrista Gustavo Koshikumo. Sergei Eisenstein, o diretor do filme, frisou que gostaria que a produção tivesse sua trilha refeita de tempos em tempos para que ele ficasse sempre atual. “Usamos no palco três sintetizadores, bateria eletrônica e samplers. O resultado é bem diferente da versão original”, avisa o baixista Juliano Parreira. “A trilha foi composta num período de três meses em 2018, e já foi apresentada ao vivo no Sesc Jundiaí e no Sesc Bom Retiro” explica Eduardo Porto, baterista.

O filme*

Encouraçado Potemkin
Título original: Bronenosets Potyomkin
Ano: 1925
Duração: 1h12min
Direção: Sergueï Mikhailovich Eisenstein, Grigori Aleksandrov
Elenco: Grigori Aleksandrov, Sergueï Mikhailovich Eisenstein, Aleksandr Antonov
Gênero: Drama / Histórico
País: Rússia
Sinopse: Em 1905, na Rússia czarista, aconteceu um levante que pressagiou a Revolução de 1917. Tudo começou no navio de guerra Potemkin quando os marinheiros estavam cansados de serem maltratados, sendo que até carne estragada lhes era dada com o médico de bordo insistindo que ela era perfeitamente comestível. Alguns marinheiros se recusam em comer esta carne, então os oficiais do navio ordenam a execução deles. A tensão aumenta e, gradativamente, a situação sai cada vez mais do controle. Logo depois dos gatilhos serem apertados Vakulinchuk (Aleksandr Antonov), um marinheiro, grita para os soldados e pede para eles pensarem e decidirem se estão com os oficiais ou com os marinheiros. Os soldados hesitam e então abaixam suas armas. Louco de ódio, um oficial tenta agarrar um dos rifles e provoca uma revolta no navio, na qual o marinheiro é morto. Mas isto seria apenas o início de uma grande tragédia.
(*Fonte: site Adoro Cinema)

A banda

ATR é um projeto de música instrumental que mescla dançantes vertentes do rock e da música eletrônica, como house music e synthwave. Os músicosp já realizaram mais de 400 shows pelo Brasil, incluindo importantes eventos como a Virada Cultural, Festival Universo Paralello, Festival Bananada, além de passagens pela América Latina e Europa, com destaque para as feiras Circulart, MIL e Primavera Pro.

Em 2018, comemoraram 10 anos de carreira com o lançamento do quinto trabalho autoral, o EP Mood, em que as experimentações com a estética eletrônica são ainda mais evidentes. O grupo é composto por Juliano Parreira (contabaixo e sinthbass), Gustavo Koshikumo (guitarra e sintetizador) e Eduardo Porto (bateria e spd-x).

O projeto

O Cinema ao Vivo teve início em 2015 e já adaptou para as telas quatro filmes, com a trilha sonora feita ao vivo a cada apresentação: Nosferatu (de F. W. Murnau, 1922), com a banda Skrotes; O Circo (de Charlie Chaplin, 1928), com a Banda da Lapa; A General (de Buster Keaton, 1926), com a Orquestra de Choro da Escola Livre de Música de Florianópolis; Tempos Modernos (de Charlie Chaplin, 1936), com a Orquestra Manancial da Alvorada; e Metrópolis (Fritz Lang, 1927), com Diogo de Haro e colaboração de Johanna Hirschler.

Sucesso incontestável de público, o projeto já levou quase 6 mil pessoas às 37 sessões que promoveu - todas com lotação esgotada. "A essência do Cinema ao Vivo é proporcionar ao público a oportunidade de assistir a grandes espetáculos que remontam às origens do cinema mundial. Assim, resgatamos a tradição do antigo cinema mudo, em que, devido a limitações tecnológicas, o som era executado ao vivo a cada exibição, o que tornava cada sessão única. Agora, com mais recursos, é possível criar uma atmosfera, onde o passado e o presente ganham uma nova relevância em termos de experiência cinematográfica”, explica a administradora do MIS/SC, Ana Lígia Becker.

Serviço:

O quê: Cinema ao Vivo
Filme: Encouraçado Potemkin
Trilha sonora ao vivo: Banda ATR- Aeromoças e Tenistas Russas
Quando: 23 de janeiro de 2019, às 20h.
Onde: Cinema do Centro Integrado de Cultura (CIC)
Avenida Governador Irineu Bornhausen, 5600 - Agronômica - Florianópolis (SC)
Ingressos: R$20 inteira e R$10 meia-entrada (mediante comprovação na entrada do evento).
À Venda nos dias 22 de janeiro (das 13h às 19h) e 23 de janeiro (das 13h até o horário do espetáculo), na bilheteria do CIC.
Classificação etária: 10 anos
Informações: (48) 3664-2650

O Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS/SC) promoveu um total de 181 eventos somente no ano de 2018, o que corresponde a um evento realizado a cada dois dias, aproximadamente. O Museu, administrado pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC), também é responsável, junto com a Assessoria de Comunicação do órgão, pelo programa de Rádio MISCUTA, veiculado pela Rádio Udesc FM de Florianópolis, que teve 48 edições ao longo do ano.

Toda essa produtividade atraiu um total de 21,9 mil pessoas, pelo menos, às atividades promovidas pelo MIS/SC. A programação incluiu 19 shows e performances audiovisuais; oito exposições (sendo uma itinerante); 142 sessões de filmes, com um total de 391 curtas ou longas exibidos; 12 oficinas e bate-papos; além da coordenação do Prêmio Catarinense de Cinema, registro e edição dos shows dos projetos TAC 8 Em Ponto e CIC 8:30 e todo trabalho de conservação e higienização do acervo. Com exceção do show MIS Verão, em janeiro, todos os eventos tiveram entrada gratuita e aberta à participação da comunidade.

"Acreditamos que o número de visitantes nas nossas oito exposições é, pelo menos, 70% maior do que o registrado. Isso se deve ao fato de que muitas pessoas vêm às mostras, mas não assinam o livro destinado ao controle do público", avalia Ana Lígia Becker, administradora do MIS/SC. "Para 2019, nosso apelo ao público é que não deixe de registrar sua presença, para que possamos ter uma ideia mais real de quantas pessoas atingimos com nossas ações", completa. O Museu estuda, ainda, a possibilidade de implantar algum sistema eletrônico para contagem de visitantes.

O MIS/SC está localizado no Centro Integrado de Cultura (CIC), em Florianópolis, e tem exposições abertas ao público de terça-feira a domingo, sempre das 10h às 21h.

Espaço de expressão de designers, fotógrafos e artistas visuais, as capas de discos que fizeram história na música nacional e internacional são o destaque da nova exposição que o Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS/SC) abrirá no dia 20 de dezembro de 2018, às 20h, no Centro Integrado de Cultura (CIC), em Florianópolis. "Escolhidos pela Capa" tem a curadoria dos DJs Marcelo Pimenta, Grazi Meyer, Jean Mafra, Felipe Martins e Gustavo Monteiro, que selecionaram o material entre os cerca de 5 mil discos do acervo do Museu. Na abertura, haverá uma discotecagem, com a participação dos curadores. A visitação segue até 17 de fevereiro, com entrada gratuita.

Os DJs convidados pelo Museu para participar desta exposição também já foram parceiros em outra iniciativa: o projeto Discotecando no MIS, que divulga o conteúdo musical desses álbuns em festas realizadas no espaço expositivo do MIS/SC periodicamente. Desta vez, o propósito é enfatizar o conteúdo das capas. Cada DJ/curador apresenta um painel com 84 capas, divido em sete eixos temáticos de seleção, independentes ou não do conteúdo musical dos "bolachões".

Escolhidos pela capa traz à tona tendências estéticas, conceituais e narrativas de época e, ainda, questões atuais que perpassam a construção da cultura de massa. Cada DJ propõe, por meio de sua curadoria, um revisitar crítico sobre essas questões, sendo a antítese mesma ao título e proposta dessa exposição.

A expoição terá, ainda, duas TVs exibindo capas e músicas de discos em exposição, projeções de fotos das edições do Discotecando no MIS, pista de dança com musica ambiente e exposição de vitrolas do acervo do Museu. A produção catarinense também terá espaço com a exibição dos melhores álbuns, EPs e singles de 2018, lançados pelo portal Rifferama (rifferama.com), especializado em música catarinense, parceiro e apoiador do MIS-SC.

As capas

A produção dos primeiros discos, em goma-laca 78 RPM (rotações por minuto), era feita como qualquer outro produto e suas capas tinham a função básica de identificar o nome do artista e servir como embalagem/proteção para o material, que era extremamente frágil. No fim da década de 1930, o designer nova iorquino Alex Steinweiss, da gravadora Columbia Records, entendeu algo que hoje nos parece óbvio: a embalagem é uma ótima maneira de encantar o consumidor.

Ao longo do tempo, as capas tornaram-se tão importantes quanto o disco em si, atingindo seu auge nos anos 1960 e 1970, quando artistas consagrados passaram a ser contratados para criar artes exclusivas e inovadoras para os discos de vinil. Hoje, mesmo na era digital, as capas dos discos já estão de tal maneira presentes no nosso imaginário que até os novos formatos com arquivos e aplicativos que facilitam o acesso à música ainda destinam um espaço a elas, ao mesmo tempo em que vemos ressurgir lançamentos de álbuns atuais em LP.


DJs e suas escolhas


DJ Marcelo Pimenta
Morador de Florianópolis há 16 anos, o mineiro Marcelo Pimenta, é o criador do projeto Nação Balanço, em 2005, que circulou por várias casas durantes muitos anos na Ilha. Desde então, muitos foram os desdobramentos desse projeto e as viradas em sua carreira que também incluem a participação em vários shows locais, nacionais e internacionais.

Para a exposição não poderia ser diferente: Pimenta dará ênfase à música brasileira, traduzindo-a também em cores e imagens. "Viajar pelo universo musical como 'pesquisador' é algo viciante e maravilhoso. A imersão é tamanha, que são necessários dispositivos de resgate para o mundo 'real'", explica. "O Brasil, nesse ano de 2018, foi cenário de tantos desafios, frustrações e desilusões. De modo que eu não poderia deixar de retratá-los aqui, mesmo que minimamente, com um pingo de humor, política, sexualidade, fake news, gente, amores e futuro. Nesse Brasil de tantas caras, cores e sons: Quem somos? E o que seremos em 2019?", complementa o DJ.

DJ Grazi Meyer 

Além de DJ, é atriz, performer, professora de pole e dança, sócia proprietária do Maravilhosas Pole-Dança e criadora do Maravilhosas Corpo de Baile - um coletivo ARtivista Feminista que por meio da dança e do encontro promove o resgate e a ampliação da autoestima feminina.  E é justamente o universo da produção musical protagonizada por mulheres que Grazi traz para a exposição.

"Nascer, ser lida como, tornar-se mulher... é existir num estado eterno de inadequação. Somos consideradas fracas, inaptas, incapazes, menores, menos importantes. Somos objetificadas e tiradas da condição de sujeito das nossas próprias vivências. A participação da mulher na sociedade, comumente é vista como acessório, somos vistas como musas que inspiram, não como artistas criadoras; como as que apoiam e estão sempre ao lado de um grande homem, criando os meios necessários para que as obras primas sejam possíveis e não como seres pensantes, pulsantes, com histórias para contar e talentos a explorar", diz Grazi. A DJ explica que buscou mulheres que representassem o feminino e encontrou alguns homens que se permitiram estar ao lado do feminino, a experimentar, mesmo que brevemente, a não masculinidade. "E afinal de contas: O que é uma mulher? Uma mulher é sempre uma mulher?", questiona.

DJ Jean Mafra

DJ, músico e pesquisador. Trabalha na área musical desde 2005. Compõe, produz, pesquisa e discoteca. Criador da Samambaia Sound Club, banda na qual foi vocalista e compositor, gravando 2 CDs e realizando mais de duas centenas de shows por todos os estados do sul e sudeste. Foi um dos responsáveis pelo coletivo de bandas Clube da Luta, gravou diversos trabalhos solo e em parceria com outros artistas, atua como produtor e discoteca regularmente mixando música brasileira, eletro, pop, entre outros ritmos.

"O Brazil não conhece o Brasil", a partir da citação de Querelas do Brasil, gravada por Elis Regina, Jean apresenta seu conceito para esta exposição. "Sou dos que pesquisa canções e discos, procura novos e velhos artistas e tenta organizá-los, amalgamá-los em momentos em que o DJ, tipo eu, é o Xamã que sente a pista como um corpo com febre e o incendeia rumo ao êxtase. A pista é uma metáfora também. Assim como o Brasil, com z ou com s", pontua. "O Brasil é caipira-pira-pora para enfeitar a noite do meu bem. É um país que olha pra si através de um espelho que lhe tenta transformar em outro: ora mais branco e menos 'latino', ora mais francês ou norte-americano e menos afrodescendente ou Tupi-guarani", diz Jean.

DJ Felipe Martins

Dono de um repertório quente e altamente dançante, traz no seu trabalho a versatilidade reconhecida no meio profissional, assim como sua ideologia de trabalho que valoriza a cultura brasileira e os ritmos nacionais. Com base na música negra, seu estilo abrange o universo da música brasileira e ritmos latinos em geral. Possui um vasto repertório, que vai de raridades ao que há de mais novo, sempre interessado pelas mais novas tecnologias e tendências musicais. Ao longo de seus quase 10 anos de pista já dividiu espaço com artistas como Emicida, Marcelo D2, B. Negão, Tropkillaz, DJ CIA (RZO), Kl Jay (Racionais MCs), Black Alien, Karol Conka, Tahira, Donavon Frankenreiter, As Bahias e a Cozinha Mineira, Criolo, DJ Nuts, Di Melo, entre outros. Atualmente, Felipe é residente na festa BAILA, em Florianópolis, e participa das principais festas do Lagoa-Caraíva, Bahia.

O DJ aborda, em sua contribuição para a mostra, questões da atualidade. “O que já foi tabu? O que não é mais? O que ainda é? E o que voltou a ser? Minhas escolhas refletem questões mais atuais do que nunca, embora sempre estivessem aí: corpo, sexualidade, objetificação, o lugar da mulher na sociedade, a construção e desconstrução da masculinidade e o conceito de família. Como construímos essas imagens? Como olhamos para elas? Como elas nos olham? Essas imagens nos constroem ou somos construídos por elas?", questiona.

DJ Gustavo Monteiro

Gustavo Monteiro era o DJ que comandava as festas do Clube da Luta, um dos principais movimentos/coletivos de música autoral catarinense. Usando o codinome Zé Pereira, embalava o intervalo entre as bandas e finalizava as festas com o tradicional "bailinho do Zé Pereira". Hoje, a presença de Gustavo Monteiro é constante nas principais festas do cenário musical alternativo de Florianópolis.

Gustavo Monteiro cresceu em meio à coleção de discos dos pais. Os LPs foram sua "babá". "Eles trabalhavam fora o dia inteiro e eu ficava ‘sozinho’ com os discos", relembra.

Para a exposição, Gustavo reviveu as lembranças das tardes que passou na companhia dos discos daquilo que sempre o atraiu nas capas: o design dos letreiros dos discos e das bandas. "As fotografias em preto e branco me lembram muito do cinema mais antigo, de que também gosto bastante. Também me chamavam a atenção as paisagens e a psicodelia, referências à música e a outras culturas e etnias que fugiam do contexto de Estados Unidos e Inglaterra”, completa.


Serviço:

O quê: Exposição Escolhidos pela Capa
Onde: Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS/SC) - Localizado no Centro Integrado de Cultura (CIC)
Avenida Governador Irineu Bornhausen, 5600 - Agronômica - Florianópolis
Abertura: 20 de dezembro de 2018, às 20h
Visitação: de 21 de dezembro de 2018 a 17 de fevereiro de 2019. De terça-feira a domingo, das 10h às 21h.
Entrada gratuita
Mais informações: (48) 3664-2650