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Como parte do esforço pela candidatura de fortificações catarinenses entre 19 construções brasileiras que terão seu reconhecimento como patrimônios mundiais pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a Fundação Catarinense de Cultura (FCC) esteve presente no II Seminário Internacional Fortificações Brasileiras Patrimônio Mundial, que ocorreu entre 3 e 5 de dezembro no Rio de Janeiro. O evento, iniciativa do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e da Fundação Cultural Exército Brasileiro, recebeu palestras de especialistas da Itália, Portugal, Espanha e Colômbia sobre experiências de preservação, conservação e gestão do patrimônio cultural militar e de fortificações.

O evento ocorreu na Fortaleza de São João, uma base militar junto à praia onde é atribuída a fundação, em 1565, da cidade do Rio de Janeiro, e que possui, em seu perímetro, fortificações
construídas entre os séculos XVI e XX. O historiador da FCC, Fábio Richter, representou a instituição no Seminário em que foram apresentadas, ainda, experiências brasileiras e promovido debate com a participação do público. O evento culminou com a elaboração e apresentação da Carta do Rio de Janeiro, documento que consolida orientações e recomendações resultantes das discussões promovidas pelo Seminário.

A FCC integra o comitê de Santa Catarina, estado que possui duas fortificações que fazem parte do conjunto a ser chancelado pela Unesco: as fortalezas de Santa Cruz (1739), situada na Ilha de Anhatomirim, no município de Governador Celso Ramos; e a de Santo Antônio (1740), localizada na Ilha Ratones Grande, em Florianópolis. Estas edificações também estão em processo de reconhecimento como patrimônios históricos e culturais do Estado de Santa Catarina, por meio de processo de tombamento realizado pela Diretoria de Patrimônio Cultural da FCC.