FCC FacebookTwitterYoutube

A Fundação Catarinense de Cultura (FCC) participou, na manhã desta quinta-feira (29), do lançamento oficial do projeto Dois Mundos e uma Rosa para Anita, que reuniu representantes da Itália e do Uruguai com o objetivo de homenagear o bicentenário da catarinense Anita Garibaldi. O evento ocorreu em Imbituba, cidade que foi palco da primeira batalha que a Heroína dos Dois Mundos lutou ao lado do italiano Giuseppe Garibaldi. As atividades continuarão nos próximos dias, nas cidades que fazem parte da programação do projeto.

Na ocasião, foi plantado o primeiro exemplar de uma rosa híbrida, desenvolvida por botânicos europeus para homenagear a lagunense. Na comitiva, formada por representantes da Itália e do Uruguai, estiveram presentes Andrea Antonioli, diretor da Biblioteca e Museu Renzi, na Itália; Gianpaolo Grilli, colaborador do mesmo espaço cultural italiano e representante da instituição que tem a propriedade da Rosa de Anita; Enrico Signorelli, secretário da União Nacional dos Oficiais da Reserva - Seção Faenza; Alessia Semprini, relações públicas da Universidade de Bolonha; Stefania Sabba, prefeita da cidade de Verrucchio; e Mariela Pacheco, representante da Província de Montevideo, no Uruguai.

O Governo do Estado de Santa Catarina foi representado pela presidente da FCC, Ana Lúcia Coutinho. Durante o discurso, a gestora ratificou a importância de Anita Garibaldi para a cultura latino-americana e europeia.

Os alunos do Centro Municipal de Educação Infantil Maria Lopes da Silva (Dona Pequena) fizeram uma apresentação de dança açoriana. A atriz Fernanda Sague, vestida como Anita Garibaldi, declamou um poema escrito pelo artista Célio de Oliveira. A capitã-tenente da Marinha do Brasil, Carla Luzia, leu a Ordem de Serviço que remonta o Batismo de Fogo de Anita Garibaldi em águas imbitubenses.

Após as apresentações culturais, a Rosa de Anita foi entregue pelos italianos, uruguaios e representantes do Instituto CulturAnita ao prefeito Rosenvaldo da Silva Júnior.  O exemplar foi plantado em frente à prefeitura.

(Com informações da Prefeitura Municipal de Imbituba)

Anita Garibaldi*

Nascida na cidade de Laguna (SC), em 30 de agosto de 1821, Ana Maria de Jesus Ribeiro da Silva envolveu-se, no ano de 1837, com a Revolução Farroupilha, quando teve a oportunidade de conhecer Giuseppe Garibaldi, um dos principais líderes do movimento que conquistara sua cidade natal e proclamara a República Juliana no local. Nesta época,  Anita aprendeu a manusear espadas e armas de fogo e participou de batalhas ao lado do exército farroupilha, chegando a ser capturada em uma delas pelo exército que representava o Império Brasileiro. 

Já em 1841, o casal seguiu para a cidade de Montevidéu, no Uruguai, para apoiar outra revolta contra o ditador uruguaio Fructuoso Rivera. Após a participação nos conflitos, Anita foi enviada para a Itália, em 1847, para realizar os preparativos que receberiam o marido e uma tropa de mil homens que participariam das guerras de unificação da Itália.

Nesse novo conflito, o casal chegou até a cidade de Roma, que havia sido posta como a capital da nova República Romana. Apesar da conquista, tiveram que enfrentar a opulência das forças franco-austríacas, e bateram em retirada nas ofensivas que marcaram a Batalha de Gianicolo. Acompanhados por, aproximadamente, quatro mil soldados, o casal de revolucionários ainda teve de suportar a pressão de outros exércitos contrários ao processo de unificação.

Quando atingiram a cidade de San Marino, a embaixada norte-americana ofereceu um salvo conduto que poderia tirar o casal daquela penosa situação de risco. Não aceitando o convite, por temer a desarticulação do processo de unificação, Anita e Giuseppe continuaram a sua fuga. A essa altura, esgotada pela quinta gravidez, a valente revolucionária ficou abatida ao enfrentar uma grave crise de febre tifoide. Não resistindo, Anita faleceu nas proximidades de Ravenna, em 4 de agosto de 1849.

Ferozmente perseguido pelos soldados austríacos, Garibaldi não teve sequer a oportunidade de acompanhar os cortejos fúnebres da esposa. Partindo para o exílio, o revolucionário italiano ficou dez anos fora da Itália. Somente em 1932, o corpo de Anita Garibaldi foi definitivamente transferido para a colina de Janiculo, localizada na porção ocidental da cidade de Roma.

* Com informações do site Brasil Escola (https://brasilescola.uol.com.br/historia/anita-garibaldi.htm)