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Remix - Cia de Dança Deborah Colker

Deborah_Colker_Remix
Categoria :
TAR - Teatro Ademir Rosa
Data:
19/04/2026 18:00
Local
Teatro Ademir Rosa - No Centro Integrado de Cultura (CIC)

A Companhia de Dança Deborah Colker retorna ao palco do Teatro Ademir Rosa, no CIC, para curtíssima temporada do seu mais recente trabalho intitulado “Remix”, que reúne cenas icônicas extraídas de “Vulcão” (1994), “Rota” (1997), “4x4” (2002) e “Belle” (2014), incluindo as coreografias
com os vasos suspensos e a roda gigante. A Companhia de Dança Deborah Colker é apresentada pelo Ministério da Cultura e tem patrocínio da Vale, por meio da Lei Rouanet.

Este lançamento ocorre na esteira das comemorações dastrês décadas de existência da Companhia. Depois do sucesso de “Sagração” (2024), a coreógrafa Deborah Colker e o diretor executivo João Elias entenderam que este também é um momento para extrair do próprio repertório algo com uma perspectiva totalmente inovadora.

O elenco, com 16 bailarinos, dança, na primeira metade, as coreografias “Paixão” do espetáculo “Vulcão” (1994), a cena da cortina de “Belle” (2014) e os vasos de “4x4” (2002), com o solo de piano executado pela pianista Patrícia Glatzl ou, quando a agenda permitir, pela própria Deborah. O  fechamento do programa fica por conta das coreografias “Gravidade” e “Roda” do espetáculo “Rota” (1997).

SOBRE AS CENAS E OS ESPETÁCULOS por ordem de aparição em “Remix”

“Paixão”, do espetáculo “Vulcão” (1994), foi extraída do primeiríssimo trabalho da Companhia de Dança Deborah Colker. A coreografia revela diversas situações, nas quais o corpo e a dança são tomados pelo tórrido sentimento que dá origem a tantas criações artísticas. Do transe ao descontrole, os movimentos elevam a temperatura já no início do primeiro ato de “Remix”. A temperatura se mantém elevada com a cena da cortina de “Belle” (2014), espetáculo livremente inspirado no romance “Belle de Jour” (1928), de Joseph Kessel, e no filme “A Bela da Tarde” (1967), de Luís Buñuel. A recatada personagem Séverine trava um duelo com seu alter ego, a libidinosa Belle, representando um conflito feminino entre a expectativa de atendimento aos bons costumes e a entrega plena ao prazer. Após o intervalo, a atmosfera onde pairam o sublime e a tensão tem sequência com “Vasos”, originada no espetáculo “4x4” (2002). Uma sonata de Mozart tocada ao vivo em piano de cauda no palco, anuncia o começo de uma das coreografias mais icônicas da Companhia. Bailarinos dançam entre vasos, alternando velocidade e delicadeza, até que a suspensão das ânforas criem uma imagem de raríssima beleza, fechando o primeiro ato de ‘’Remix”.

O segundo ato de “Remix” é composto por duas cenas do espetáculo “Rota” (1997). Na reverberação da leveza sugerida pelo fim do primeiro ato, “Gravidade” é resultado da observação da “dança dos astronautas”, que tiveram a oportunidade de experimentar a liberdade de não obedecerem às leis gravitacionais. O encerramento de “Remix” fica por conta da “Roda”. Com tantos significados em diferentes culturas de sociedades humanas, a gigante roda aparece como um brinquedo de parque de diversões, onde o lúdico recria possibilidades de socialização e a existência ganha novos sentidos pelo constante movimento de girar, que faz alternar o que está embaixo e o que está em cima, seguindo o próprio fluxo do planeta, que gira para garantir a continuidade da vida. 

COMPANHIA DEBORAH COLKER

Criada em 1994, a Companhia de Dança Deborah Colker celebrou 30 anos de atividades em 2024 e recebeu da ALERJ a Medalha Tiradentes, tornando-se Patrimônio Histórico, Cultural e Artístico Imaterial do Estado do Rio de Janeiro. Com dezesseis espetáculos em seu repertório, a Companhia se mantém como uma das mais premiadas e prestigiadas no Brasil e no mundo, recebendo em 2018 o Prix Benois de la Danse de Moscou, o mais importante prêmio da categoria. Recebeu ainda um Laurence Olivier em 2001, célebre prêmio britânico, concedido pela The Society of London Theatre. Em 2009, Deborah Colker foi convidada pelo Cirque du Soleil para a criação de “OVO”, sendo a primeira mulher a dirigir um espetáculo para a trupe canadense. Em 2016, foi a diretora de movimento da cerimônia de abertura das Olimpíadas do Rio de Janeiro, evento transmitido para mais de 2 bilhões de pessoas em todo o mundo. Em 2024, se tornou a primeira mulher brasileira a dirigir uma ópera no Metropolitan de Nova York (Met), com “Ainadamar". A experiência resultou no convite para criar uma obra inédita: “El Último Sueño de Frida y Diego”, que vai estrear no Met em maio de 2026. Em três décadas, a Companhia já realizou mais de 2 mil apresentações, em cerca de 168 cidades, de 32 países, atingindo um público de mais de 3,5 milhões de pessoas.

FICHA TÉCNICA

Criação e Direção
DEBORAH COLKER

Direção Executiva e Dramaturgia
JOÃO ELIAS

Direção Musical
BERNA CEPPAS

Direção de Arte
GRINGO CARDIA

Figurinos
CLAUDIA KOPKE (figurinista)
YAMÊ REIS (criação original)
SAMUEL CIRNANSCK (criação original)

Desenho de Luz
JORGINHO DE CARVALHO

Duração: 100 minutos (com intervalo)
Classificação Indicativa: 10 anos

Ingressos à venda no site DiskIngressos

 
 

Todas as Datas:

  • 17/04/2026 20:30
  • 18/04/2026 20:00
  • 19/04/2026 18:00

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