De volta ao Brasil, uma das maiores estrelas do jazz mundial, Igor Butman, realiza sua estreia em Florianópolis ao lado da Moscow Jazz Orchestra (MJO) e da cantora Fantine em apresentação única no Teatro Ademir Rosa, no CIC, na sexta-feira, dia 6 de fevereiro, às 20h.
Em uma noite inesquecível, o público poderá revisitar a longeva trajetória de Butman, que soma mais de dez álbuns lançados. A seleção musical percorre diferentes fases de sua carreira e relembra colaborações com grandes referências do jazz, swing e blues internacional, como Chick Corea, Jack DeJohnette, John Patitucci, Stefon Harris e Randy Brecker, além de incorporar homenagens à Bossa Nova e outros gêneros nacionais.
Tido como o saxofonista favorito de Bill Clinton, Butman é considerado mais que um maestro virtuoso. A fim de desenvolver sua carreira internacional, o artista migrou para os Estados Unidos e consolidou seu nome na cena do Jazz, tocando ao lado de grandes mestres. Desde então, o músico se considera um cidadão do mundo, contribuindo como embaixador para o florescimento cultural e artístico de diferentes regiões, por meio da integração de diversos gêneros e nomes do universo da música. Por seus esforços, recebeu duas distinções: o Prêmio Fundação de Cooperação Cultural Americano-Russa (ARCCF) e reconhecimento do Instituto de Diálogo Sustentável.
Além do renome musical e a vocação como agente multicultural, Butman também tem atuado como produtor de festivais internacionais e diretor de importantes instituições. Nos últimos anos, foi responsável por idealizar e organizar doze eventos de Jazz contemporâneo em Moscou e São Petersburgo. Nesta última, ele também atuou como co-diretor artístico com Herbie Hancock no Dia Internacional do Jazz. Ele também é dono do Igor Butman Jazz Club na capital russa, estabelecimento voltado à promoção da música.
Por sua trajetória e vida obstinada pela música e trocas culturais entre nações, em 2011 Butman recebeu o título de Artista do Povo da Rússia, honraria concedida para indivíduos que atingiram realizações notáveis no campo das artes. Mas não é só na Rússia que o trabalho do saxofonista é celebrado. Ao redor do globo, músicos, críticos e personalidades internacionais admiram a obra do russo e sua grande qualidade de transpor fronteiras e conectar mundos.



