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Sobre o Sistema Estadual de Museus

Apresentação

O Sistema Estadual de Museus (SEM/SC), vinculado à Diretoria de Preservação do Patrimônio Cultural da Fundação Catarinense de Cultura (DPPC/FCC), é uma rede organizada, baseada na adesão voluntária, que reúne e articula as instituições museólogicas no Estado de Santa Catarina. Visa, principalmente, à coordenação, articulação, mediação, qualificação, fortalecimento e à cooperação entre os museus. Atualmente, reúne 191 instituições museológicas, públicas e privadas, de 100 municípios*.

*Dados de 16 de janeiro de 2015.

 

Cronologia

 

1991: o Sistema Estadual de Museus de Santa Catarina (SEM/SC) foi criado pelo Decreto Estadual no 615 e organizava-se de forma a prestar assessoria em questões técnicas pontuais aos museus, bem como aprimorar os contatos técnicos da FCC com as instituições museológicas do Estado de Santa Catarina. No decorrer dos anos a atuação do SEM/SC foi absorvida pela Gerência de Museus da FCC, também responsável pela administração dos museus desta Fundação.

 

2004: em decorrência da implantação do Sistema Brasileiro de Museus (SBM) e das políticas públicas voltadas à área museológica pelo Ministério da Cultura (MinC), a FCC promoveu um amplo debate a fim de reestruturar a política estadual de museus e reformular sua atuação para o campo museológico catarinense.

 

2005: foi realizado em Florianópolis o 1º Fórum de Museus de Santa Catarina, onde foram debatidas e aprovadas as diretrizes norteadoras da Política Estadual de Museus (PEM), bem como a minuta do Decreto para institucionalização do SEM/SC. 

 

2006: sancionado o Decreto Estadual nº. 4.163, reinstituíndo o Sistema Estadual de Museus de Santa Catarina (SEM/SC), tornando-o responsável pela coordenação e sistematização da PEM e articulação entre os museus catarinenses. Nos anos seguintes, a atuação do SEM/SC focou, principalmente, a capacitação dos agentes atuantes em museus e instituições afins. Foram oferecidas oficinas em diferentes municípios do Estado, com o intuito de instrumentalizar esses profissionais em diversas áreas do conhecimento da Museologia. 

 

2010: no município de Joinville foi realizado o 2º Fórum de Museus de Santa Catarina. Nesse encontro o público foi convidado a revisar e atualizar as diretrizes da Política Estadual de Museus, inserindo aspectos considerados relevantes e que não estavam contemplados no texto original.

 

2011: percebendo a necessidade de aprofundar e ampliar a atuação do SEM/SC como instância integradora e articuladora dos museus catarinenses, foi sancionado o Decreto Estadual nº. 599, de 18 de outubro do mesmo ano. Esta legislação reformulou a atuação do SEM/SC, respeitando as especificidades regionais do campo museal catarinense e designando como seus principais objetivos:

 

• promover a articulação entre as instituições museológicas existentes no Estado, respeitada a autonomia jurídico-administrativa, cultural e técnico-científica de cada uma delas;

• estimular e promover o desenvolvimento de programas, projetos e atividades museológicas entre as instituições integrantes do Sistema, respeitando e valorizando o patrimônio cultural de cada comunidade de acordo com as suas especificidades;

• divulgar padrões e procedimentos técnico-científicos que sirvam de orientação às equipes responsáveis pelas instituições museológicas estabelecidas no Estado;

• estimular e promover programas e projetos de incremento e qualificação, bem como incentivar a formação, atualização e valorização dos profissionais de instituições museológicas existentes no Estado;

• incentivar a criação de redes e sistemas municipais e regionais de museus, bem como promover o intercâmbio com sistemas e redes nacionais e internacionais;

• criar cadastro e incentivar a inclusão de dados, promovendo sua manutenção e atualização junto às instituições museológicas estabelecidas no Estado.

 

Este processo de regionalizaão das ações do Sistema impulsionou a realização do 3º Fórum de Museus de Santa Catarina no município de Chapecó. O evento oportunizou o início da construção do Plano Estadual Setorial de Museus para o Estado, por meio de consulta pública e de proposição de ações pelos participantes do encontro. O público presente foi dividido em grupos de discussão conforme a sua região e convidado a análisar e construir ações que atendessem às necessidades identificadas por eles em cada um dos eixos da Política de Museus. Os resultados dessas discussões foram sistematizados em plenária final, permitindo ao SEM/SC a estruturação de uma proposta de planejamento das ações da FCC para os próximos anos. 

 

2012: atendendo à nova legislação, o SEM/SC dá início a um plano de ações envolvendo cursos, palestras, edição de publicações, desenvolvimento de grupos de trabalho e pesquisa, além de visitas técnicas aos museus do interior do Estado. Essa atuação mais sistemática visa à aproximação com os gestores públicos, conscientização dos profissionais atuantes em museus quanto às normatizaçãoes técnicas existentes e ao conhecimento sobre a realidade dessas instituições.

 

2013: a equipe do SEM/SC, em conjunto com seu Comitê Gestor, iniciou a construção do texto base do Plano Setorial de Museus a partir dos diagnósticos e das proposições encaminhadas pelo público presente no 3º Fórum de Museus. Baseado nos mesmos seis eixos da Política Estadual de Museus (clique aqui para conhecer), o Plano Estadual Setorial de Museus foi construído buscando a integração e a participação da classe museológica catarinense, respeitando as especificidades regionais de nosso Estado. 

 

Foram promovidos sete encontros regionais para a discussão do documento base do Plano. Esses encontros reuniram, ao total, 312 pessoas e serviram como instâncias para consulta pública, nas quais a sociedade civil teve a oportunidade de contribuir para a construção deste documento, por meio de reflexões e proposições no texto original.No período de 4 a 6 de novembro de 2013, ocorreu o 4º Fórum de Museus, no município de Florianópolis, onde, na plenária final, foi deliberado e aprovado pelos presentes o documento final que compõe o referido Plano e que está sendo o norteador das ações da FCC para o campo museológico catarinense nos próximos dez anos.

 

2014: a equipe do SEM/SC, juntamente com seu Comitê Gestor, formataram a minuta do Decreto que institucionaliza o Plano Estadual Setorial de Museus, contendo todas as diretrizes, estratégias e ações aprovadas pelos participantes do 4º Fórum de Museus. O documento, após revisão jurídica e aval da presidência da FCC, foi encaminhado para a Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte (SOL) para última análise e devidas providencias legais para o sancionamento pelo Governador do Estado.

 

Quem pode participar?

 

Poderão fazer parte do SEM/SC, mediante assinatura de instrumento legal estabelecido pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC):

 

• instituições museológicas municipais, estaduais, federais e de caráter privado, sediadas no Estado de Santa Catarina;

• grupos étnicos e culturais e organizações sociais que mantenham ações museológicas continuadas no Estado;

• escolas e universidades reconhecidas pelo Ministério da Educação, que mantenham cursos relativos ao campo museológico no Estado de Santa Catarina;

• outras entidades organizadas vinculadas ao setor museológico com atuação e ações continuadas no Estado de Santa Catarina.

 

Para proceder a adesão ao SEM/SC entre em contato com nossa equipe.

 

Contato

 

Sistema Estadual de Museus (SEM/SC)

Av. Governador Irineu Bornhausen, 5600

Agronômica – Florianópolis (SC)

Fones: (48) 3664-2603 / 3664-2604 / 3664-2605

E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

Equipe 

 

Renilton Roberto da Silva Matos de Assis
Coordenador

 Marli Fávero

Analista técnico em Gestão Cultural 

 Aline Leão  

Estagiária de Museologia

Diego Lustosa
Administrativo

 

:: REGIMENTO INTERNO DO SEM/SC

Principais Ações

1.Programa de Capacitação Museológica

Ao longo dos anos, uma das ações mais expressivas do SEM/SC vem sendo a execução de oficinas de capacitação direcionadas aos profissionais que atuam nos museus. Desde 2005, foram realizadas cerca de 40 oficinas, distribuídas por vários municipios do Estado, beneficiando mais de 700 profissionais.

A partir de 2011, essa ação foi reformulada, gerando o Programa de Capacitação Museológica. Dessa forma, o SEM/SC atende a uma das diretrizes da Política Estadual de Museus, que versa sobre a atualização e valorização dos profissionais de instituições museológicas do Estado.

Este programa está dividido em sete módulos (oficinas de 16 horas/aula), que deverão ocorrer de 2011 a 2014, de forma progressiva, possibilitando a formação específica e continuada para os profissionais atuantes em museus.

Módulo Oficina Execução
1 Gestão e planejamento museológico 2011
2 Documentação museológica e gestão de acervos 2012
3 Sustentabilidade dos museus 2012
4 Conservação de acervos e gestão de riscos 2013
5 Comunicação museológica 2014
6 Ação educativa e acessibilidade em museus 2014
7 Museus e turismo 2015

Todos os módulos estão sendo oferecidos nas sete regiões do Estado de Santa Catarina, propiciando a democratização do acesso ao conhecimento técnico em favor do desenvolvimento do campo museal.

Ao final da realização desse programa, espera-se que os profissionais dos museus participantes possam ter maior compreensão da evolução e do panorama atual dos museus brasileiros, das normas técnicas e legislações vigentes e da necessidade em atender ao Estatuto dos Museus (Lei-Federal 11.904/2009).

2. Conversando sobre Museu 

O ciclo de discussão “Conversando sobre Museu” consiste na realização de encontros com o intuito de refletir sobre temas diversos de interesse do campo museológico catarinense, assim como discutir novas perspectivas e diferentes concepções de trabalho para o setor. Os encontros, em formato de mesa redonda, são realizados em diferentes regiões de Santa Catarina, de forma gratuita, compreendidos entre palestras e debates entre os participantes.

A cada ano é escolhido um tema, dentro do campo do conhecimento da Museologia, para ser desenvolvido dentro do ciclo de palestras. São convidados profissionais com conhecimento na temática a ser discutida com o público presente.

Tema Execução
Museu e Escola: por uma integração necessária 2012
Exposição Museológica: ponte entre o acervo e o público 2013
Reserva Técnica: parâmetros de conservação preventiva 2014

3. Coleção Estudos Museológicos 

Com o objetivo de fortalecer a atuação dos profissionais de museus e valorizar o acervo presente nessas instituições, a Fundação Catarinense de Cultura (FCC), por meio do Sistema Estadual de Museus (SEM/SC), vem editando a Coleção Estudos Museológicos.  

O primeiro volume, lançado em 2012, apresenta orientações e procedimentos básicos para a conservação preventiva e a gestão de riscos para os acervos museológicos. Formatada pelas conservadoras/restauradoras de bens culturais Lia Canola Teixeira e Vanilde Rohling Ghizoni (integrantes da Associação Catarinense de Conservação e Restauração de Bens Culturais  – ACCR), a publicação será distribuída gratuitamente para todas as instituições museológicas, prefeituras municipais, bibliotecas e instituições de ensino.

Em 2014 foi lançado o segundo volume da coleção, escrito pela ex-professora do curso de Museologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Informação pela mesma Universidade, Renata Cardozo Padilha, conta com orientações a respeito da documentação e gestão de acervos.

O terceiro volume a ser lançado em 2015 apresenta textos e reflexões sobre a Gestão e o Planejamento em Museus. A publicação foi formatada pela Prof. Dra. Manuelina Duarte Cândido (Curso de Museologia da Universidade Federal de Goiás) e será distribuída ainda no primeiro semestre.

As publicações estão disponíveis online na Internet (clicar em Coleção Estudos Museológicos)

4. Conceitos-chave de Museologia 

A publicação Conceitos-chave de Museologia apresenta uma seleção de 21 termos essenciais no campo da museologia. Publicada inicialmente em inglês, francês e espanhol, o livro foi traduzido para português pelo comitê brasileiro do Conselho Internacional de Museus (ICOM Brasil).

O livro já foi publicado em São Paulo e Rio de Janeiro pelos respectivos Sistemas de Museus daqueles estados. Santa Catarina será o terceiro estado brasileiro a publicar, com o aval do ICOM-BR, o livro. A impressão foi patrocinada pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC) e será distribuída a todas as unidades museológicas catarinenses ainda no primeiro semestre de 2015.

5. Fórum de Museus de Santa Catarina

O Fórum de Museus de Santa Catarina é um evento promovido pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC), de abrangência estadual, com função norteadora para as ações da FCC no que tange ao campo museal no Estado.

O Fórum de Museus contempla em sua programação:

• Conferências e painéis de discussão sobre temas pertinentes à realidade catarinense;

• Avaliação das ações desenvolvidas pelo Sistema Estadual de Museus (SEM/SC) para o campo museal;

• Eleições dos representantes regionais para o Comitê Gestor do SEM/SC;

• Sessão de comunicações, com relatos de experiências dos profissionais atuantes em museus.

Cronologia:

O 1º Fórum de Museus, ocorrido na cidade de Florianópolis, em 2005, reuniu 115 profissionais do campo museológico, que aprovaram, na plenária final do evento, as diretrizes que formam a base da Política Estadual de Museus para Santa Catarina, anteriormente discutidas por meio de grupos de trabalho específicos.

Com a temática “Patrimônio Cultural, Museus e Direitos Humanos”, o 2º Fórum de Museus, promovido na cidade de Joinville, em 2010, reuniu 265 pessoas que puderam atualizar seus conhecimentos sobre a política pública federal - com a criação do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), do Estatuto de Museus - e propuseram adequações e alterações na Política Estadual de Museus (PEM), estabelecida no 1º Fórum.

A terceira edição do Fórum, realizada no município de Chapecó, em 2011, teve por objetivo estabelecer estratégias de ação da Política Estadual de Museus de forma aberta e democrática, com a participação da sociedade civil de todas as regiões do Estado de Santa Catarina, além do debate sobre o tema do evento, “Gestão Cultural e Compromisso Social”.

Os 277 participantes do evento foram divididos em sete grupos de discussão, de acordo com sua região museológica. Esses grupos realizaram um diagnóstico dos museus catarinenses, com base nos eixos de diretrizes da Política Estadual de Museus. Na oportunidade, foram identificadas as potencialidades e os principais problemas vivenciados pelo setor museológico, bem como propostas de ação para as políticas públicas.

O debate da quarta edição do encontro, realizado em 2013 no município de Florianópolis focou a construção do Plano Setorial de Museus de Santa Catarina, a partir do material obtido no 3º Fórum. 

Durante um ano, a equipe do SEM/SC e seu Comitê Gestor sistematizaram essas propostas e incluíram outras ações para atender às atuais necessidades de qualificação do campo museal catarinense.

Este documento base foi  submetido à discussão e alteração em 7 assembléias regionais, realizados nos meses de agosto e setembro de 2013. Por fim, o texto foi apresentado para validação e aprovação da plenária final do 4º Fórum de Museus.

6. Grupos de Trabalho

Os objetivos principais dos Grupos de Trabalho (GTs) promovidos pelo SEM/SC são sensibilizar, mobilizar, debater e propor ações sobre temas e aspectos específicos de interesse e importância para o setor museológico, que subsidiem a proposição e a elaboração de políticas públicas de apoio ao desenvolvimento dos museus catarinenses. Atualmente estão sendo coordenados dois GTs, sendo eles:

6.1 GT Museu e Escola

Os componentes do GT, formado durante o 3º Fórum de Museus, realizado em Chapecó no ano de 2011, têm se dedicado a estudar, problematizar e debater ações de investigação sobre a temática. Estão sendo pesquisadas 1% de todas escolas do ensino fundamental e médio do Estado, o que totaliza 81 unidades de ensino. Serão entregues formulários com questões específicas, elaboradas pelos membros do GT, a todos os alunos e professores do 6º ano do ensino fundamental e 3º ano do ensino médio. 

Ao final do trabalho, previsto para ocorrer no segundo semestre de 2013, serão estruturadas propostas e estratégias para a aproximação desses dois campos. No início de 2013, será entregue às entidades parceiras do projeto um relatório com propostas para ações conjuntas das áreas, visando à aproximação entre as duas instituições.

Fazem parte da estrutura do GT os representantes por região do Estado sendo eles: Mara Paulina Arruda (titular) e Denise Argenta (suplente) pelo Oeste; Julio Cezar Corrente pelo Meio-Oeste; Carla Juliane de Souza (titular) e Eráclito Pereira (suplente) pela Serra; Viviane Bueno pelo Norte; Sueli Maria Petry (titular) e Marcella Borel (suplente) pelo Vale do Itajaí; Silvio Bleyer (titular) e Tiago Lessa de Miranda (suplente) pela Grande Florianópolis; e Edite Volpato (titular) e Jaqueline Posser Gallina (suplente) pelo Sul. Além desses, também compõem o GT: Sandro Medeiros (titular) e Neide Beschtold (suplente) da Secretaria de Estado da Educação; Maria Zilene Cardoso (titular) e Cristiane Pedrini Ugolini (suplente) do Comitê Gestor do SEM/SC); Christiane Maria Castellen (titular) e Vera Pizzato (suplente) da Rede de Educadores de Museus de Santa Catarina; Marli Fávero (titular e coordenadora do GT) da equipe técnica do Sistema Estadual de Museus. 

6.2GT Museus e Turismo

O SEM/SC estruturou este GT a fim de propor uma aproximação entre os Museus e o setor de Turismo Cultural, como forma de qualificar a atuação dos museus para o seguimento turístico, possibilitando outras estratégias de sustentabilidade para as instituições museológicas. Para alcançar este intento foram convidados a integrar o grupo representantes da Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte (SOL) e da Santa Catarina Turismo S/A (SANTUR).

São objetivos do GT a apresentação de propostas e estratégias para a inserção dos museus nos roteiros turísticos divulgados pelo poder público, bem como a garantia do  acesso aos recursos destinados à área de turismo para a implantação de projetos de adequação da infra-estrutura turística nos museus.

Como primeiro resultado do GT foi elaborado, após uma série de discussões e pesquisa com os museus aderidos ao SEM/SC o Guia de Museus de Santa Catarina, publicação que reúne informações técnicas e de acesso, além de imagens das instituições museológicas. O Guia foi patrocinado pela SANTUR.

Fazem parte deste grupos os seguintes representantes: Caroline Martello (Meio-Oeste), 

Denise Argenta (Oeste), Edina de Marco (SOL), Eduardo Simon (SANTUR), Ingrid Muniz de Lima Diniz (Norte),  Marli Favero (SEM/SC),  Priscila Finardi (Ministério Público de Santa Catarina). A coordenação do GT está sob responsabilidade de Renata Cittadin, da equipe do SEM/SC.

7. Orientações Técnicas

O SEM/SC oportuniza aos seus museus cadastrados e aos municípios,interessados em implantar este tipo de instituição, orientações técnicas sobre conceitos e padronizações utilizados no campo museológico. Cabe ressaltar que estas orientações não substitui a necessidade da contratação de equipe técnica para o desenvolvimento das atividades museológicas.

Esssas orientações são realizadas por meio de visitas técnicas. Os museus atendidos recebem um relatório com as orientações solicitadas e sugestões de encaminhamentos técnicos. Somente no ano de 2014 foram realizados 23 atendimentos em diferentes regiões do Estado.

Cabe ressaltar que o atendimento às solicitações está sujeito à disponibilidade do quadro funcional do SEM/SC.

Guia de Museus de Santa Catarina

Entendendo a necessidade de disponibilizar as informações e propiciar o acesso do público a essa diversidade museológica, a Fundação Catarinense de Cultura (FCC) por meio do Sistema Estadual de Museus (SEM/SC) e do Grupo de Trabalho Museus e Turismo, apresenta o Guia de Museus de Santa Catarina. Esse trabalho reúne breves informações sobre os espaços de memória catarinenses cadastrados no Sistema, atualizadas a partir de dados obtidos com os profissionais dos equipamentos culturais.

 

Estão listadas 190 instituições, distribuídas em 102 municípios, que preservam, pesquisam e comunicam a história, a cultura, a arte, os saberes e a(s) identidade(s) do povo catarinense. Este guia pretende possibilitar, além da promoção e da difusão dessas instituições, a sua aproximação com o visitante, para que sejam de fato visitadas, apropriadas e ocupadas por todos.

 

A publicação está disponível para download clicando aqui.

Regiões Museológicas de Santa Catarina

De acordo com a legislação que institucionaliza o SEM/SC, o Estado de Santa Catarina está dividido em sete regiões museológicas, a fim de facilitar a sistematização de informações mais detalhadas para execução das políticas públicas para o campo museológico de cada região catarinense. Essa divisão respeita os parâmetros estabelecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatístisca (IBGE), sendo elas:

 

 1. Região Oeste

Municípios abrangidos: Abelardo Luz, Águas de Chapecó, Águas Frias, Anchieta, Bandeirante, Barra Bonita, Belmonte, Bom Jesus, Bom Jesus do Oeste, Caibi, Campo Erê, Caxambu do Sul, Chapecó, Cordilheira Alta, Coronel Freitas, Coronel Martins, Cunha Porá, Cunhataí, Descanso, Dionísio Cerqueira, Entre Rios, Guaraciaba, Guarujá do Sul, Faxinal dos Guedes, Flor do Sertão, Formosa do Sul, Galvão, Guatambu, Iporã do Oeste, Ipuaçu, Iraceminha, Irati, Itapiranga, Jardinópolis, Jupiá, Lageado Grande, Maravilha, Marema, Modelo, Mondai, Nova Erechim, Nova Itaberaba, Novo Horizonte, Ouro Verde, Palma Sola, Palmitos, Paraíso, Passos Maia, Pinhalzinho, Planalto Alegre, Ponte Serrada, Princesa, Quilombo, Riqueza, Romelândia, Saltinho, Santa Helena, Santiago do Sul, Santa Terezinha do Progresso, São Bernardino, São Carlos, São Domingos, São João do Oeste, São José do Cedro, São Lourenço do Oeste, São Miguel da Boa Vista, São Miguel do Oeste, Saudades, Serra Alta, Sul Brasil, Tigrinhos, Tunápolis, União do Oeste, Vargeão, Xanxerê, Xaxim.

 

2. Região Meio-Oeste

Municípios abrangidos: Água Doce, Alto Bela Vista, Arabutã, Arroio Trinta, Arvoredo, Caçador, Calmon, Concórdia,  Capinzal, Catanduvas, Erval Velho, Fraiburgo, Herval d´Oeste, Ibiam, Ibicaraé, Iomerê, Ipira, Ipumirim, Irani, Ita, Jaborá, Joaçaba, Lacerdópolis, Lebon Régis, Lindóia do Sul, Luzerna, Macieira, Matos Costa, Ouro, Paial, Peritiba, Pinheiro Preto, Piratuba, Presidente Castello Branco, Rio das Antes, Salto Veloso, Seara, Tangará, Timbó Grande, Treze Tílias, Vargem Bonita, Videira, Xavantina.

 

3. Região da Serra

Municípios abrangidos: Abdon Batista, Anita Garibaldi, Bocaina do Sul, Bom Jardim da Serra, Bom Retiro, Brunópolis, Campo Belo do Sul, Campos Novos, Capão Alto, Celso Ramos, Cerro Negro, Correia Pinto, Curitibanos, Lages, Monte Carlo, Otacílio Costa, Painel, Palmeira, Ponte Alta, Rio Rufino, São Joaquim, São José do Cerrito, Urubici, Urupema, Curitibanos, Frei Rogério, Ponte Alta do Norte, Santa Cecília, São Cristovão do Sul, Vargem.

 

4. Região Sul

Municipios abrangidos: Araranguá, Armazém, Balneário Arroio do Silva, Balneário Gaivota, Braço do Norte, Capivari de Baixo, Cocal do Sul, Criciúma, Ermo, Forquilhinha, Grão Pará, Gravatal, Içara, Imaruí, Imbituba, Jacinto Machado, Jaguaruna, Laguna, Lauro Muller, Maracajá, Meleiro, Morro da Fumaça, Morro Grande, Nova Veneza, Orleans, Passo de Torres, Praia Grande, Rio Fortuna, Sangão, Santa Rosa de Lima, Santa Rosa do Sul, São Ludgero, São João do Sul, São Martinho, Siderópolis, Sombrio, Timbé do Sul, Treviso, Treze de Maio, Tubarão, Turvo, Urussanga, Balneário Rincão e Pescaria Brava.

 

5. Região da Grande Florianópolis

Municípios abrangidos: Águas Mornas, Alfredo Wagner, Angelina, Anitápolis, Antônio Carlos, Biguaçu, Canelinha, Florianópolis, Garopaba, Governador Celso Ramos, Leoberto Leal, Major Gerecino, Nova Trento, Palhoça, Paulo Lopes, Rancho Queimado, Santo Amaro da Imperatriz, São Bonifácio, São João Batista, São José, São Pedro de Alcântara, Tijucas.

 

6. Região do Vale do Itajaí

Municípios abrangidos: Agrolândia, Agronômica, Apiúna, Ascurra, Atalanta, Aurora, Balneário Camboriú, Balneário Piçarras, Benedito Novo, Blumenau, Bombinhas, Botuverá, Braço do Trombudo, Brusque, Camboriú, Chapadão do Lageado, Dona Emma, Doutor Pedrinho, Gaspar, Guabiruba, Ibirama, Ilhota, Imbuia, Indaial, Itajaí, Itapema, Ituporanga, José Boiteux, Laurentino, Lontras, Luís Alves, Mirim Doce, Navegantes, Penha, Petrolândia, Pomerode, Porto Belo, Pouso Redondo, Presidente Getúlio, Presidente Nereu, Rio do Campo, Rio do Oeste, Rio do Sul, Rio dos Cedros, Rodeio, Salete, Santa Terezinha, Taió, Timbó, Trombudo Central, Vidal Ramos, Vitor Meireles, Wimarsum.

 

7. Região Norte

Municípios abrangidos: Araquari, Balneário Barra do Sul, Barra Velha, Bela Vista do Toldo, Campo Alegre, Canoinhas, Corupá, Guaruva, Guaramirim, Jaraguá do Sul, Irineópolis, Itaiópolis, Itapoá, Joinville, Mafra, Major Vieira, Massaranduba, Monte Castelo, Papanduva, Porto União, Rio Negrinho, São Bento do Sul, São Francisco do Sul, São João do Itaperiú, Schroeder, Três Barras.

Política e Plano Estaduais de Museus

Política Estadual de Museus

Em decorrência da implantação do Sistema Brasileiro de Museus e das políticas públicas voltadas à área museológica pelo Ministério da Cultura (MinC), a Fundação Catarinense de Cultura (FCC) promoveu diversos encontros presenciais com pessoas e entidades vinculadas à Museologia, meio universitário, profissionais da área e secretarias municipais de cultura, a fim de discutir propostas para a atuação do Estado, em favorecimento aos museus e seus profissionais.

Esse processo culminou com a realização do 1º Fórum Estadual de Museus de Santa Catarina, promovido pela FCC e ocorrido na cidade de Florianópolis, em 2005. Na oportunidade, as diretrizes formuladas nos encontros anteriores foram aprovadas na plenária final do evento. Essas diretrizes formam a base da Política Estadual de Museus para Santa Catarina.

No 2º Fórum Estadual de Museus, realizado em Joinville, as propostas foram revistas, sendo acrescidas outras diretrizes pertinentes, contemplando as lacunas existentes.

 São considerados princípios básicos da Política Estadual de Museus:

1. Democratização do acesso aos bens culturais no Estado de Santa Catarina aos mais diversos segmentos da sociedade;
2. Estabelecimento e consolidação das políticas públicas voltadas para a construção/afirmação das identidades locais;
3. Valorização do Patrimônio Cultural sob a guarda dos museus de Santa Catarina, por meio de ações de comunicação museológica, gestão pública e pesquisa do mesmo;
4. Respeito à diversidade cultural presente no Estado de Santa Catarina frente às ações homogeneizadoras;
5. Garantia da participação das comunidades nos processos de preservação (musealização, tombamento, exposição, acervo, pesquisa) do Patrimônio Cultural em Santa Catarina;
6. Estímulo à contratação e à formação de quadro funcional especializado para os museus de Santa Catarina;
7. Incentivo ao desenvolvimento da função educativa dos museus.

 

A Política Estadual de Museus está dividida em seis eixos programáticos:

1. Capacitação e Formação;
2. Gestão;
3. Financiamento e Fomento;
4. Democratização do Acesso aos Bens Culturais;
5. Acervo;
6. Pesquisa.

Acompanhe abaixo as diretrizes de cada eixo programático:

1. Capacitação e Formação

1.1 Incentivar a formação, atualização e valorização dos profissionais de instituições museológicas no Estado de Santa Catarina;
1.2 Estimular e apoiar as iniciativas de oferta de cursos de graduação e pós-graduação na área de Museologia, promovidos no Estado de Santa Catarina;
1.3 Apoiar a formação de quadros funcionais para atuarem nos museus;
1.4 Propor aos museus a criação de programas de ensino, pesquisa e extensão em suas áreas de atuação;
1.5 Fomentar medidas de cooperação técnica, a fim de socializar experiências e favorecer o desenvolvimento profissional.


2. Gestão 

2.1 Promover a articulação entre as instituições museológicas existentes no Estado, respeitando sua autonomia jurídico-administrativa, cultural e técnico-científica por meio do Sistema Estadual de Museus (SEM/SC);
2.2 Estimular o desenvolvimento de programas, projetos e atividades museológicas que respeitem e valorizem o patrimônio cultural de comunidades, de acordo com as suas especificidades socioculturais;
2.3 Divulgar, utilizar e fazer cumprir os instrumentos jurídicos do setor museológico: Estatuto de Museus (Lei Federal 11.904/2009) e o Decreto de Criação do SEM/SC (Decreto Estadual 599/2011), entre outros;
2.4 Propor a criação de mecanismos que viabilizem a captação de recursos e o aprimoramento administrativo e técnico dos museus catarinenses;
2.5 Articular a integração das políticas públicas governamentais referentes ao patrimônio e turismo cultural, em todas as esferas;
2.6 Fomentar a criação de redes de informação e sistemas municipais e regionais de museus.


3. Financiamento e Fomento

3.1 Incentivar os museus na formatação de projetos para captação de recursos;
3.2 Possibilitar recursos financeiros para a participação de trabalhadores de museus em iniciativas de capacitação na área museológica;
3.3 Ampliar o acesso à informação das políticas de fomento e financiamento à cultura e aos museus;
3.4 Promover mecanismos de fomento e financiamento para a gestão musológica;
3.5 Fomentar parcerias entre o poder público e a iniciativa privada, a fim de possibilitar a sustentabilidade das instituições museológicas de Santa Catarina.
 

4. Democratização do Acesso aos Bens Culturais

4.1 Incentivar parcerias entre os museus e os mais diversos segmentos da sociedade;
4.2 Estimular iniciativas da comunidade para que utilizem os espaços dos museus em atividades culturais;
4.3 Fomentar o acesso à produção cultural-técnico-científica dos museus catarinenses;
4.4 Articular o intercâmbio com sistemas e redes nacionais e internacionais de museus;
4.5 Incentivar o acesso à informação e circulação do público portador de necessidades especiais, conforme legislação vigente;
4.6 Propor a criação e divulgação de ações de caráter educativo-cultural, inserindo o patrimônio cultural musealizado na vida social contemporânea.


5. Acervos

5.1 Estimular adequação dos Museus a Lei 11.904 no que tange à política de acervo, levando em consideração a diversidade étnica, cultural e social do povo catarinense;
5.2 Promover a elaboração de sistemas documentais informatizados nos museus, respeitando suas tipologias de acervo, de acordo com a normatização técnica museológica;
5.3 Fomentar ações que viabilizem projetos de aquisições, conservação/restauro e informatização de acervos, assim como de modernização de reservas técnicas, laboratórios de conservação e espaços expositivos;
5.4 Propor instrumentos norteadores para inventariar e catalogar acervos museológicos com o auxílio de parcerias público-privadas;
5.5 Assegurar orientação aos museus quanto à conservação preventiva de acervos e gestão de riscos. 

 

6. Pesquisa Museológica

6.1 Incentivar a pesquisa como uma atividade permanente do museu;
6.2 Fomentar a difusão da produção técnico-científica dos museus de Santa Catarina;
6.3 Promover ações de investigação, identificação, registro e difusão do patrimônio cultural local, regional e estadual de modo a garantir sua preservação;
6.4 Propor a sistematização da pesquisa sobre os acervos dos museus catarinenses, a fim de disponibilizar o acesso ao conhecimento.

Plano Setorial Estadual de Museus

O Plano Setorial de Museus visa à consolidação de um planejamento estratégico que, em longo prazo, garanta a participação do Estado em políticas de qualificação, valorização e fomento das instituições museológicas. 

 

A elaboração desse planejamento reafirma uma concepção ampliada de cultura − entendida como fenômeno social e humano de múltiplos sentidos − vem ao encontro do objetivo primordial da atuação do SEM/SC: trabalho integrado e democrático entre as instituições aderidas, seus profissionais, respeitando as especificidades de cada uma delas e compreendendo a importância da participação de cada sujeito neste processo, como forma de legitimar a construção de uma política pública que atenda efetivamente às necessidades do campo museológico catarinense.

 

Foi na terceira edição do Fórum de Museus de Santa Catarina, realizada no município de Chapecó no ano de 2011 que se iniciou as discussões de propostas para composição do Plano Setorial de Museus.

 

Durante o encontro 270 os participantes se reuniram com o objetivo estabelecer ações para formatação de um plano estratégico para para o setor de museus a partir das discussões. Divididos em sete grupos de trabalho, de acordo com as regiões museológicas, realizaram um diagnóstico dos museus catarinenses, com base nos eixos da Política Estadual de Museus. Na oportunidade foram identificadas as potencialidades e os principais problemas vivenciados pelo setor museológico, bem como propostas de ação para as políticas públicas. 

 

Os resultados dos grupos foram sistematizados na plenária final, permitindo ao SEM/SC a estruturação de uma proposta de planejamento das ações da FCC para os próximos anos, material de referencia que balisa a elaboração do Plano Setorial de Museus de Santa Catarina.  

 

Durante um ano, a equipe do SEM/SC e seu Comitê Gestor sistematizaram essas propostas e incluíram outras ações para atender as atuais necessidades de qualificação do campo museal catarinense. Essa estruturação foi disponibilizada para consulta pública e discussão nos 7  Fóruns Regionais que reuniram, ao total, 224 pessoas de 64 municípios catarinenses.

 

Em continuidade a esse processo, as propostas encaminhadas pelas sete regiões foram sistematizadas num único documento. Esse texto foi submetido à aprovação da plenária do 4º Fórum de Museus de Santa Catarina, ocorrido nos dias 4. 5 e 6 de novembro de 2013 em Florianópolis para validação do documento. Na oportunidade, os participantes tiveram mais uma oportunidade de discutir as propostas e propor modificações no texto.

 

O Plano de Museus terá vigência pelos próximos 10 anos e fará parte do Plano Estadual de Cultura, como setorial. Será uma importante ferramenta de gestão e planejamento de políticas públicas para a área. As propostas de ações estão divididas em seis eixos: 

 

1. Capacitação e formação; 

2. Gestão; 

3. Financiamento e fomento; 

4. Democratização do acesso aos bens culturais; 

5. Acervos,  

6. Pesquisa.

 

São objetivos principais do Plano Setorial de Museus de Santa Catarina:

 

1.Implementar e descentralizar as políticas públicas estaduais para os museus,

2.Articular e integrar as instituições museológicas;

3.Consolidar a participação da sociedade na formatação de um planejamento estratégico em longo prazo para o campo museal catarinense;

4.Preservar, salvaguardar, valorizar e difundir o patrimônio cultural dos museus;

5.Aprimorar mecanismos de gestão cultural para a qualificação dos museus;

6.Garantir recursos públicos para o financiamento e fomento das ações primárias dos museus (salvaguarda, pesquisa e comunicação);

7.Capacitar e qualificar os profissionais atuantes em museus;

8.Ampliar o acesso de todos os públicos aos museus e seus acervos;

9.Propiciar e fortalecer a pesquisa dos acervos dos museus e, consequentemente, o pensamento crítico, a reflexão e produção de conhecimento;

10.Incentivar o trabalho constante dos museus com o patrimônio cultural local.

 

A minuta do Decreto que regulamenta o Plano Setorial de Museus foi finalizada em 2014 e encaminhada, após aval da presidência da FCC, à Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte (SOL) para análise e envio ao Governador do Estado.

Cadastro Catarinense de Museus

O Cadastro Catarinense de Museus atende ao eixo de Gestão da Política e do Plano Setorial de Museus (aprovado em 2013) e tem  por finalidade a criação de uma ferramenta de avaliação da atuação dos museus catarinenses. 

 Acesse o Cadastro Catarinense de Museus

O desenvolvimento desse cadastro surgiu da necessidade de uma maior produção de informações, de forma sistêmica e periódica, sobre os museus no estado de Santa Catarina ao longo dos tempos. Neste sentido, torna-se estratégico identificar o panorama museal do estado e elaborar um diagnóstico mais aprofundado que identifique suas potencialidades e limitações. Uma possibilidade de gerar indicadores sobre o setor, fundamental para a elaboração das metas do Plano Setorial de Museus e, consequentemente, qualificar as propostas de políticas públicas para os museus. 

 

O objetivo desse trabalho é apresentar os dados para a análise do campo museal para a sociedade e oferecer parâmetros orientadores para a ação dos museus no estado. Com isso fomenta-se as discussões das políticas e ações voltadas aos museus e se torna possível propor novos rumos à elaboração de produtos para o desenvolvimento do setor.

 

Em 31 de julho 2014, tivemos a data de corte para o início da validação e mensuração dos formulários enviados até este prazo. Entretanto, o SEM/SC reforça às demais instituições que ainda não encaminharam suas informações que as enviem, pois o Cadastro Catarinense de Museus é um programa contínuo de coleta e atualização do campo museológico em Santa Catarina.

 

Informamos que a Adesão ao Sistema Estadual de Museus, agora, esta vinculada ao preenchimento e fornecimento das informações do Museu ao CCM.

 

•Solicite seu caderno de orientações para o preenchimento do Cadastro Catarinense de Museus:

3664-2604 | Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

O que é o Termo de Adesão?

É um documento firmado entre a Fundação Catarinense de Cultura e instituições museológicas, sistemas municipais de museus, universidades que mantenham cursos relativos ao campo museológico e entidades organizadas vinculadas ao setor, que oficializa a parceria com o Sistema Estadual de Museus.

 

Essa adesão estimula a articulação entre o poder público e a sociedade civil, aumenta a visibilidade institucional e favorece a melhor gestão e configuração do campo museal.

 

•Faça contato com a equipe do SEM/SC para proceder com a adesão da sua instituição!

 

 

Download do cadastro: pdf | tamanho: 19.19 MB |  BAIXAR

Fonte: Sistema Estadual de Museus (SEM/SC)

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Informativo SEM/SC

O Sistema Estadual de Museus (SEM/SC) envia seu informativo com notícias sobre suas ações e o campo da Museologia em geral a associações culturais, pessoas físicas, fundações, museus de todas as regiões de Santa Catarina, entre outros interessados no tema. Para receber o Informativo do SEM/SC, basta solicitar pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

INFORMATIVOS:

:: Informativo do Sistema Estadual de Museus (SEM/SC) - 107ª edição

:: Informativo do Sistema Estadual de Museus (SEM/SC) - 106ª edição

:: Informativo do Sistema Estadual de Museus (SEM/SC) - 105ª edição

:: Informativo do Sistema Estadual de Museus (SEM/SC) - 104ª edição

:: Informativo do Sistema Estadual de Museus (SEM/SC) - 103ª edição

:: Informativo do Sistema Estadual de Museus (SEM/SC) - 102ª edição

:: Informativo do Sistema Estadual de Museus (SEM/SC) - 101ª edição

:: Informativo do Sistema Estadual de Museus (SEM/SC) - 100ª edição

:: Informativo do Sistema Estadual de Museus (SEM/SC) - 99ª edição

:: Informativo do Sistema Estadual de Museus (SEM/SC) - 98ª edição

:: Informativo do Sistema Estadual de Museus (SEM/SC) - 97ª edição

:: Informativo do Sistema Estadual de Museus (SEM/SC) - 96ª edição

:: Informativo do Sistema Estadual de Museus (SEM/SC) - 95ª edição

:: Informativo do Sistema Estadual de Museus (SEM/SC) - 94ª edição

:: Informativo do Sistema Estadual de Museus (SEM/SC) - 93ª edição

:: Informativo do Sistema Estadual de Museus (SEM/SC) - 92ª edição

:: Informativo do Sistema Estadual de Museus (SEM/SC) - 91ª edição

:: Informativo do Sistema Estadual de Museus (SEM/SC) - 90ª edição

:: Informativo do Sistema Estadual de Museus (SEM/SC) - 89ª edição

:: Informativo do Sistema Estadual de Museus (SEM/SC) - 88ª edição

:: Informativo do Sistema Estadual de Museus (SEM/SC) - 87ª edição

:: Informativo do Sistema Estadual de Museus (SEM/SC) - 86ª edição

:: Informativo do Sistema Estadual de Museus (SEM/SC) - 85ª edição

:: Informativo do Sistema Estadual de Museus (SEM/SC) - 84ª edição

:: Informativo do Sistema Estadual de Museus (SEM/SC) - 83ª edição

:: Informativo do Sistema Estadual de Museus (SEM/SC) - 82ª edição

:: Informativo do Sistema Estadual de Museus (SEM/SC) - 81ª edição

folder Boletins Informativos da 80ª à 1ª edição

Comitê Gestor

A dimensão democrática do SEM/SC está presente na formação de seu Comitê Gestor, que tem por finalidade sugerir diretrizes e ações para a área museológica, bem como apoiar e acompanhar o desenvolvimento do setor no Estado. Isso inclui a normatização de técnicas, recomendação de ações das políticas públicas e outros debates pertinentes para a área museológica de Santa Catarina.

Atendendo à nova legislação que ampara o SEM/SC, 19 representações compõem o Comitê. Dessas, nove são eleitas/indicadas pelo setor museológico catarinense durante as edições do Fórum Estadual de Museus, para um mandato de dois anos. As outras representações são indicadas pelos dirigentes das referidas instituições e pelo Governo do Estado de Santa Catarina.

Atualmente, o Comitê Gestor do SEM/SC tem a seguinte formação:

1 – Renilton Roberto da Silva Matos de Assis, coordenador do SEM/SC, que será o seu coordenador;

2 - Edina de Marco como titular e Susana Bianchini Simon como suplente, indicadas pela Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte - SOL;

3 - Raquel Terezinha Todeschini como titular e Madalena Gislon Conceição como suplente, indicados pela Secretaria de Estado da Educação – SED;

4 - Rosália Lara de Moura Dors Pessato como titular, indicada pela Secretaria de Estado de Planejamento – SPG;

5 - Renata Cittadin como titular e Cristiane Pedrini Ugolini como suplente, indicadas pela Fundação Catarinense de Cultura – FCC;

6 - Maria Zilene Cardoso como titular e Deborah Bernett da Silva como suplente, indicadas pela Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica de Santa Catarina – Fapesc;

7 - Luciano Augusto Bonotto como titular e Carline Fuhr como suplente, indicados pela Fundação do Meio Ambiente – Fatma;

8 - Elza Maria Martins como titular e Eduardo Simon como suplente, indicados pela Santa Catarina Turismo S/A – Santur;

9 - Eneléo Alcides da Silva como titular e Maria Margaret Waterkemper como suplente, indicados pela Agência de Fomento do Estado de Santa Catarina – Badesc;

10 - Anderson Luiz Rodrigues como titular, indicado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina – Epagri;

11 - Marco Antonio Figueiredo Ballester Jr como titular e Ana Lúcia Bérgamo como suplente, indicados pelo Conselho Regional de Museologia da 5ª Região – Corem;

12 - Idemar Ghizzo como titular e Celso de Oliveira Souza com o suplente, eleitos pelas escolas e universidades;

13 - Lygia Helena Roussenq Neves como titular e Vanilde Rohling Ghizzoni como suplentes, eleitas pela Região da Grande Florianópolis;

14 - Caroline Martello como titular e Karen Cristina Kirst, eleitas pela Região do Meio-Oeste;

15 - Giane Maria de Souza como titular, eleita pela Região Norte Catarinense;

16 - Fernanda Ben como titular, eleita pela Região Oeste Catarinense;

17 - Carla Juliane de Souza Vijagran, eleita pela Região da Serra Catarinense;

18 - Morgana Cirimbelli Gaidzinski como titular e Silvana Silva de Souza como suplente, eleitas pela Região Sul Catarinense;

19 - Marcella Monteiro Borel como titular e Valda de Oliveira Fagundes, como suplente, eleitas pela Região do Vale do Itajaí.

Legislação

Nesse espaço, você poderá conferir todas as legislações e estatutos (estaduais e federais) que normatizam o trabalho dos museus e dos órgãos reguladores dessas instituições, como o Sistema Estadual de Museus e o recém-criado Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). 

Além de criar normas gerais reguladoras, estas normativas buscam contribuir para uma definição mais ampla do conceito de museus, estabelecem os procedimentos de criação de instituições museológicas, identificam suas funções e atribuições e regulam atividades específicas. Clique e confira:

document Lei de Criação do Estatuto dos Museus (32 KB)

document Lei de Criação do Instituto Brasileiro de Museus (23 KB)

document Decreto de Criação do SEM SC (16 KB)

document Decreto Nº 5 264 de 5 de Novembro de 2004 (16 KB)

document Lei nº 7 287 de 18 de Dezembro de 1984 (16 KB)

document Declaração de Caracas 1992 novos desafios aos museus latino americanos (27 KB)

document Lei 8 313 1991 incentivos fiscais para empresas e pessoas patrocinadoras de projetos culturais (Lei Rouanet) (28 KB)

document Portaria Normativa 1 2006 elaboração do Plano Museológico dos museus vinculados ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN (14 KB)

document Declaração de Santiago 1972 princípios base do museu integral (18 KB)

document Declaração de Quebec 1984 pricípios base de uma nova museologia (12 KB)

document Carta de Petrópolis (2010) princípios base de uma Política Nacional de Educação Museal (24 KB)

document Portaria Normativa 1 2011 critério que definem as relações entre os museus que integram o Ibram e suas respectivas associações de amigos (13 KB)

Saiba mais

O que é um museu? Museu é o espaço institucionalizado onde se desenvolve a relação específica do homem/sujeito com o bem cultural. Em uma definição de caráter operacional, de 1974, o Conselho Internacional de Museus – Icom conceitua museu como “estabelecimento permanente, sem fins lucrativos, a serviço da sociedade e de seu desenvolvimento, aberto ao público, que coleciona, conserva, pesquisa, comunica e exibe, para o estudo, a educação e o entretenimento, a evidência material do homem e seu meio ambiente”. 

O que é bem cultural?
Bem cultural, em seu sentido amplo, compreende todo testemunho do homem e seu meio, apreciado em si mesmo, sem estabelecer limitações derivadas de sua propriedade, uso, antiguidade, ou valor econômico. Os bens culturais podem ser divididos em três grandes categorias: 
• Bens naturais: rios, cachoeiras, matas, florestas, grutas, climas, etc. (patrimônio natural); 
• Bens materiais: sítios e achados arqueológicos (patrimônio arqueológico); formações rurais e urbanas (patrimônio urbanístico); agenciamentos paisagísticos (patrimônio paisagístico); bens móveis, como objetos de arte, objetos utilitários, documentos arquivísticos e iconográficos; bens imóveis, como edificações rurais e urbanas (patrimônio artístico e arquitetônico); e 
• Bens imateriais: tradições e técnicas “do fazer” e “do saber fazer” humanos, como polir, esculpir, construir, cozinhar, tecer, pintar, etc. (patrimônio intelectual); as expressões do sentimento individual ou coletivo, como as manifestações folclóricas e religiosas, a música, a literatura, a dança, o teatro, etc. (patrimônio emocional). 

O que é patrimônio cultural?
Entende-se por patrimônio cultural toda a produção humana, de ordem emocional, intelectual, material e imaterial, independente de sua origem, época natureza ou aspecto formal, que propicie o conhecimento e a consciência do homem sobre si mesmo e sobre o mundo que o rodeia. Esse conceito se conjuga com o próprio conceito de cultura, entendida como um sistema interdependente e ordenado de atividades humanas na sua dinâmica, em que não se separam as condições do meio ambiente daquelas do fazer do homem; em que não se deve privilegiar o produto – habitação, templo, artefato, dança, canto, palavra – em detrimento das condições históricas, socioeconômicas, étnicas e ecológicos em que tal produto se encontra inserido. 

O que é um acervo museológico? 
O acervo museológico se constitui de bens culturais, de caráter material ou imaterial, móvel ou imóvel, que compõem o campo documental de possível interesse de um museu. É o conjunto de objetos/documentos que corresponde ao interesse e objetivo de preservação, pesquisa e comunicação de um museu. 

O que é uma coleção? 
Uma coleção é um conjunto de objetos naturais e artificiais – reunidos por pessoas ou instituições – que perderam seu valor de uso, mantidos fora do circuito econômico, sujeitos à proteção especial, em local reservado para esse fim. Mas o que, de fato, caracteriza e distingue os objetos de coleções de outros conjuntos de objetos é o papel de representarem determinadas realidades ou entidades, constituindo-se em intermediários entre aqueles que olham, os espectadores, e o mundo não visível – passado, eternidade, mortos, etc. – que representam. 

O que é um inventário? 
Um inventário é a metodologia de pesquisa que constitui o primeiro passo na atividade de conhecimento, de salvaguarda e de valorização dos bens culturais de um acervo, consistindo na sua descrição individual, padronizada e completa, para fins de identificação, classificação, análise e conservação. 

O que é conservação? 
Conservação é o conjunto de medidas destinado a conter as deteriorações de um objeto ou resguardá-lo de danos. De maneira geral, é sinônimo de preservação, mas, dentro do universo dos museus, diferencia-se pelo caráter mais específico, pressupondo-se uma materialidade. Identifica-se com os trabalhos de intervenções técnicas e científicas, periódicas ou permanentes, repetidos e continuados, aplicados diretamente sobre uma obra ou seu entorno, com o objetivo de prolongar sua vida útil e sua integridade. 

O que é exposição? 
Uma exposição é a exibição pública de objetos organizados e dispostos com o objetivo de comunicar um conceito ou uma interpretação da realidade. Pode ser de caráter permanente ou temporário, fixa ou itinerante. 

O que é curadoria?
Curadoria é a designação genérica do processo de concepção, organização e montagem da exposição pública. Inclui todos os passos necessários à exposição de um acervo, quais sejam: conceituação, documentação e seleção do acervo, produção de textos, publicações e planejamento da disposição física dos objetos. Refere-se também ao cargo ou função exercida por aquele que é responsável por zelar pelo acervo de um museu. 

O que é reserva técnica?
É o espaço físico utilizado para o armazenamento das peças do acervo de um museu, quando essas peças não estão em exposição. A guarda de um acervo demanda uma reserva técnica, com condições físicas adequadas, condições climáticas estáveis e condições de segurança apropriadas à conservação das obras. 

O que é a ação educativa de um museu?
A ação educativa de um museu se constitui dos procedimentos que promovem a educação no museu, tendo o acervo museológico como centro de suas atividades. Ela visa promover a participação, reflexão crítica e transformação da realidade social integrada à apropriação de uma cultura museal. Nesse caso, deve ser entendida como uma ação cultural, que consiste no processo de mediação, permitindo ao homem apreender, em um sentido amplo, o bem cultural, com vistas ao desenvolvimento de uma consciência crítica e abrangente da realidade que o cerca. Seus resultados devem assegurar a ampliação das possibilidades de expressão dos indivíduos e grupos nas diferentes esferas da vida social. Concebida dessa maneira, a ação educativa nos museus promove sempre benefício para a sociedade, determinando, em última instância, o papel social dos museus. 

O que é musealização?
A musealização é uma das formas de preservar o patrimônio cultural, realizada pelo museu. Constitui a ação, orientada por determinados critérios e valores, de recolher, conservar e difundir objetos como testemunhos do homem e do seu meio. Processo que pressupõe a atribuição de significado aos artefatos, capaz de conferir-lhes um valor documental ou representacional. 

O que é museografia?
A museografia é o campo do conhecimento responsável pela execução dos projetos museológicos. Através de diferentes recursos – planejamento da disposição de objetos, vitrines ou outros suportes expositivos, legendas e sistemas de iluminação, segurança, conservação e circulação – a museografia torna possível apresentar o acervo, com o objetivo de transmitir, através da linguagem visual e espacial, a proposta de uma exposição. 

O que é museologia?
É a disciplina que tem por objeto o estudo de uma relação específica do homem com a realidade, ou seja, do homem/sujeito que conhece com os objetos/testemunhos da realidade, no espaço/cenário museu, que pode ser institucionalizado ou não. Nas últimas décadas, com a renovação das experiências no campo da museologia, o entendimento corrente de que se trata da ciência dos museus, que se ocupa das finalidades e da organização da instituição museológica, cede lugar a novos conceitos, além do descrito acima, tais como, estudo da implementação de ações de preservação da herança cultural e natural ou estudo dos objetos museológicos. 

Fonte: CADERNOS DE DIRETRIZES MUSEOLÓGICAS 1. Belo Horizonte: Secretaria de Estado da Cultura, Superintendência de Museus, 2002